Boi­çu­can­ga tem tu­ris­mo náu­ti­co

Qual Viagem - - PELO BRASIL - In­for­ma­ções: tu­ris­mo­sa­o­se­bas­ti­ao.com.br

Aci­da­de de São Se­bas­tião, lo­ca­li­za­da no li­to­ral de nor­te de São Pau­lo, ofe­re­ce mais de du­as de­ze­nas de be­lís­si­mas prai­as ao lon­go de sua re­cor­ta­da e pre­ser­va­da cos­ta. Boi­çu­can­ga é uma de­las. Tem gran­de ex­ten­são. É o “cen­tri­nho mais pró­xi­mo das prai­as do sul do mu­ni­cí­pio”. Lá, o tu­ris­ta en­con­tra agên­cia dos cor­rei­os, ban­cos, car­tó­ri­os, shop­ping, além de um ra­zoá­vel co­mér­cio não sen­do pre­ci­so se des­co­lar pa­ra a área cen­tral da ci­da­de. Bem no can­to es­quer­do da praia há al­gu­mas bem es­tru­tu­ra­das ma­ri­nas que ofe­re­cem apoio às em­bar­ca­ções, bem on­de o rio Boi­çu­can­ga de­sem­bo­ca no mar. A Pra­ça Pôr do Sol fi­ca de fren­te pa­ra o mar e faz jus ao no­me. Com uma boa pis­ta de ska­te e sua or­la to­tal­men­te ilu­mi­na­da pro­pi­cia ca­mi­nha­das, es­por­tes, pes­ca­ria e diversão até tar­de da noi­te. Apro­vei­te pa­ra ex­plo­rar as tri­lhas das Ca­cho­ei­ras do Ri­bei­rão do Itú e a tri­lha pa­ra a Praia Bra­va on­de é pos­sí­vel ca­mi­nha­das na Ma­ta Atlân­ti­ca ain­da pre­ser­va­da. Na ma­ré bai­xa é o me­lhor ho­rá­rio pa­ra ba­nhos re­fres­can­tes. Mui­to cui­da­do na ma­ré al­ta, pois a praia é de tom­bo, oca­si­o­nal­men­te com on­das bem for­tes.

Diz a len­da no Ma­ra­nhão que o es­cra­vo Pai Francisco, pa­ra sa­tis­fa­zer a sua mu­lher “Ca­ti­ri­na”, grá­vi­da e com de­se­jo de co­mer lín­gua de boi, ma­ta o no­vi­lho Mi­mo­so, o mais que­ri­do do seu se­nhor. Ao ser des­co­ber­to, Pai Francisco fo­ge com a mu­lher, mas é pre­so e fi­nal­men­te li­ber­ta­do quan­do fei­ti­cei­ros con­se­guem, por meio de ri­tu­ais má­gi­cos, res­sus­ci­tar o ani­mal. As­sim nas­ceu o Bum­ba-meu-boi - cul­to po­pu­lar de ori­gem eu­ro­peia que, ao se mis­tu­rar com a cultura afri­ca­na, se trans­for­mou em pa­trimô­nio ima­te­ri­al bra­si­lei­ro e o gran­de des­ta­que da fes­ta junina de São Luís do Ma­ra­nhão.

No mês de ju­nho, du­ran­te 18 di­as, a ci­da­de ga­nha no­vos rit­mos, co­res e dan­ças. A va­ri­e­da­de de in­du­men­tá­ri­as, ade­re­ços e ins­tru­men­tos es­pe­cí­fi­cos, to­a­das e mú­si­cas pró­pri­as atra­ves­sam as ma­dru­ga­das da ci­da­de ao som de za­bum­ba, or-ques­tra, pan­dei­rão, ma­tra­ca, cos­ta de mão e bai­xa­da - va­ri­e­da­de de gru­pos nas­ci­da de pe­lo me­nos cin­co raí­zes fol­cló­ri­cas.

O prin­ci­pal pon­to de en­con­tro ocor­re no ter­rei­ro da Pra­ça Ma­ria Ara­gão - região cen­tral da ci­da­de. A mul­ti­dão é em­ba­la­da ao som do Tam­bor de Cri­ou­la, do Ca­cu­riá, da Dan­ça do Co­co, Bam­baê de Caixa, Dan­ça do Le­lê, Dan­ça Por­tu­gue­sa, Dan­ça do Boi­a­dei­ro e, cla­ro, pe­las qua­dri­lhas. Ca­da um dos rit­mos mar­ca a co­me­mo­ra­ção de um san­to. O Ma­ra­nhão é o úni­co es­ta­do bra­si­lei­ro que que fes­te­ja qua­tro san­tos ca­tó­li­cos du­ran­te o

mês de ju­nho: San­to Antô­nio, São João, São Pedro e São Mar­çal.

No dia de San­to Antô­nio ( 13 de ju­nho), o san­to ca­sa­men­tei­ro, as igre­jas cos­tu­mam dis­tri­buir pãe­zi­nhos, que se­rão guar­da­dos o res­to do ano co­mo for­ma de ga­ran­tir far­tu­ra de co­mi­da du­ran­te o ano.

O São João ( 24 de ju­nho) ce­le­bra São João Ba­tis­ta. Há uma len­da de que o gran­de san­to dos fes­te­jos ju­ni­nos pre­fe­re dor­mir o dia in­tei­ro de sua fes­ta pa­ra con­ter o de­se­jo de, ao ver as fo­guei­ras, des­cer e co­me­mo­rar na ter­ra. Pa­ra ten­tar acor­dar o san­to, os fiéis sol­tam mui­tos fo­gos de ar­ti­fí­cio du­ran­te o dia.

São Pedro ( 29 de ju­nho) é o san­to pro­te­tor dos pes­ca­do­res. Sua fes­ta na ci­da­de co­me­ça em fren­te à ca­pe­la que le­va seu no­me, no bair­ro Ma­dre Deus. Os gru­pos de Bum­ba-meu-boi se aglo­me­ram no lar­go, on­de se “rou­ba” o mas­tro de São João. O guar­dião das por­tas do céu é tam­bém res­pon­sá­vel pe­la chu­va e por pro­te­ger pes­ca­do­res e viú­vas.

São Mar­çal, ( 30 de ju­nho), en­cer­ra ofi­ci­al­men­te os fes­te­jos ju­ni­nos. Nes­se dia (des­de às 6h da ma­nhã até a ma­dru­ga­da), ocor­re o En­con­tro dos Ba­ta­lhões de Bum­ba-meu-boi, no bair­ro do João Pau­lo.

A fes­ta de São Mar­çal sur­giu da proi­bi­ção aos gru­pos de Bum­ba-meu-boi de se­gui­rem pa­ra a área do cen­tro da ci­da­de, sob pre­tex­to de ma­nu­ten­ção da se­gu­ran­ça, or­dem e tran­qui­li­da­de. O “Are­al do João Pau­lo” se tor­nou, des­de en­tão, o pon­to ofi­ci­al de en­con­tro gi­gan­tes­co dos gru­pos de bum­ba-boi.

O Tam­bor de Cri­ou­la tam­bém en­tra nas fes­ti­vi­da­des, no en­tan­to, pa­ra ho­me­na­ge­ar São Be­ne­di­to - san­to ne­gro de for­te iden­ti­da­de com a mai­o­ria afro­des­cen­den­te do es­ta­do.

Um dos “ar­raiás” mais es­pe­ra­dos pe­lo pú­bli­co ocor­re na pra­ça Ma­ria Ara­gão e traz shows, apre­sen­ta­ções de qua­dri­lha, além de bar­ra­cas com co­mi­das tí­pi­cas. En­tre os tra­di­ci­o­nais pra­tos da fes­tas de São João de São Luís es­tão o ar­roz de cu­xá, pei­xe fri­to, ar­roz Ma­ria Isa­bel, tor­ta de ca­ma­rão e min­gau de mi­lho.

Em meio a di­ver­si­da­de cul­tu­ral de São Luís do Ma­ra­nhão, co­res e sons se mis­tu­ram em um tur­bu­len­to es­pe­tá­cu­lo, cu­ja for­ça cul­tu­ral con­quis­ta mi­lha­res de tu­ris­tas em ar­rai­ais re­ple­tos de ale­gria e mui­ta diversão.

São Luís do Ma­ra­nhão: ade­re­ços, mú­si­cas e gru­pos de dan­ças com­põem uma das mais ani­ma­das e cul­tu­rais fes­tas ju­ni­nas do nor­des­te bra­si­lei­ro.

Cen­te­nas de gru­pos fol­cló­ri­cos e mais de 1.500 dan­ça­ri­nos se re­ve­zam em 18 di­as de fes­ta no mês de ju­nho em São Luís do Ma­ra­nhão.

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