BRU­GES – Char­mo­sa e com cli­ma me­di­e­val

Qual Viagem - - BÉLGICA -

Quan­do a noi­te che­ga, a ci­da­de fi­ca qua­se va­zia e sem os mui­tos tu­ris­tas que fa­zem vi­si­tas do ti­po ba­te e vol­ta. Nes­sa ho­ra, pa­re­ce que o tem­po vol­ta à épo­ca me­di­e­val. Sua ma­jes­to­sa pra­ça cen­tral fi­ca to­da ilu­mi­na­da por gran­des can­de­la­bros e os vá­ri­os ca­nais fi­cam com su­as águas ain­da mais cal­mas e si­len­ci­o­sas. As ru­as es­trei­tas ain­da man­têm o cal­ça­men­to de pe­dras co­mo há sé­cu­los atrás, tan­to que o seu cen­tro his­tó­ri­co foi tom­ba­do co­mo Pa­trimô­nio da Hu­ma­ni­da­de pe­la Unes­co. Char­mo­sa co­mo pou­cas ci­da­des do mun­do, são os se­guin­tes os seus prin­ci­pais atra­ti­vos:

Markt Squa­re – A pra­ça cen­tral tem di­ver­sos pré­di­os em di­fe­ren­tes es­ti­los e cons­truí­dos ao lon­go de vá­ri­os sé­cu­los. En­tre eles, o Pa­lá­cio Pro­vin­ci­al e o an­ti­go cor­reio – am­bos em es­ti­lo ne­o­gó­ti­co. Há, tam­bém, ca­si­nhas co­lo­ri­das de qua­tro an­da­res on­de, atu­al­men­te, fun­ci­o­nam res­tau­ran­tes e ca­fés. No cen­tro, es­tá a es­tá­tua de Jan Brei­del e Pi­et de Ko­nink que pres­ta ho­me­na­gem aos he­róis da re­vo­lu­ção de 1302, ba­ta­lha em que os bel­gas en­fren­ta­ram o rei da Fran­ça e ven­ce­ram.

Bel­fry – Tam­bém na pra­ça cen­tral es­tá o prin­ci­pal sím­bo­lo de Bru­ges, o cam­pa­ná­rio com uma tor­re de 83 me­tros. Se es­ti­ver em for­ma, en­ca­re os 366 de­graus da es­ca­da­ria em ca­ra­col até o to­po. O es­for­ço va­le à pe­na, pois lá do al­to o vi­su­al da ci­da­de é ma­ra­vi­lho­so. E dá pa­ra ver bem de per­to o car­ri­lhão e seu 47 si­nos.

Burg Squa­re – A um quar­tei­rão de dis­tân­cia do Cam­pa­ná­rio es­tá es­sa ou­tra pra­ça que reú­ne no seu en­tor­no um in­te­res­san­te con­jun­to ar­qui­tetô­ni­co. Lá es­tão o Stadhuis, edi­fí­cio da pre­fei­tu­ra, cons­truí­do em es­ti­lo gó­ti­co nos anos de 1376 e 1420, pe­río­do em que Bru­ges os­ten­ta­va po­der du­ran­te a Ida­de Mé­dia; a Ca­sa dos Ar­qui­vis­tas de 1534; e a Ba­sí­li­ca do San­gue Sa­gra­do, que gu­ar­da um fras­co com o san­gue de Cris­to, que foi acha­do du­ran­te uma cru­za­da pa­ra Je­ru­sa­lém no sé­cu­lo 12.

Igre­ja de Nos­sa Se­nho­ra – Fa­mo­sa por abri­gar uma es­cul­tu­ra em már­mo­re bran­co da Vir­gem Ma­ria com o me­ni­no Je­sus nos bra­ços ( Ma­don­na and Child), fei­ta pe­lo Mi­che­lan­ge­lo por vol­ta de 1504.

Ca­te­dral de São Sal­va­dor – Cons­truí­da na épo­ca do Im­pé­rio Ro­ma­no, da sua es­tru­tu­ra ori­gi­nal res­ta­ram ape­nas pe­da­ços de co­lu­nas do an­ti­go pór­ti­co. Em seu in­te­ri­or, os vi­trais e as pin­tu­ras cha­mam aten­ção dos vi­si­tan­tes.

Mu­seu His­to­rium – Usan­do tec­no­lo­gia de ponta, trans­por­ta os vi­si­tan­tes - em um mo­de­lo pa­re­ci­do com as atra­ções dos par­ques de Or­lan­do - pa­ra a épo­ca me­di­e­val de Bru­ges. Pa­ra tan­to, uti­li­za ima­gens, música, efei­tos es­pe­ci­ais e até 3D. Tu­do gi­ra em tor­no de uma his­tó­ria de amor.

Pas­seio de barco – Sem dú­vi­da um pas­seio cli­chê pa­ra tu­ris­tas, mas é im­per­dí­vel. Du­ran­te o tour pe­los ca­nais da ci­da­de é pos­sí­vel apre­ci­ar as cons­tru­ções de um ou­tro ân­gu­lo.

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