Das be­le­zas à bei­ra do Rio El­ba à fan­tás­ti­ca Ci­da­de dos Au­to­mó­veis

Uma das dez Ci­da­des Má­gi­cas da Ale­ma­nha, Hamburgo reú­ne atra­ções ir­re­sis­tí­veis. Não mui­to dis­tan­te, em Wolfsburg, um pa­raí­so pa­ra os afi­ci­o­na­dos por car­ros - a Au­tos­tadt da Volkswa­gen - re­ce­be vi­si­tan­tes do mun­do in­tei­ro

Qual Viagem - - HAMBURGO + WOLFSBURG - Por Roberto Maia

Es­co­lher um des­ti­no pa­ra co­nhe­cer na Ale­ma­nha é uma di­fí­cil mis­são. São tan­tas as ci­da­des com im­por­tân­cia his­tó­ri­ca, ri­cas em cul­tu­ra ou com ce­ná­ri­os na­tu­rais in­crí­veis. Um dos ro­tei­ros mais con­cor­ri­dos do país, o Ci­da­des Má­gi­cas, reú­ne dez das me­tró­po­les mais fa­mo­sas e atrai mi­lha­res de tu­ris­tas to­dos os anos. São elas: Hamburgo, Düs­sel­dorf, Dres­den, Han­no­ver, Nu­rem­ber­gue, Leip­zig, Mu­ni­que, Frank­furt, Stutt­gart e Colô­nia. To­das com pon­tos de in­te­res­se que já fa­ri­am va­ler a vi­a­gem e dei­xam, com cer­te­za, qual­quer vi­si­tan­te sa­tis­fei­to.

Nes­sa ma­té­ria va­mos abor­dar a vibrante Hamburgo e su­as be­le­zas à bei­ra do Rio El­ba. A se­gun­da mai­or ci­da­de ale­mã e a oi­ta­va da União Eu­ro­peia trans­pi­ra char­me e pos­sui at­mos­fe­ra cos­mo­po­li­ta. E são mui­tas as ma­nei­ras de co­nhe­cer tu­do o que ela tem a ofe­re­cer. E to­das igual­men­te in­te­res­san­tes.

Fa­zer um pas­seio de bar­co pe­lo El­ba é com cer­te­za uma ati­vi­da­de im­per­dí­vel pa­ra en­xer­gar a ci­da­de por ou­tras pers­pec­ti­vas. Após em­bar­car em um dos cais, o bar­co na­ve­ga en­tre os imen­sos na­vi­os car­guei­ros, de cru­zei­ros e de ia­tes enor­mes ao lon­go de um dos mai­o­res por­tos do mun­do.

De­pois, per­cor­ra des­pre­o­cu­pa­da­men­te a par­te an­ti­ga do des­ti­no, on­de no pas­sa­do co­mer­ci­an­tes ven­di­am café, chá e es­pe­ci­a­ri­as e, atu­al­men­te, es­tão be­las re­si­dên­ci­as e edi­fí­ci­os dos sé­cu­los 17 a 19, além de ba­res e res­tau­ran­tes ori­gi­nais. Há, tam­bém, a área an­ti­ga de ar­ma­zéns, a Spei­chers­tadt, com ar­qui­te­tu­ra clás­si­ca em ti­jo­los e apoi­a­da em mi­lha­res de co­lu­nas de car­va­lho.

A Hamburgo mo­der­na es­tá na Ha­fen­city, lo­cal on­de es­tá sen­do cons­truí­do um dos mai­o­res pro­je­tos ar­qui­tetô­ni­cos ur­ba­nos no con­ti­nen­te. Sem dú­vi­da um im­pres­si­o­nan­te con­tras­te en­tre a tra­di­ção da na­ve­ga­ção e a ar­qui­te­tu­ra ar­ro­ja­da, cu­jo co­ra­ção fi­ca no quar­tei­rão Über­se­e­quar­ti­er - en­tre a Spei­chers­tadt e o por­to. Lá es­tão di­ver­sas lo­jas em uma am­pla ave­ni­da, que le­va até o Ham­burg Crui­se Cen­ter.

As mai­o­res e mais mo­der­nas em­bar­ca­ções de cru­zei­ros che­gam e par­tem de Hamburgo. Aliás, os mo­ra­do­res da ci­da­de têm um ca­ri­nho es­pe­ci­al pe­lo Qu­e­en Mary 2, tan­to que ca­da che­ga­da des­te fa­mo­so na­vio é co­me­mo­ra­da ao lon­go do Rio El­ba por mi­lha­res de pes­so­as – in­clu­si­ve com fo­gos de ar­ti­fí­cio.

Não dei­xe de des­fru­tar o visual da re­gião no mi­ran­te Vi­ew Point, no Crui­se Cen­ter, da “Cos­ta de Pé­ro­la”, ao lon­go do El­ba, com su­as man­sões lu­xu­o­sas e res­tau­ran­tes so­fis­ti­ca­dos; dos Ter­ra­ços de Magalhães (Ma­gel­lan-ter­ras­sen), que pos­si­bi­li­tam uma vis­ta ra­ra do sím­bo­lo de Hamburgo, a fi­larmô­ni­ca Elbphi­lhar­mo­nie, na pon­ta oci­den­tal da Ha­fen­city; ou do ter­ra­ço do Doc­kland, um pré­dio co­mer­ci­al fu­tu­ris­ta com mi­ran­te aber­to ao pú­bli­co.

Ou­tras atra­ções pa­ra in­cluir no ro­tei­ro são o bair­ro St. Pau­li, que é mui­to ani­ma­do e até um pou­co ma­lu­co e al­ter­na­ti­vo, prin­ci­pal­men­te sua rua de pe­ca­do­res, a Re­e­per­bahn; e o mer­ca­do de pei­xes, o Fis­ch­markt, em Al­to­na, on­de o pes­ca­do é ven­di­do em lei­lão to­dos os domingos pe­la manhã bem cedo.

Uma pa­ra­di­nha pa­ra as com­pras sem­pre é ne­ces­sá­ria pa­ra nós bra­si­lei­ros e, em Hamburgo, o me­lhor lu­gar é na Rua Jung­ferns­ti­eg, que co­me­ça no la­go Bin­ne­nals­ter. Pa­ra des­can­sar um pou­qui­nho es­co­lha o Auße­nals­ter, uma agra­dá­vel área de la­zer pró­xi­ma ao cen­tro da ci­da­de.

No sen­ti­do ho­rá­rio, o Spei­chers­tadt à noi­te des­ta­ca ain­da mais sua ar­qui­te­tu­ra clás­si­ca; cen­tro da ci­da­de com o la­go Bin­ne­nals­ter em um dia en­so­la­ra­do de pri­ma­ve­ra; a be­lís­si­ma sa­la de con­cer­tos Elbphi­lhar­mo­nie ao en­tar­de­cer e pas­sei­os de bar­co pro­por­ci­o­nam no­vos ân­gu­los de atra­ti­vos co­mo a igre­ja de Cathe­ri­ne

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