COZUMEL

Qual Viagem - - SUMÁRIO - Por Cláu­dio La­cer­da Oli­va

É um dos des­ti­nos mais de­se­ja­dos do Mé­xi­co por su­as pai­sa­gens na­tu­rais e pe­los in­crí­veis re­ci­fes de co­ral.

Um dos des­ti­nos mais com­ple­tos e de­se­ja­dos do Mé­xi­co é a ilha de Cozumel que es­tá lo­ca­li­za­da no Ca­ri­be Me­xi­ca­no, pró­xi­ma a Can­cun, co­nhe­ci­da pe­la be­le­za de seus re­ci­fes de co­ral, que tor­na­ram-se fa­mo­sos de­pois da vi­si­ta de Jac­ques Cous­te­au na dé­ca­da de 60. Des­de en­tão o tu­ris­mo por lá cres­ceu mui­to, e ho­je exis­tem vá­ri­os re­sorts, clu­bes de praia, lo­jas de ar­te­sa­na­to e de gri­fes in­ter­na­ci­o­nais, res­tau­ran­tes, e par­ques.

Gra­ças à sua gran­de bi­o­di­ver­si­da­de ma­ri­nha, é con­si­de­ra­do um lo­cal ide­al pa­ra pra­ti­car mer­gu­lho. Os gran­des ban­cos de re­ci­fes que for­mam os jar­dins su­baquá­ti­cos vi­vos abri­gam uma ri­ca e va­ri­a­da fau­na ma­ri­nha. Além de ofe­re­cer pai­sa­gens es­pe­ta­cu­la­res, pos­sui uma gran­de va­ri­e­da­de de ati­vi­da­des de eco­tu­ris­mo, co­mo ti­ro­le­sa, ra­pel, ki­te­surf, wind­surf, surf, na­do com gol­fi­nhos, mer­gu­lho, pes­ca, gol­fe, pas­sei­os de mo­to, bi­ci­cle­tas, ca­no­as e cai­a­ques.

Lu­ga­res co­mo o Par­que Na­ci­o­nal de Chan­ka­na­ab, a Zo­na Ar­que­o­ló­gi­ca de San Ger­va­sio ou o Sub­ma­ri­no Atlan­tis, o le­va­rão pe­las pro­fun­de­zas do mar, são al­gu­mas das coi­sas que fa­rão vo­cê se apai­xo­nar por Cozumel. Mer­gu­lhe nas águas cris­ta­li­nas pa­ra des­co­brir o se­gun­do mai­or re­ci­fe de co­ral do mun­do, o Gre­at Me­so­a­me­ri­can Re­ef, uma das áre­as mais com­ple­tas do mun­do pa­ra mer­gu­lho.

Pas­se­ar por to­do o re­ci­fe do pa­raí­so e des­fru­tar do brilho dos pei­xes co­lo­ri­dos que se aglo­me­ram ao seu la­do, ou vi­ver a ex­pe­ri­ên­cia de mer­gu­lhar du­ran­te a noi­te pa­ra des­co­brir as no­vas for­mas de aven­tu­ra.

Ou­tra ex­pe­ri­ên­cia úni­ca é vi­si­tar o Yu­cab, um dos mai­o­res re­ci­fes do con­ti­nen­te. Vi­si­te as tar­ta­ru­gas no re­ci­fe de San­ta Ro­sa. Pa­lan­car não po­de ser per­di­do; é um dos re­ci­fes de co­rais mais es­pe­ta­cu­la­res do Ca­ri­be. Ter­mi­ne com Ma­ra­cai­bo e Bar­ra­cu­das, os mais ex­tre­mos, com for­tes cor­ren­tes e os mais di­fí­ceis de aces­sar.

Cul­ti­ve sua sen­si­bi­li­da­de em um mer­gu­lho li­vre ao re­dor da la­goa de Chan­ka­na­ab, on­de há na­vi­os nau­fra­ga­dos e on­de es­tá o Cris­to de Cozumel, que atrai gran­des gru­pos de pei­xes que se amon­to­am ao re­dor com a pas­sa­gem de enor­mes ar­rai­as e tar­ta­ru­gas.

O li­to­ral oes­te da Ilha, vol­ta­do ao con­ti­nen­te, é uma gran­de bar­rei­ra de co­rais. Es­sa bar­rei­ra co­me­ça em Cozumel e vai até Hon­du­ras, sen­do con­si­de­ra­da a se­gun­da mai­or do mun­do, atrás ape­nas da Gran­de

Bar­rei­ra Aus­tra­li­a­na. Por­tan­to mer­gu­lhar por lá é uma das prin­ci­pais atra­ções. Em Cozumel há vá­ri­as em­pre­sas que ofe­re­cem os mer­gu­lhos, mas a Blue Ma­gic é uma das mais com­ple­tas.

Cozumel é tam­bém um dos mai­o­res des­ti­nos de cruzeiros ma­rí­ti­mos do mun­do, que fa­zem vi­a­gem pa­ra os Es­ta­dos Uni­dos, Baha­mas e pa­ra di­ver­sos paí­ses do Ca­ri­be. A Ilha é a ter­cei­ra mai­or do país, e as op­ções de di­ver­são pa­ra os tu­ris­tas são mui­tas. Além dos mer­gu­lhos já ci­ta­dos, os tu­ris­tas po­dem ex­plo­rar ruí­nas, vi­si­tar prai­as de­ser­tas, re­a­li­zar pes­ca­ria es­por­ti­va, além de con­tar com óti­mas op­ções de gas­tro­no­mia e um dos mais com­ple­tos par­ques ho­te­lei­ros do Mé­xi­co.

SÍ­TIO AR­QUE­O­LÓ­GI­CO DE SAN GERVÁRIO

Com ex­ten­são to­tal de 56 km, exis­te uma ro­do­via as­fal­ta­da, que cir­cun­da to­da a ilha pe­la cos­ta. Ela tem bo­as ci­clo­vi­as em vá­ri­os tre­chos. Es­se pas­seio, po­de ser com­ple­ta­do em um dia on­de vo­cê te­rá a opor­tu-

ni­da­de de pas­se­ar por prai­as deslumbrantes, mi­ran­tes e, no cen­tro da ilha, vi­si­tar o sí­tio ar­que­o­ló­gi­co de San Ger­vá­sio.

O tour po­de ser fei­to em car­ro, mo­to e, pa­ra os mais ani­ma­dos, de bi­ci­cle­ta. Exis­tem tam­bém em­pre­sas de re­cep­ti­vo que re­a­li­zam o pas­seio com gui­as. A su­ges­tão é que o tour se­ja fei­to no sen­ti­do ho­rá­rio, por­que as ruí­nas de San Ger­vá­sio - são o pri­mei­ro pon­to de pa­ra­da - Elas fe­cham re­li­gi­o­sa­men­te às 15h30. As­sim, se dei­xar pa­ra o fi­nal não da­rá tem­po de co­nhe­cê-la.

A DEU­SA IXCHEL E A FERTILIDADE

Cozumel foi um im­por­tan­te lo­cal du­ran­te o apo­geu do po­vo maia. Era lo­cal de cul­to à deu­sa da fertilidade, cha­ma­da de Ixchel. To­dos os anos, eram re­a­li­za­das pe­re­gri­na­ções em seu lou­vor. To­da a ilha era cortada por sac­bés - ca­mi­nho bran­co, em maia - que eram es­tra­das com re­ves­ti­men­to bran­co pa­ra re­fle­tir a luz da lua e per­mi­tir vi­a­gens no­tur­nas.

RUÍ­NAS: O MAI­OR PA­TRIMÔ­NIO HIS­TÓ­RI­CO

As ruí­nas mai­as de San Ger­va­sio, fi­cam no mai­or man­to per­ma­nen­te de água do­ce da ilha, uma bên­ção pa­ra os an­ti­gos ha­bi­tan­tes que so­bre­vi­ve­ram sem es­cas­sez gra­ças a ela. O lo­cal fa­zia par­te da ex­ten­sa re­de co­mer­ci­al da re­gião e mos­tra a in­te­gra­ção dos ha­bi­tan­tes com a na­tu­re­za. An­dar pe­los ca­mi­nhos bran­cos que co­mu­ni­cam os di­fe­ren­tes con­jun­tos ar­qui­tetô­ni­cos do ter­ri­tó­rio que por sé­cu­los re­co­lheu os pas­sos dos pe­re­gri­nos. Vi­si­te tam­bém as ruí­nas de El Ce­dral, o lo­cal sa­gra­do que re­pre­sen­ta o pri­mei­ro as­sen­ta­men­to maia na ilha. As ruí­nas não são as mais im­pres­si­o­nan­tes do Mé­xi­co, nem mes­mo da re­gião, mas va­le a pe­na vi­si­tá-la.

Ou­tra ex­pe­ri­ên­cia in­te­res­san­te é vi­si­tar o Mu­seu de La Is­la que ofe­re­ce qu­a­tro sa­las com ex­po­si­ções per­ma­nen­tes so­bre a ge­o­mor­fo­lo­gia, co­rais, ou­tras es­pé­ci­es ani­mais e a his­tó­ria da ilha. É bem fá­cil de che­gar. Es­tá no Ma­le­cón, na ave­ni­da bei­ra mar, bem pró­xi­mo à pra­ça cen­tral.

Al­guns pas­sei­os im­pres­si­o­nam pe­lo co­lo­ri­do e pe­los de­gra­dês das águas do mar que cer­cam a ilha. A Playa Co­ro­na é uma bar­rei­ra de co­rais que ofe­re­ce ao vi­si­tan­te a pos­si­bi­li­da­de de re­a­li­zar mer­gu­lhos e ex­pe­ri­ên-

cia úni­ca das pai­sa­gens do fun­do do mar. Não perca a chan­ce de vi­si­tar o El Ci­e­lo – um ban­co de areia re­ple­to de es­tre­las do mar. A im­pres­são é de vo­cê ter aca­ba­do de ater­ri­zar no céu, ta­ma­nha a be­le­za das arei­as bran­cas e fo­fas, das mui­tas es­tre­las do mar e da água tur­que­sa que cer­ca es­se lo­cal. Em Pun­ta Mo­las, va­le vi­si­tar o fa­rol, e no ca­mi­nho re­a­li­zar uma pa­ra­da nas la­go­as pró­xi­mas. Pun­ta Mo­ras é o lo­cal de pas­seio mais dis­tan­te do cen­tri­nho de cozumel.

AS SAUNAS DE TEMAZACAL

Te­maz­cal é uma sau­na de ori­gem pré-his­pâ­ni­ca, que mis­tu­ra o ba­nho de va­por com um ri­tu­al de me­di­ta­ção e re­fle­xão. É re­al­men­te uma ex­pe­ri­ên­cia úni­ca. O va­por do ba­nho aju­da a li­be­rar to­xi­nas e gor­du­ra, fa­zen­do vo­cê sen­tir-se to­tal­men­te re­la­xa­do re­vi­ta­li­zan­do cor­po e al­ma.

A BE­LE­ZA ÍMPAR DE PUN­TA SUR

A Pun­ta Sur, co­mo no­me diz, é o pon­to mais ao sul de Cozumel. É um par­que es­ta­du­al, on­de há prai­as e la­go­as. O Fa­rol Ce­la­rain tam­bém fi­ca aqui, on­de do to­po tem-se uma com­ple­ta vi­são da ilha. Tal­vez se­ja um dos lu­ga­res mais bo­ni­tos de Cozumel. É co­bra­da a en­tra­da, e in­clui um pas­seio de bar­co em uma das la­go­as on­de é pos­sí­vel avis­tar cro­co­di­los. No lo­cal é pos­sí­vel fa­zer snor­kel, cai­a­que, ou ape­nas re­la­xar em re­des à bei­ra da praia. Há ser­vi­ço de res­tau­ran­tes. Va­le pas­sar um dia in­tei­ro por aqui.

Pa­ra cur­tir cal­ma­men­te a ci­da­de, va­le ca­mi­nhar ao lon­go do cal­ça­dão à bei­ra-mar apre­ci­an­do as be­las es­cul­tu­ras e mi­ran­tes, o ri­so das cri­an­ças e o pas­seio ro­mân­ti­co dos ca­sais que an­dam de mãos da­das re­fle­tin­do a do­çu­ra do azul tur­que­sa do Ca­ri­be que se ex­pan­de pa­ra os ou­tros can­tos do mun­do.

Ca­mi­nhe pe­la pra­ça cen­tral e pro­ve a noi­te um sor­ve­te ar­te­sa­nal fei­to com fru­tas in na­tu­ra. Va­le co­mer tam­bém os fa­mo­sos chur­ri­tos uma gu­lo­sei­ma lo­cal de­li­ci­o­sa. Sen­te-se em um ban­co sob as enor­mes pal­mei­ras e as poin­ci­a­nas re­ais que lhe dão a la­ran­ja de su­as flo­res e ad­mi­re o por do sol, além de ver a par­ti­da de inú­me­ros cruzeiros em di­re­ção a ou­tros des­ti­nos.

Explore as lo­jas e ga­le­ri­as que ofe­re­cem as cri­a­ções ar­tís­ti­cas do po­vo de Cozumel, e le­ve pa­ra ca­sa uma lem­bran­ça que vo­cê se lem­brar de sua vi­si­ta. Es­co­lha um res­tau­ran­te que lhe ofe­re­ça o me­lhor da co­mi­da gas­tro­no­mia tí­pi­ca e en­can­te-se com o po­vo lo­cal, que é aco­lhe­dor e so­li­ci­to. Vi­si­tar Cozumel é is­so. Des­li­gar-se da ro­ti­na do trân­si­to, das eter­nas men­sa­gens de ce­lu­lar, das no­tí­ci­as ruins dos te­le­jor­nais. Vi­si­tá-la é aci­ma de tu­do es­tar co­nec­ta­do di­re­ta­men­te com a na­tu­re­za, pra­ti­can­do um mer­gu­lho, pes­can­do, na­dan­do em la­go­as, an­dan­do de bi­ki ou sim­ples­men­te ob­ser­va­do coi­sas sim­ples com um céu re­che­a­do de es­tre­las e um por do sol ines­que­cí­vel. Ten­te com­bi­nar a sua vi­si­ta a ilha com Can­cun. Re­co­men­da­mos fi­car em Cozumel no mí­ni­mo três noi­tes. Vis­te tam­bém Playa Del Car­men, um des­ti­no mais des­co­la­do e agi­ta­do. Se ti­ver tem­po explore os par­ques de Xca­ret e conheça os prin­ci­pais des­ti­nos his­tó­ri­cos e de praia da Ri­vei­ra Maia. Con­fi­ra!

es­quer­da, Praia Chen Rio, de areia bran­qui­nha e águas cris­ta­li­nas. À di­rei­ta, mer­gu­lho pa­ra ex­plo­rar um dos in­crí­veis re­ci­fes de co­rais de Cozumel. Abai­xo, o Par­que Chan­ka­na­ab, par­que na­ci­o­nal ma­ri­nho re­ple­to de be­le­zas na­tu­rais.

Ao la­do, mer­gu­lho per­to de um na­vio nau­fra­ga­do. Abai­xo, da es­quer­da pa­ra a di­rei­ta, as ruí­nas mai­as de San Ger­va­sio e a Playa Co­ro­na, uma das mais pa­ra­di­sía­cas do des­ti­no.

Praia de Pun­ta Sur, um dos lu­ga­res mais bo­ni­tos da ilha. Abai­xo, tu­ris­tas pas­sei­am pe­lo tran­qui­lo cal­ça­dão à bei­ra-mar.

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