A ho­ra e a vez das BI­KES ELÉ­TRI­CAS

As bi­kes elé­tri­cas ga­nham es­pa­ço e tor­nam-se ca­da vez mais uma al­ter­na­ti­va ao trân­si­to caó­ti­co das gran­des ca­pi­tais

Sport Life - - CORRIDA NA PRAIA - Por ÁL­VA­RO PERAZZOLI e VA­NES­SA DE SÁ

Em épo­cas em que qual­quer tra­je­to pe­las gran­des ca­pi­tais bra­si­lei­ras tem cus­ta­do ao mo­to­ris­ta um tem­po enor­me e mui­ta, mas mui­ta pa­ci­ên­cia, as bi­kes elé­tri­cas vão, pou­co a pou­co, ga­nhan­do as ru­as e se tor­nan­do uma al­ter­na­ti­va sus­ten­tá­vel e in­te­li­gen­te de trans­por­te. A coi­sa to­mou vul­to quan­do, em de­zem­bro de 2013, en­trou em vi­gor uma re­so­lu­ção do Con­se­lho Na­ci­o­nal de Trân­si­to (Con­tran) que re­gu­la­men­tou o uso des­se mo­dal, equi­pa­ran­do- o às bi­ci­cle­tas co­muns. Ho­je, as cha­ma­das e-bi­kes es­tão au­to­ri­za­das a cir­cu­lar por ru­as, ave­ni­das e ci­clo­vi­as des­de que cum­pram al­gu­mas pre­mis­sas bá­si­cas: não po­dem ter mais do que 350 W de po­tên­cia, não po­dem ul­tra­pas­sar 25 km/ h (is­so sig­ni­fi­ca que não po­dem ter ace­le­ra­dor, e o mo­tor só po­de ser aci­o­na­do pe­los pés do ci­clis­ta, quan­do ele es­ti­ver pe­da­lan­do). Ca­so con­trá­rio, pas­sam a ser con­si­de­ra­das ci­clo­mo­to­res.

As bi­ci­cle­tas mo­to­ri­za­das vi­e­ram pa­ra ali­vi­ar um dos mai­o­res in­con­ve­ni­en­tes de quem pe­da­la em qual­quer ci­da­de: a ge­o­gra­fia lo­cal. Fa­la sé­rio, não é de­sen­co­ra­ja­dor pen­sar em su­bir pe­da­lan­do as ín­gre­mes ru­as do bair­ro de Per­di­zes, na ci­da­de de São Pau­lo? Pois as elé­tri­cas aplai­na­ram as ci­da­des, ao per­mi­tir que a for­ça da pe­da­la­da fos­se trans­fe­ri­da pa­ra a ro­da em for­ma de ener­gia. “Can­sei de per­der tem­po den­tro de um car­ro e pre­ci­sa­va de uma so­lu­ção. Pen­sei na bi­ci­cle­ta con­ven­ci­o­nal, mas não po­de­ria che­gar su­a­do pa­ra aten- der os pa­ci­en­tes. Acho as mo­to­ci­cle­tas pe­ri­go­sas em São Pau­lo. Op­tei, en­tão, pe­las elé­tri­cas e ho­je che­go 30 min mais rá­pi­do do que an­tes”, re­la­ta o mé­di­co pau­lis­ta Ri­car­do Gur­gel. Atu­al­men­te há no mer­ca­do di­ver­sos ti­pos e mo­de­los, com pre­ços mais e me­nos sal­ga­dos (al­gu­mas ul­tra­pas­sam os R$ 7 mil), com ve­lo­ci­da­des que po­dem che­gar a mais de 40 km/h (aten­ção: pa­ra di­ri­gir uma que ul­tra­pas­se 25 km/h, vo­cê pre­ci­sa ter car­tei­ra de ha­bi­li­ta­ção pa­ra ca­te­go­ria A, de veí­cu­los mo­to­ri­za­dos de du­as ro­das) e com mai­or ou me­nor au­to­no­mia (quan­tos quilô­me­tros con­se­guem per­cor­rer an­tes que a ba­te­ria aca­be). A am­pe­ra­gem de­ter­mi­na a au­to­no­mia da ba­te­ria. Quan­to mai­or, mai­or a au­to­no­mia da ba­te­ria.

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Brazil

© PressReader. All rights reserved.