6. MEIO AM­BI­EN­TE

Superguia Enem - Atualidades - - Sumário -

6.1 Es­ta­dos Uni­dos e a saí­da do Acor­do de Pa­ris

Um as­sun­to que tem li­ga­ção di­re­ta com as ques­tões de Ci­ên­ci­as da Na­tu­re­za e su­as Tec­no­lo­gi­as que po­dem apa­re­cer tan­to em ves­ti­bu­la­res co­mo o Enem diz res­pei­to ao anún­cio do pre­si­den­te Do­nald Trump, em 1º de ju­nho de 2017, da saí­da dos EUA do Acor­do de Pa­ris so­bre mu­dan­ças cli­má­ti­cas, ale­gan­do que não o con­si­de­ra jus­to pa­ra os in­te­res­ses do po­vo nor­te-ame­ri­ca­no.

Com po­pu­la­ção de um pou­co mais de 320 mi­lhões de ha­bi­tan­tes, os Es­ta­dos Uni­dos são o se­gun­do país mai­or po­lui­dor do pla­ne­ta. O prin­ci­pal ob­je­ti­vo do Acor­do de Pa­ris, as­si­na­do em de­zem­bro de 2015 du­ran­te a cú­pu­la da ONU so­bre mu­dan­ças cli­má­ti­cas (COP 21), co­mo vi­mos, é evi­tar que a tem­pe­ra­tu­ra glo­bal au­men­te mais do que 2º C.

Va­le des­ta­car que a Na­sa (si­gla em in­glês de Na­ti­o­nal Ae­ro­nau­tics and Spa­ce Ad­mi­nis­tra­ti­on – Ad­mi­nis­tra­ção Na­ci­o­nal da Ae­ro­náu­ti­ca e Es­pa­ço) mo­ni­to­ra as emis­sões em to­do o pla­ne­ta des­de 2004. Por meio do sa­té­li­te Au­ra, são ve­ri­fi­ca­das as emis­sões de dió­xi­do de ni­tro­gê­nio, re­sul­ta­do da quei­ma de com­bus­tí­veis fós­seis, prin­ci­pal­men­te por car­ros, pro­du­ção de ener­gia e ati­vi­da­de industrial.

De­cla­ran­do ter si­do elei­to pa­ra cum­prir com o de­ver de pro­te­ger os Es­ta­dos Uni­dos e os seus ci­da­dãos, Trump cum­priu a pro­mes­sa de cam­pa­nha de re­ti­rar o país do Acor­do de Pa­ris, pre­ten­den­do ini­ci­ar ne­go­ci­a­ções pa­ra

ela­bo­rar no­vo acor­do cli­má­ti­co mais fa­vo­rá­vel pa­ra os Es­ta­dos Uni­dos.

A saí­da dos EUA traz con­sequên­ci­as pa­ra o pla­ne­ta. Até mes­mo go­ver­na­do­res da­que­le país afir­ma­ram que cum­pri­rão o Acor­do de Pa­ris, mes­mo que Trump te­nha re­ti­ra­do a na­ção. No mun­do to­do, a re­per­cus­são foi enor­me, uma vez que os de­mais lí­de­res de Es­ta­do con­de­na­ram a de­ci­são do pre­si­den­te nor­te-ame­ri­ca­no, que pre­fe­riu se po­si­ci­o­nar ao la­do da Sí­ria e da Ni­ca­rá­gua, ou­tros paí­ses que não ade­ri­ram ao acor­do cli­má­ti­co. Ci­en­tis­tas do mun­do to­do e a até mes­mo a pró­pria Or­ga­ni­za­ção das Na­ções Uni­das con­si­de­ra­ram a saí­da dos EUA uma gran­de de­cep­ção, ao de­cla­ra­rem que so­men­te os Es­ta­dos Uni­dos pro­vo­ca­rão um au­men­to de 0,3% na tem­pe­ra­tu­ra mun­di­al. Até o pa­pa Fran­cis­co e o se­cre­tá­rio-ge­ral da ONU, An­to­nio Gu­ter­res, pe­di­ram ofi­ci­al­men­te aos EUA pa­ra que não saís­sem.

O aque­ci­men­to glo­bal é um as­sun­to bas­tan­te sé­rio, já que po­de oca­si­o­nar de­sas­tres am­bi­en­tais em to­do o pla­ne­ta. Os EUA ha­vi­am se com­pro­me­ti­do a re­du­zir em 28% sua pro­du­ção de ga­ses de efei­to es­tu­fa e ain­da trans­fe­rir cer­ca de US$ 3 bi­lhões pa­ra paí­ses po­bres que pre­ci­sam de aju­da na lu­ta con­tra as mu­dan­ças cli­má­ti­cas.

6.2 Re­cur­sos na­tu­rais

Os prin­ci­pais re­cur­sos na­tu­rais utilizados na ob­ten­ção de ener­gia lim­pa são o Sol (ener­gia so­lar), o ven­to (ener­gia eó­li­ca), os ri­os e cor­ren­tes de água do­ce (ener­gia hi­dráu­li­ca), as ma­rés e oce­a­nos (ener­gia ma­re­mo­triz e ener­gia das on­das), a ma­té­ria or­gâ­ni­ca (bi­o­mas­sa) e o ca­lor da Ter­ra (ener­gia ge­o­tér­mi­ca). Além dos men­ci­o­na­dos, exis­tem os com­bus­tí­veis re­no­vá­veis, en­tre os quais es­tão os que pro­vêm de ma­té­ria-pri­ma re­no­vá­vel pa­ra a na­tu­re­za, co­mo a ca­na-de-açú­car, uti­li­za­da pa­ra a fa­bri­ca­ção do ál­co­ol, e tam­bém de vá­ri­os ou­tros ve­ge­tais co­mo a ma­mo­na e gi­ras­sol utilizados pa­ra a fa­bri­ca­ção do bi­o­di­e­sel ou ou­tros óle­os ve­ge­tais que po­dem ser usa­dos di­re­ta­men­te em mo­to­res com al­gu­mas adap­ta­ções.

Já os re­cur­sos não re­no­vá­veis (os com­bus­tí­veis fós­seis, co­mo pe­tró­leo, car­vão e gás na­tu­ral, re­sul­tan­tes da de­com­po­si­ção de plan­tas e ani­mais) têm a ca­pa­ci­da­de de re­no­va­ção mui­to re­du­zi­da com­pa­ra­da com sua uti­li­za­ção. As re­ser­vas des­sas fon­tes ener­gé­ti­cas se­rão es­go­ta­das, ao con­trá­rio das ener­gi­as re­no­vá­veis. Es­tes com­bus­tí­veis são po­lui­do­res que li­ber­tam dió­xi­do de car­bo­no qu­an­do qu­ei­ma­dos, cau­san­do a chu­va áci­da, que con­ta­mi­na o so­lo e a água.

De acor­do com as in­for­ma­ções for­ne­ci­das pe­lo Por­tal Pla­ne­ta Or­gâ­ni­co – es­pa­ço so­ci­a­li­za­dor com o ob­je­ti­vo de pro­mo­ver o con­cei­to da agri­cul­tu­ra or­gâ­ni­ca, seu pa­pel na saú­de e na pre­ser­va­ção do meio am­bi­en­te (www.pla­ne­ta­or­ga­ni­co.com.br) –, as prin­ci­pais fon­tes re­no­vá­veis de ener­gia são as que ve­re­mos a se­guir.

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