GA­BA­RI­TO E CO­MEN­TÁ­RI­OS

Superguia Enem - Atualidades - - Sumário -

Con­sul­to­ri­as: Alan Cra­vo, pro­fes­sor de Atu­a­li­da­des do Cur­so Pro­gres­são Au­tên­ti­co; An­der­son Sou­sa, pro­fes­sor de Ge­o­gra­fia e So­ci­o­lo­gia da Re­de Edu­ca­ci­o­nal Alub; Mar­cos Gi­rot­to, pro­fes­sor de His­tó­ria e Fi­lo­so­fia da Re­de Edu­ca­ci­o­nal Alub.

(ENEM 2016 – 1ª apli­ca­ção) 1. D

É evi­den­te uma dis­cri­mi­na­ção his­tó­ri­ca em re­la­ção à mu­lher nos vá­ri­os seg­men­tos da so­ci­e­da­de. A ques­tão de gê­ne­ro es­tá li­ga­da à for­ma co­mo a so­ci­e­da­de cria os di­fe­ren­tes pa­péis so­ci­ais e com­por­ta­men­tos re­la­ci­o­na­dos aos ho­mens e às mu­lhe­res.

2. C

Um dos mai­o­res pro­ble­mas do mun­do e que ame­a­ça a vi­da hu­ma­na é a fal­ta de água po­tá­vel; uma das so­lu­ções en­con­tra­das foi a des­sa­li­ni­za­ção da água do mar. O pro­ces­so de des­sa­li­ni­za­ção da água do mar con­sis­te na re­ti­ra­da de sal da água por meio de pro­ces­sos fí­si­cos e quí­mi­cos den­tre os quais po­dem ser ci­ta­dos a des­ti­la­ção, con­ge­la­men­to e os­mo­se re­ver­sa. Ao ob­ser­var o pla­nis­fé­rio, é pos­sí­vel per­ce­ber uma mai­or con­cen­tra­ção de usi­nas de des­sa­li­ni­za­ção no Ori­en­te Mé­dio e Nor­te da Áfri­ca. São re­giões na­tu­ral­men­te de­fi­ci­tá­ri­as em re­cur­sos hí­dri­cos e que têm sua si­tu­a­ção agra­va­da pe­lo au­men­to no con­su­mo em de­cor­rên­cia do in­cre­men­to po­pu­la­ci­o­nal e con­tí­nua de­te­ri­o­ri­za­ção de su­as fon­tes hí­dri­cas.

(ENEM 20T6 – 2ª apli­ca­ção) 3. B

De acor­do com es­cri­tos do Flo­res­tan Fer­nan­des, cri­ou-se, pe­las li­nhas teó­ri­cas do pes­qui­sa­dor Gil­ber­to Frey­re, o mi­to da de­mo­cra­cia ra­ci­al no Bra­sil. A pos­tu­ra do MNU é de con­tra­po­si­ção a tal ideia, que na sua vi­são mas­ca­ra­ria as he­ran­ças opres­so­ras do es­cra­vis­mo, com pro­fun­dos re­fle­xos na re­a­li­da­de dos afro­des­cen­den­tes no Bra­sil.

4. E

A ima­gem cor­res­pon­de a um ide­al das eli­tes bra­si­lei­ras da épo­ca, de que um pro­ces­so de “em­bran­que­ci­men­to” da po­pu­la­ção res­ga­ta­ria a so­ci­e­da­de dos “ma­les” ad­vin­dos com a mes­ti­ça­gem. O can­di­da­to de­ve aten­tar pa­ra os di­fe­ren­tes fins aos quais a imi­gra­ção bus­ca­va aten­der, na con­cep­ção dos seus ide­a­li­za­do­res.

(ESPM 2016) 5. A

O se­tor agro­pe­cuá­rio bra­si­lei­ro re­pre­sen­ta cer­ca de 8% do PIB bra­si­lei­ro. Es­se cres­ci­men­to do se­tor agro­pe­cuá­rio bra­si­lei­ro mes­mo em tem­pos de cri­se é re­sul­ta­do do au­men­to na pro­du­ção e ex­por­ta­ção de so­ja, que cres­ceu 11,9% no ano de 2016. O Bra­sil é res­pon­sá­vel por 22% da pro­du­ção mun­di­al de so­ja e é o se­gun­do mai­or ex­por­ta­dor.

6. C

A per­so­na­gem em fo­co tra­ta-se do en­tão pre­si­den­te da Câ­ma­ra dos De­pu­ta­dos Edu­ar­do Cunha en­vol­vi­do em in­ves­ti­ga­ções da Ope­ra­ção La­va-ja­to, o que lhe con­fe­riu des­ta­que nos no­ti­ciá­ri­os. Ele foi acu­sa­do de que­bra do de­co­ro par­la­men­tar ao men­tir na CPI da Pe­tro­brás e de ma­ni­pu­lar po­si­ções po­lí­ti­cas no Con­gres­so Na­ci­o­nal.

7. A

O Bo­ko Ha­ram é um gru­po ter­ro­ris­ta is­lâ­mi­co que sur­giu na Nigéria em 2002. Pa­ra seus mem­bros, a ori­gem de to­dos os ma­les do país es­tá na cul­tu­ra oci­den­tal re­pro­du­zi­da na so­ci­e­da­de ni­ge­ri­a­na. Ao lon­go dos anos, tem se tor­na­do um gru­po ca­da vez mais bem ar­ma­do, além de re­ce­ber trei­na­men­tos de ou­tros gru­pos ra­di­cais exis­ten­tes na Áfri­ca Se­ten­tri­o­nal. Além de com­ba­ter os prin­cí­pi­os oci­den­tais, o Bo­ko Ha­ram tem o ob­je­ti­vo de cri­ar uma re­pú­bli­ca is­lâ­mi­ca. En­tre su­as ações, des­ta­cam-se os aten­ta­dos e se­ques­tros, in­clu­si­ve de mu­lhe­res com a fi­na­li­da­de de ob­ter res­ga­tes ou ne­go­ciá-las co­mo es­cra­vas se­xu­ais. Atu­al­men­te é um dos mai­o­res gru­pos ter­ro­ris­tas do pla­ne­ta.

8. C

A prin­ci­pal ale­ga­ção pa­ra saí­da do Rei­no Uni­do

da União Eu­ro­peia é po­lí­ti­ca ado­ta­da pe­lo blo­co em re­la­ção a cri­se mi­gra­tó­ria. Mes­mo o blo­co ten­do acei­ta­do al­gu­mas exi­gên­ci­as do Rei­no Uni­do em re­la­ção aos imi­gran­tes, is­so não evi­tou o re­sul­ta­do ne­ga­ti­vo no ple­bis­ci­to re­a­li­za­do em 23 de ju­nho de 2016. A mai­o­ria da po­pu­la­ção do Rei­no Uni­do de­ci­diu pe­la saí­da do país do mais an­ti­go blo­co econô­mi­co do mun­do. O cha­ma­do Bre­xit le­vou a re­nún­cia do en­tão pre­miê David Ca­me­ron, além de pro­vo­car re­a­ções in­ter­nas co­mo uma pro­vá­vel saí­da da Es­có­cia do Rei­no Uni­do. A atu­al pri­mei­ra mi­nis­tra The­re­sa May tem en­fren­ta­do di­fi­cul­da­des pa­ra avan­çar nas ne­go­ci­a­ções do Bre­xit.

9. D

As elei­ções ame­ri­ca­nas apre­sen­tam dois di­fe­ren­ci­ais se com­pa­ra­das às bra­si­lei­ras. A pri­mei­ra es­tá na mo­da­li­da­de do vo­to que é fa­cul­ta­ti­vo. A se­gun­da di­fe­ren­ça re­si­de no ca­rá­ter in­di­re­to das elei­ções, pois o vo­to do elei­tor não é cre­di­ta­do di­re­ta­men­te ao seu can­di­da­to. Os vo­tos dos elei­to­res ser­vem pa­ra ele­ger os de­le­ga­dos no co­lé­gio elei­to­ral que re­pre­sen­ta­rá os elei­to­res de seu es­ta­do na es­co­lha do pre­si­den­te. Por is­so, mes­mo a can­di­da­ta de­mo­cra­ta Hil­lary Clin­ton ten­do re­ce­bi­do um mai­or nú­me­ro de vo­tos não foi elei­ta, pois seu ad­ver­sá­rio, o re­pu­bli­ca­no Do­nald Trump, ga­nhou em es­ta­dos com mai­or nú­me­ro de de­le­ga­dos e ven­ceu as elei­ções es­ta­du­ni­den­ses. E o ma­pa apre­sen­ta­do na ques­tão mos­tra es­sa pers­pec­ti­va de vi­tó­ria de um ou ou­tro par­ti­do em ca­da uni­da­de fe­de­ra­ti­va dos Es­ta­dos Uni­dos.

10. D

Des­de o pri­mei­ro tes­te nu­cle­ar da Co­reia do Nor­te em 2006, as po­tên­ci­as oci­den­tais ten­tam con­ven­cer o país a aban­do­nar su­as am­bi­ções nu­cle­a­res. Com­ple­xas ne­go­ci­a­ções es­tão em an­da­men­to, com os nor­te-co­re­a­nos bar­ga­nhan­do be­ne­fí­ci­os co­mo en­vio de pe­tró­leo e ali­men­tos em tro­ca do fe­cha­men­to de re­a­to­res nu­cle­a­res e per­mis­são pa­ra ins­pe­ções in­ter­na­ci­o­nais. Mas nas pou­cas ve­zes em que as par­tes che­ga­ram a um acor­do, o re­gi­me nor­te- co­re­a­no rom­peu o com­pro­mis­so e deu pros­se­gui­men­to ao pro­gra­ma nu­cle­ar. Com o avan­ço dos tes­tes atô­mi­cos, a ONU impôs di­ver­sas san­ções à Co­reia do Nor­te que in­clu­em proi­bi­ção de vi­a­gens e con­ge­la­men­to de ati­vos de fun­ci­o­ná­ri­os do re­gi­me, além de ma­te­ri­ais, equi­pa­men­tos e tec­no­lo­gi­as que fo­ram proi­bi­dos de se­rem ex­por­ta­dos pa­ra o país. A atu­al cri­se co­me­çou com a in­ten­si­fi­ca­ção da ati­vi­da­de mi­li­tar da Co­reia do Nor­te, que pas­sou a tes­tar a ca­pa­ci­da­de de no­vos mís­seis des­de o iní­cio do ano. Tam­bém sur­gi­ram ru­mo­res de que o país es­ta­ria pre­pa­ran­do um no­vo tes­te nu­cle­ar em bre­ve.

(ESPM 2017) 11. D

A res­pos­ta de­ve con­tem­plar as pro­je­ções es­ta­tís­ti­cas que apon­tam na Áfri­ca, em um fu­tu­ro pró­xi­mo, ta­xas de na­ta­li­da­de em cres­ci­men­to pe­lo nas­ci­men­to dos fi­lhos da atu­al ge­ra­ção de jo­vens lá exis­ten­te.

12. D

A Re­pú­bli­ca Po­pu­lar da Chi­na, cri­a­da por oca­sião da Re­vo­lu­ção Chi­ne­sa, não re­co­nhe­ce a so­be­ra­nia do go­ver­no de Taiwan, on­de se re­fu­gi­a­ram as tro­pas na­ci­o­na­lis­tas de Chi­ang Kai-shek per­se­gui­das pe­las tro­pas de Mao Tsé-tung.

13. B

Os ju­ris­tas apon­ta­dos fo­ram os res­pon­sá­veis pe­la ação de im­pe­a­ch­ment aco­lhi­da pe­lo pre­si­den­te da Câ­ma­ra dos De­pu­ta­dos Edu­ar­do Cunha, dan­do se­gui­men­to ao pro­ces­so.

14. C

A res­pos­ta con­tem­pla­rá o no­me de Gil­ber­to Kas­sab. Em uma pers­pec­ti­va con­ti­nuís­ta, ele ha­via par­ti­ci­pa­do do go­ver­no Dil­ma co­mo Mi­nis­tro das Ci­da­des e ocu­pa o car­go de Mi­nis­tro da Ci­ên­cia, Tec­no­lo­gia e Ino­va­ções no go­ver­no in­te­ri­no de Mi­chel Te­mer.

15. E

A re­so­lu­ção da ques­tão exi­ge do can­di­da­to o co­nhe­ci­men­to do his­tó­ri­co pro­ces­so de em­ba­tes en­tre as FARC e o go­ver­no co­lom­bi­a­no, atra­vés da me­di­a­ção de Cu­ba. Após qua­tro anos de ne­go­ci­a­ção am­bos os la­dos resolveram por um acor­do de paz de­fi­ni­ti­vo. Con­tu­do, atra­vés de um re­fe­ren­do, a po­pu­la­ção co­lom­bi­a­na re­jei­tou o acor­do, o que ge­rou im­pas­se e in­se­gu­ran­ça na Colôm­bia.

(FGV – ECO­NO­MIA 2016) 16. B

A par­tir dos anos 70 e prin­ci­pal­men­te a par­tir da con­fe­rên­cia re­a­li­za­da no Rio de Ja­nei­ro nos anos 90 (ECO-92), a dis­cus­são quan­to as al­te­ra­ções cli­má­ti­cas no pla­ne­ta ga­nhou mai­or vi­si­bi­li­da­de. Por is­so, uma agen­da cli­má­ti­ca foi es­ta­be­le­ci­da pe­la ONU, a fim de dis­cu­tir so­lu­ções mul­ti­la­te­rais quan­to a te­mas de su­ma re­le­vân­cia (aque­ci­men­to glo­bal, de­ser­ti­fi­ca­ção, etc.) pa­ra a cons­tru­ção da sus­ten­ta­bi­li­da­de. A Con­fe­rên­cia bus­ca um acor­do, a fim de avan­çar con­cre­ta­men­te as con­quis­tas, em re­la­ção ao Pro­to­co­lo de Kyo­to, mas as me­di­das pro­pos­tas se cho­cam com os in­te­res­ses econô­mi­cos de al­guns paí­ses en­vol­vi­dos.

17. A

O Mer­co­sul foi cri­a­do em 1991 com a as­si­na­tu­ra do Tra­ta­do de As­sun­ção no Pa­ra­guai. Tra­ta-se de uma União Adu­a­nei­ra na qual vi­go­ra a li­vre cir­cu­la­ção de bens, ser­vi­ços e fa­to­res de pro­du­ção en­tre os paí­ses do blo­co. Foi es­ta­be­le­ci­da uma ta­ri­fa ex­ter­na co­mum ( TEC) e a ela­bo­ra­ção de uma po­lí­ti­ca co­mer­ci­al con­jun­ta em re­la­ção a Es­ta­dos ou agru­pa­men­tos de Es­ta­dos que não per­ten­çam ao blo­co. Nos úl­ti­mos anos, os paí­ses do Mer­co­sul de­ba­tem a fle­xi­bi­li­za­ção de re­gras, em que um país po­de­ria ne­go­ci­ar so­zi­nho acor­dos bi­la­te­rais que en­vol­vam ta­ri­fas, e não em con­jun­to com o blo­co. Pa­ra­guai e Uru­guai apoi­am for­te­men­te a ideia de ne­go­ci­a­rem com ou­tros paí­ses de for­ma in­de­pen­den­te; já Ar­gen­ti­na e Ve­ne­zu­e­la re­sis­tem a es­sa pro­pos­ta.

18. C

O ser hu­ma­no sem­pre se des­ta­cou em sua re­la­ção com o es­pa­ço em bus­ca de me­lho­res con­di­ções de vi­da. Vá­ri­os fa­to­res são apon­ta­dos co­mo res­pon­sá­veis pe­las mi­gra­ções. Fa­to­res econô­mi­cos, con­fli­tos in­ter­nos e en­tre Es­ta­dos de­vi­do a fa­to­res po­lí­ti­cos e re­li­gi­o­sos apa­re­cem co­mo as prin­ci­pais ra­zões dos atu­ais flu­xos mi­gra­tó­ri­os atu­ais. O ma­pa des­ta­ca que as prin­ci­pais ro­tas ocor­rem não ape­nas no con­ti­nen­te afri­ca­no, mas tam­bém no asiá­ti­co, na re­gião do Ori­en­te Mé­dio. Ou­tro ele­men­to de aná­li­se é que, no con­ti­nen­te afri­ca­no, as re­giões sa­a­ri­a­na e sub­sa­a­ri­a­na (en­glo­bam to­da a área do de­ser­to e ao sul de­le) são as de mai­o­res ro­tas de­vi­do as bai­xas con­di­ções de vi­da po­pu­la­ção. Po­bre­za, sub­nu­tri­ção, bai­xo de­sen­vol­vi­men­to econô­mi­co e con­fli­tos são ele­men­tos pre­sen­tes nas re­giões de des­ta­que nas ro­tas.

19. E

A aná­li­se re­quer uma lei­tu­ra do qua­dro po­lí­ti­co e só­cio-econô­mi­co ve­ne­zu­e­la­no agra­va­do, com o es­ta­do de in­se­gu­ran­ça e ins­ta­bi­li­da­de po­lí­ti­ca so­ma­do a uma gra­ve cri­se econô­mi­ca. Is­so é re­sul­ta­do de uma má ad­mi­nis­tra­ção da po­lí­ti­ca do pe­tró­leo e des­con­tro­le dos gas­tos pú­bli­cos, lan­çan­do o país em uma das pi­o­res re­ces­sões já vis­tas.

(Pro­ces­so se­le­ti­vo pa­ra jor­na­lis­ta da TV UNESP - 2017)

20. C

A de­ci­são em ques­tão le­van­tou pro­tes­tos da opi­nião pú­bli­ca e não se tra­tou de de­ci­são unâ­ni­me, pois pa­ra mui­tos, tal re­sul­ta­do de­nun­cia a im­pu­ni­da­de e for­ta­le­ce o ar­gu­men­to de que a jus­ti­ça não pu­ne os “po­de­ro­sos”.

21. D

Os dois pro­ces­sos de con­sul­ta po­pu­lar cau­sa­ram es­pan­to na co­mu­ni­da­de in­ter­na­ci­o­nal. A op­ção pe­la saí­da (Bre­xit) do Rei­no Uni­do da União Eu­ro­peia re­pre­sen­ta a vi­tó­ria dos gru­pos prin­ci­pal­men­te con­ser­va­do­res, que de­fen­dem uma no­va po­lí­ti­ca com re­la­ção aos imi­gran­tes e uma mai­or au­to­no­mia econô­mi­ca bri­tâ­ni­ca, em re­la­ção às de­ter­mi­na­ções do blo­co eu­ro­peu. Na Colôm­bia, o re­sul­ta­do do re­fe­ren­do dei­xou cla­ro que gran­de par­te da po­pu­la­ção de­se­ja paz no país, mas não con­cor­da com os ter­mos do acor­do, que pu­ni­ria de for­ma bran­da as FARC e os le­ga­li­za­ria co­mo par­ti­do po­lí­ti­co.

22. E

O can­di­da­to de­ve pen­sar a ope­ra­ção num con­tex­to ma­cro, que ho­je ori­en­ta as ações os ór­gãos de­ten­to­res da for­ça le­gí­ti­ma do Es­ta­do. A ope­ra­ção Bo­ca-li­vre es­tá in­se­ri­da no con­jun­to de ope­ra­ções le­va­das a ter­mo pe­la Po­lí­cia Fe­de­ral, nu­ma con­jun­tu­ra de trans­pa­rên­cia, com­ba­te à cor­rup­ção nos di­fe­ren­tes ní­veis do po­der pú­bli­co e seus des­do­bra­men­tos. A ação en­vol­ve in­ves­ti­ga­ções quan­to os usos da Lei Rou­a­net, que con­ce­de in­cen­ti­vos

às en­ti­da­des e gru­pos que pa­tro­ci­nam pro­je­tos cul­tu­rais, mas que es­ta­ri­am des­vi­an­do re­cur­sos em be­ne­fí­cio pró­prio.

23. B

Per­ce­ben­do o ce­ná­rio de cri­se ins­ti­tu­ci­o­nal pe­lo qual atra­ves­sa a Ve­ne­zu­e­la, o can­di­da­to de­ve es­tar aten­to ao re­cla­me dos de­mais paí­ses do MER­CO­SUL, que in­vi­a­bi­li­za­ram a pre­si­dên­cia ve­ne­zu­e­la­na no Blo­co. Se­gun­do a ale­ga­ção dos mes­mos, o país não es­ta­ria cum­prin­do as cláu­su­las re­fe­ren­tes a ma­nu­ten­ção do es­ta­do de­mo­crá­ti­co de di­rei­to e de ga­ran­tia dos di­rei­tos hu­ma­nos.

24. B

Fer­rei­ra Gul­lar no­ta­bi­li­zou- se co­mo um dos mai­o­res no­mes da li­te­ra­tu­ra bra­si­lei­ra. Em su­as ex­pres­sões li­te­rá­ri­as e ar­tís­ti­cas sem­pre fo­cou em te­mas re­le­van­tes e vin­cu­la­dos ao co­ti­di­a­no po­lí­ti­co e so­ci­al, com in­ci­si­vos tons de crí­ti­ca.

25. A

O can­di­da­to de­ve es­tar aten­to ao con­teú­do da me­di­da pro­vi­só­ria en­vi­a­da pe­lo Exe­cu­ti­vo fe­de­ral, que pro­mo­ve uma re­for­mu­la­ção do En­si­no Mé­dio e, na vi­são de mui­tos edu­ca­do­res e de mo­vi­men­tos es­tu­dan­tis, mo­di­fi­ca de for­ma au­to­ri­tá­ria as re­gras do en­si­no mé­dio sem debater as mu­dan­ças com o con­jun­to da so­ci­e­da­de. Por is­so, hou­ve o Dia Na­ci­o­nal de Mo­bi­li­za­ção con­tra as pro­pos­tas re­for­mis­tas.

26. A

A OMC, aten­den­do prin­ci­pal­men­te aos re­cla­mes da União Eu­ro­péia e do Ja­pão, con­de­nou pro­gra­mas da po­lí­ti­ca industrial bra­si­lei­ra acu­sa­da de sub­si­di­ar, sob a for­ma de in­cen­ti­vos, se­te se­to­res den­tre os quais des­ta­cam-se o au­to­mo­ti­vo e o de te­le­co­mu­ni­ca­ções. A OMC pe­diu a re­for­ma ou o aban­do­no dos pro­gra­mas ci­ta­dos.

27. C

Na vi­são de Trump, o acor­do com­pro­me­te o cres­ci­men­to industrial nor­te-ame­ri­ca­no e, com is­so, em sua ló­gi­ca, im­pe­de a ex­pan­são do mer­ca­do e a aber­tu­ra de no­vos pos­tos de em­pre­go, com­pro­me­ten­do as me­tas de cres­ci­men­to da eco­no­mia ame­ri­ca­na.

28. E

Ao apoi­ar o re­gi­me di­ta­to­ri­al vi­gen­te na Sí­ria, a Rús­sia tem mo­bi­li­za­do for­ças e ar­ma­men­tos, a fim de com­ba­ter os re­bel­des sí­ri­os con­trá­ri­os ao re­gi­me e as po­si­ções do Es­ta­do Is­lâ­mi­co. A ação de re­ti­rar a as­si­na­tu­ra do tex­to que con­so­li­da o TPI re­ve­la a ori­en­ta­ção do go­ver­no de Vlad­mir Pu­tin de não co­lo­car a Rús­sia sob as de­ter­mi­na­ções do Tri­bu­nal e, com is­so, man­ter sua po­lí­ti­ca do apoio ao go­ver­no sí­rio.

29. D

Ao ana­li­sar a ques­tão, o can­di­da­to de­ve cri­ar uma as­so­ci­a­ção en­tre o qua­dro con­jun­tu­ral de cri­se do es­ta­do, ao to­do das acu­sa­ções in­ves­ti­ga­das no pro­ces­so con­tra o ex-go­ver­na­dor Ser­gio Ca­bral, sus­pei­to de ser um dos lí­de­res de um su­pos­to es­que­ma de cor­rup­ção e de ser um dos res­pon­sá­veis pe­la gra­ve cri­se econô­mi­ca que as­so­la o es­ta­do do Rio de Ja­nei­ro.

(FUVEST 2017) 30. B

Em se tra­tan­do da Áfri­ca, po­de­mos afe­rir que as fron­tei­ras ar­ti­fi­ci­ais criadas em anos de do­mi­na­ção im­pe­ri­a­lis­ta co­lo­ca­ram po­vos ri­vais em um mes­mo ter­ri­tó­rio, cau­san­do con­fli­tos ét­ni­cos. O au­men­to dos nú­me­ros da fo­me e da po­bre­za tem ele­va­do as es­ta­tís­ti­cas do des­lo­ca­men­to po­pu­la­ci­o­nal e do nú­me­ro de mi­gran­tes ao con­ti­nen­te eu­ro­peu.

(UNESP 2017) 31. C

Qual­quer pro­ces­so pro­du­ti­vo uti­li­za água, mes­mo que ela não fa­ça par­te do pro­du­to fi­nal. O to­tal do lí­qui­do em­pre­ga­do, des­de o iní­cio da pro­du­ção até que ele che­gue ao pon­to de ven­da, é o que cha­ma­mos de água vir­tu­al. A água nes­se sen­ti­do é ima­te­ri­al e es­tá em­bu­ti­da na pro­du­ção de qual­quer bens de con­su­mo.

32. E

Tal fa­to evi­den­cia a re­a­li­da­de que a cul­tu­ra do es­tu­pro, mes­mo que não am­pla­men­te acei­ta, per­ma­ne­ce co­mo um dos prin­ci­pais ele­men­tos que em­ba­sam es­sa prá­ti­ca de vi­o­lên­cia, fun­da­men­ta­da em pa­râ­me­tros

mo­rais, éti­cos e so­bre ques­tões de gê­ne­ro ain­da mal de­fi­ni­das na so­ci­e­da­de bra­si­lei­ra. Es­se con­jun­to de coi­sas, mui­tas ve­zes, in­ver­te as po­si­ções re­sul­tan­do nas ví­ti­mas sen­do res­pon­sa­bi­li­za­das pe­lo ocor­ri­do.

(UDESC 2015) 33. B

No pri­mei­ro item, o can­di­da­to ana­li­sa­rá a afir­ma­ti­va ba­se­a­do nos con­cei­tos de darwi­nis­mo so­ci­al e, pos­te­ri­or­men­te, a cons­tru­ção do con­cei­to de uma bi­os­so­ci­o­lo­gia, que no sé­cu­lo XIX, es­ti­pu­la­va ní­veis de ci­vi­li­za­ção ba­se­a­dos em ca­rac­te­rís­ti­cas ra­ci­ais. Ver­da­dei­ra afir­ma­ti­va.

No se­gun­do item, es­tá ver­da­dei­ra a pro­pos­ta, pois a po­lí­ti­ca de co­tas nas uni­ver­si­da­des, no con­tex­to da apli­ca­ção de ações afir­ma­ti­vas, tem o in­tui­to de re­pa­rar as dis­cre­pân­ci­as quan­to a re­la­ção ét­ni­co­e­du­ca­ci­o­nal no Bra­sil

A ter­cei­ra afir­ma­ti­va é ver­da­dei­ra, pois um dos prin­ci­pais pon­tos do dis­cur­so das for­ças con­ser­va­do­ras, e que tem ga­nha­do am­pli­tu­de no con­ti­nen­te eu­ro­peu, é de que o au­men­to da pre­sen­ça imi­gran­te tem ame­a­ça­do a ofer­ta de em­pre­gos e di­mi­nuí­do as opor­tu­ni­da­des das po­pu­la­ções lo­cais.

Fal­so. Le­gis­la­ções quan­to às prá­ti­cas de tais cri­mes exis­tem, mas o que agra­va o qua­dro de tais vi­o­lên­ci­as é a pre­sen­ça ain­da mar­can­te de uma cul­tu­ra de dis­cri­mi­na­ção, her­da­da cul­tu­ral­men­te e que se man­tém vi­va no con­tex­to so­ci­al.

34. B

Os da­dos apre­sen­ta­dos di­re­ci­o­nam a aná­li­se pa­ra a per­cep­ção de que o uni­ver­so dos atos de ho­mo­fo­bia pos­sui re­la­ções ex­plí­ci­tas com as ques­tões etá­ria, de gê­ne­ro e ra­ci­ais. É ne­ces­sá­rio per­ce­ber que, qu­an­do se tra­ta de atos de dis­cri­mi­na­ção, co­mo no ca­so ex­pos­to na ques­tão, ou­tros in­di­ca­do­res au­xi­li­am na com­pre­en­são do te­ma.

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