5. SISTEMAS DE TRANSPORTES

Superguia Enem - Geografia e História - - SUMÁRIO -

Ao de­fi­nir­mos os ti­pos de transportes exis­ten­tes no mun­do po­de­mos des­ta­car os transportes ter­res­tres

(car­ros, ôni­bus, trens etc.), os aquá­ti­cos (na­vi­os, bar­cos, ca­no­as etc.), os aé­re­os (aviões, he­li­cóp­te­ros etc.) e os tu­bu­la­res (ole­o­du­tos, ga­so­du­tos etc.). Den­tro des­sas de­fi­ni­ções, de acor­do com o seu pro­ces­so his­tó­ri­co e econô­mi­co de de­sen­vol­vi­men­to, ca­da país ado­tou os sistemas de transportes que fo­ram viá­veis em de­ter­mi­na­do pe­río­do. No en­tan­to, não há dú­vi­das de que um dos mai­o­res pro­ble­mas da so­ci­e­da­de con­tem­po­râ­nea a ser re­sol­vi­do são os mei­os de transportes.

No ca­so do Bra­sil, o pro­ble­ma se agra­vou de­vi­do ao pro­ces­so de de­sen­vol­vi­men­to in­dus­tri­al a par­tir da dé­ca­da de 1950, com a che­ga­da das mul­ti­na­ci­o­nais au­to­mo­bi­lís­ti­cas. No país, pri­o­ri­zou-se o sis­te­ma de trans­por­te ro­do­viá­rio em de­tri­men­to ao trans­por­te fer­ro­viá­rio, fa­tor que atu­al­men­te acar­re­ta pro­ble­mas de cus­tos ele­va­dos para ma­nu­ten­ção e am­pli­a­ção. Não é con­si­de­ra­do um sis­te­ma viá­vel para o país, de­vi­do à gran­de ex­ten­são ter­ri­to­ri­al. A op­ção bra­si­lei­ra pe­las ro­do­vi­as afe­ta e in­ten­si­fi­ca os pro­ble­mas de lo­gís­ti­ca e tam­bém de com­pe­ti­ti­vi­da­de in­ter­na­ci­o­nal.

Transportes mais ba­ra­tos e me­nos im­pac­tan­tes ao meio am­bi­en­te po­dem ser ado­ta­dos, co­mo as fer­ro­vi­as e as hi­dro­vi­as. No ca­so das fer­ro­vi­as, de­pen­de ape­nas de um pla­ne­ja­men­to no se­tor e de um in­ves­ti­men­to ade­qua­do. Já para as hi­dro­vi­as é ne­ces­sá­ria uma dis­po­ni­bi­li­da­de na­tu­ral, ou se­ja, ri­os cau­da­lo­sos (em que há gran­de flu­xo de água) e pre­fe­ren­ci­al­men­te de pla­ní­ci­es.

Ain­da na si­tu­a­ção bra­si­lei­ra, per­ce­be-se que nos­sa ma­triz de transportes pre­do­mi­nan­te é o sis­te­ma ro­do­viá­rio, con­si­de­ra­do o mais ca­ro e tam­bém o mais po­lu­en­te, po­rém o mais di­nâ­mi­co, pois pos­si­bi­li­ta o aces­so a vá­ri­os lo­cais, sen­do cha­ma­do de “sis­te­ma de trans­por­te de por­ta a por­ta”.

No en­tan­to, o mais im­por­tan­te em um sis­te­ma de transportes é o pla­ne­ja­men­to e a in­ter­mo­da­li­da­de, ou se­ja, a in­te­gra­ção de dois ou mais mo­dos de transportes. Em re­la­ção ao trans­por­te pú­bli­co ur­ba­no é ne­ces­sá­rio que o Bra­sil in­vis­ta ma­ci­ça­men­te no se­tor, ao in­vés do fa­vo­re­ci­men­to do trans­por­te in­di­vi­du­al, para que se evi­te um ca­os ain­da mai­or na lo­co­mo­ção ur­ba­na.

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