Es­tru­tu­ra das pa­la­vras

Superguia Enem - Português e Redação - - Sumário -

As pa­la­vras são di­vi­di­das em ele­men­tos sig­ni­fi­ca­ti­vos. Exem­plo: gat - a.

A pri­mei­ra par­te “gat” dá a ideia de que se tra­ta de um fe­li­no do­més­ti­co, a se­gun­da par­te (“a”) dá ideia de fe­mi­ni­no, ou se­ja, um fe­li­no, do­més­ti­co, fê­mea. Se o exem­plo da­do fos­se gat - a - s te­ría­mos a ideia de que não se tra­ta so­men­te de uma fê­mea, mas de mais de uma (plu­ral).

A es­ses mí­ni­mos ele­men­tos sig­ni­fi­ca­ti­vos dá-se o no­me de mor­fe­mas. Há ain­da pa­la­vras que não po­dem ser di­vi­di­das, são aque­las for­ma­das por um úni­co mor­fe­ma, co­mo pé, sol, pó.

Mor­fe­mas Os mor­fe­mas po­dem se di­vi­dir em: ra­di­cal, de­si­nên­ci­as, vo­gal te­má­ti­ca, afi­xos, vo­gais e con­so­an­tes de li­ga­ção.

a) Ra­di­cal: es­se ele­men­to mór­fi­co é a ba­se do sig­ni­fi­ca­do da pa­la­vra. É igual em pa­la­vras da mes­ma fa­mí­lia. Es­sas pa­la­vras com o mes­mo ra­di­cal são cha­ma­das de pa­la­vras cog­na­tas. Exem­plos: gat -a

gat -o-s b) De­si­nên­ci­as: es­ses ele­men­tos se acres­cen­tam ao ra­di­cal pa­ra fle­xi­o­ná-los, ou se­ja, pa­ra mo­di­fi­car o ra­di­cal con­for­me a ne­ces­si­da­de de uso e ex­pres­são da lín­gua. Po­dem ser no­mi­nais ou ver­bais. Exem­plos: gat - a - s (de­si­nên­cia no­mi­nal in­di­ca o gê­ne­ro e o nú­me­ro dos no­mes, a pri­mei­ra é uma de­si­nên­cia no­mi­nal de gê­ne­ro, a se­gun­da de­si­nên­cia no­mi­nal de nú­me­ro).

Ama - va - mos (de­si­nên­ci­as ver­bais, a pri­mei­ra é uma de­si­nên­cia mo­do-tem­po­ral, que in­di­ca o tem­po e o mo­do do ver­bo, a se­gun­da é nú­me­ro-pes­so­al, que in­di­ca a pes­soa e o nú­me­ro).

c) Vo­gal te­má­ti­ca: é a vo­gal que, al­gu­mas ve­zes, vai se unir ao ra­di­cal pa­ra re­ce­ber as de­si­nên­ci­as. Exem­plo: am - a - va (vo­gal te­má­ti­ca).

Di­cas: em subs­tan­ti­vos uni­for­mes (que apre­sen­tam for­mas iguais tan­to pa­ra fe­mi­ni­no quan­to pa­ra mas­cu­li­no) não há de­si­nên­ci­as de gê­ne­ro, já que as vo­gais não fa­zem di­fe­ren­ça en­tre mas­cu­li­no e fe­mi­ni­no. Nes­ses ca­sos, as vo­gais “a”, “e” e “o” são clas­si­fi­ca­das co­mo vo­gais te­má­ti­cas. Exem­plos: es­tu­dan­te (ra­di­cal: es­tu­dant-, vo­gal te­má­ti­ca: -e), on­ça (ra­di­cal: onç-, vo­gal te­má­ti­ca: -a).

Os no­mes ter­mi­na­dos em vo­gais tô­ni­cas não apre­sen­tam vo­gal te­má­ti­ca. Exem­plos: ca­fé, do­mi­nó, sa­ci.

d) Afi­xos: são os ele­men­tos que vão se agre­gar ao ra­di­cal pa­ra for­mar no­vas pa­la­vras. São de­no­mi­na­dos de pre­fi­xos e su­fi­xos. Os pre­fi­xos vêm an­tes do ra­di­cal: con­tra­tem­po. Obs.: co­mo já vi­mos, há pre­fi­xos que se apre­sen­tam se­pa­ra­do por hí­fen.

Os su­fi­xos vêm de­pois do ra­di­cal: fe­liz­men­te. e) Vo­gais e con­so­an­tes de li­ga­ção: são vo­gais e con­so­an­tes que não têm sig­ni­fi­ca­ção, não são mor­fe­mas, exis­tem so­men­te pa­ra fa­ci­li­tar a pro­nún­cia. Exem­plos: ca­fé - t - ei­ra, pa­ris - i - en­se.

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