EXER­CÍ­CI­OS

Superguia Enem - Sociologia e Filosofia - - Sumário -

(ENEM 2016 – 1ª Apli­ca­ção) 1.TEX­TO I

(Tra­du­ção: “As mu­lhe­res do futuro fa­rão da Lua um lu­gar mais lim­po pa­ra se vi­ver”. Dis­po­ní­vel em: www. pro­pa­gan­dashis­to­ri­cas.com.br. Aces­so em: 16 out. 2015)

TEX­TO II

Me­ta­de da no­va equi­pe da Na­sa é com­pos­ta por mu­lhe­res

"Até ho­je, cer­ca de 350 as­tro­nau­tas ame­ri­ca­nos já es­ti­ve­ram no es­pa­ço, en­quan­to as mu­lhe­res não che­gam a ser um ter­ço des­se nú­me­ro. Após o anún­cio da tur­ma com­pos­ta 50% por mu­lhe­res, al­guns in­ter­nau­tas es­cre­ve­ram co­men­tá­ri­os ma­chis­tas e des­res­pei­to­sos so­bre a es­co­lha nas re­des so­ci­ais."

(Dis­po­ní­vel em: https://ca­tra­ca­li­vre.com.br. Aces­so

em: 10 mar. 2016.)

A com­pa­ra­ção en­tre o anún­cio pu­bli­ci­tá­rio de 1968 e a re­per­cus­são da no­tí­cia de 2016 mos­tra a

a) eli­ti­za­ção da car­rei­ra ci­en­tí­fi­ca.

b) qua­li­fi­ca­ção da ati­vi­da­de do­més­ti­ca.

c) am­bi­ção de in­dús­tri­as pa­tro­ci­na­do­ras.

d) ma­nu­ten­ção de es­te­reó­ti­pos de gê­ne­ro.

e) equi­pa­ra­ção de pa­péis nas re­la­ções fa­mi­li­a­res.

2. "Quan­to mais com­pli­ca­da se tor­nou a pro­du­ção in­dus­tri­al, mais nu­me­ro­sos pas­sa­ram a ser os ele­men­tos da in­dús­tria que exi­gi­am ga­ran­tia de for­ne­ci­men­to. Três de­les eram de im­por­tân­cia fun­da­men­tal: o tra­ba­lho, a ter­ra e o di­nhei­ro. Nu­ma so­ci­e­da­de co­mer­ci­al, es­se for­ne­ci­men­to só po­de­ria ser or­ga­ni­za­do de uma for­ma: tor­nan­do-os dis­po­ní­veis à com­pra. Ago­ra eles ti­nham que ser or­ga­ni­za­dos pa­ra a ven­da no mer­ca­do. Is­so es­ta­va de acor­do com a exi­gên­cia de um sis­te­ma de mer­ca­do. Sa­be­mos que em um sis­te­ma co­mo es­se, os lu­cros só po­dem ser as­se­gu­ra­dos se se ga­ran­te a au­tor­re­gu­la­ção por meio de mer­ca­dos com­pe­ti­ti­vos in­ter­de­pen­den­tes." POLANYI, K. A gran­de trans­for­ma­ção: as ori­gens de nos­sa

épo­ca. Rio de Ja­nei­ro: Cam­pus, 2000 (adap­ta­do).

A con­sequên­cia do pro­ces­so de trans­for­ma­ção so­ci­o­e­conô­mi­ca abor­da­do no tex­to é a

a) ex­pan­são das ter­ras co­mu­nais.

b) li­mi­ta­ção do mer­ca­do co­mo meio de es­pe­cu­la­ção.

c) con­so­li­da­ção da for­ça de tra­ba­lho co­mo mer­ca­do­ria.

d) di­mi­nui­ção do co­mér­cio co­mo efei­to da in­dus­tri­a­li­za­ção.

e) ade­qua­ção do di­nhei­ro co­mo ele­men­to pa­drão das tran­sa­ções.

3. TEX­TO I

TEX­TO II

"A elei­ção dos no­vos bens, ou me­lhor, de no­vas for­mas de se con­ce­ber a con­di­ção do pa­trimô­nio cul­tu­ral na­ci­o­nal, tam­bém per­mi­te que di­fe­ren­tes gru­pos so­ci­ais, uti­li­zan­do as leis do Es­ta­do e o apoio de es­pe­ci­a­lis­tas, re­ve­jam as ima­gens e ale­go­ri­as do seu pas­sa­do, do que que­rem guar­dar e de­fi­nir co­mo pró­prio e iden­ti­tá­rio."

ABREU, M.; SOIHET, R.; GONTIJO, R. (Org.). Cul­tu­ra po­lí­ti­ca e lei­tu­ras do pas­sa­do: his­to­ri­o­gra­fia e en­si­no de

his­tó­ri­oa. Rio de Ja­nei­ro: Ci­vi­li­za­ção Bra­si­lei­ra, 2007.

O tex­to cha­ma a aten­ção pa­ra a im­por­tân­cia da pro­te­ção de bens que, co­mo aque­le apre­sen­ta­do na ima­gem, se iden­ti­fi­ca co­mo:

a) Ar­te­fa­tos sa­gra­dos. b) He­ran­ças ma­te­ri­ais. c) Ob­je­tos ar­que­o­ló­gi­cos. d) Pe­ças co­mer­ci­a­li­zá­veis. e) Co­nhe­ci­men­tos tra­di­ci­o­nais.

4. "A de­mo­cra­cia de­li­be­ra­ti­va afir­ma que as par­tes do con­fli­to de­vem de­li­be­rar en­tre si e, por meio de ar­gu­men­ta­ção ra­zoá­vel, ten­tar che­gar a um acor­do so­bre as po­lí­ti­cas que se­ja sa­tis­fa­tó­rio pa­ra to­dos. A de­mo­cra­cia ati­vis­ta des­con­fia das exor­ta­ções à de­li­be­ra­ção por acre­di­tar que, no mun­do re­al da po­lí­ti­ca, on­de as desigualdades es­tru­tu­rais in­flu­en­ci­am pro­ce­di­men­tos e re­sul­ta­dos, pro­ces­sos de­mo­crá­ti­cos que pa­re­cem cum­prir as nor­mas de de­li­be­ra­ção ge­ral­men­te ten­dem a be­ne­fi­ci­ar os agen­tes mais po­de­ro­sos. Ela re­co­men­da, por­tan­to, que aque­les que se pre­o­cu­pam com a promoção de mais jus­ti­ça de­vem re­a­li­zar prin­ci­pal­men­te a ati­vi­da­de de opo­si­ção crí­ti­ca, em vez de ten­tar che­gar a um acor­do com qu­em sus­ten­ta es­tru­tu­ras de po­der exis­ten­tes ou de­las se be­ne­fi­cia."

YOUNG, I. M. De­sa­fi­os ati­vis­tas à de­mo­cra­cia de­li­be­ra­ti­va. Re­vis­ta Bra­si­lei­ra de Ci­ên­cia Po­lí­ti­ca, n. 13,

jan.-abr. 2014.

As con­cep­ções de de­mo­cra­cia de­li­be­ra­ti­va e de de­mo­cra­cia ati­vis­ta apre­sen­ta­das no tex­to tra­tam co­mo im­pres­cin­dí­veis, res­pec­ti­va­men­te,

a) a de­ci­são da mai­o­ria e a uni­for­mi­za­ção de di­rei­tos.

b) a or­ga­ni­za­ção de elei­ções e o mo­vi­men­to anar­quis­ta.

c) a ob­ten­ção do con­sen­so e a mo­bi­li­za­ção das mi­no­ri­as.

d) a frag­men­ta­ção da par­ti­ci­pa­ção e a de­so­be­di­ên­cia ci­vil.

e) a im­po­si­ção de re­sis­tên­cia e o mo­ni­to­ra­men­to da li­ber­da­de.

5. "A pro­mes­sa da tec­no­lo­gia mo­der­na se con­ver­teu em uma ame­a­ça, ou es­ta se as­so­ci­ou àque­la de for­ma in­dis­so­lú­vel. Ela vai além da cons­ta­ta­ção da ame­a­ça fí­si­ca. Con­ce­bi­da pa­ra a fe­li­ci­da­de hu­ma­na, a sub­mis­são da na­tu­re­za, na so­bre­me­di­da de seu su­ces­so, que ago­ra se es­ten­de à pró­pria na­tu­re­za do ho­mem, con­du­ziu ao mai­or de­sa­fio já pos­to ao ser hu­ma­no pe­la sua pró­pria ação. O no­vo con­ti­nen­te da prá­xis co­le­ti­va que aden­tra­mos com a al­ta tec­no­lo­gia ain­da cons­ti­tui, pa­ra a te­o­ria éti­ca, uma ter­ra de nin­guém."

JONAS, H. O prin­cí­pio da res­pon­sa­bi­li­da­de. Rio de Ja­nei­ro: Con­tra­pon­to; Edi­to­ra PUC-Rio, 2011 (adap­ta­do).

As im­pli­ca­ções éti­cas da ar­ti­cu­la­ção apre­sen­ta­da no tex­to im­pul­si­o­nam a ne­ces­si­da­de de cons­tru­ção de um no­vo pa­drão de com­por­ta­men­to, cu­jo ob­je­ti­vo con­sis­te em ga­ran­tir o(a)

a) prag­ma­tis­mo da es­co­lha in­di­vi­du­al. b) so­bre­vi­vên­cia de ge­ra­ções fu­tu­ras. c) for­ta­le­ci­men­to de po­lí­ti­cas li­be­rais. d) va­lo­ri­za­ção de múl­ti­plas et­ni­as. e) promoção da inclusão so­ci­al.

6. "O con­cei­to de fun­ção so­ci­al da ci­da­de in­cor­po­ra a or­ga­ni­za­ção do es­pa­ço fí­si­co co­mo fru­to da re­gu­la­ção so­ci­al, is­to é, a ci­da­de de­ve con­tem­plar to­dos os seus mo­ra­do­res e não so­men­te aque­les que es­tão no mer­ca­do for­mal da pro­du­ção ca­pi­ta­lis­ta da ci­da­de. A tra­di­ção dos có­di­gos de edi­fi­ca­ção, uso e ocu­pa­ção do so­lo no Bra­sil sem­pre par­ti­ram do pres­su­pos­to de que a ci­da­de não tem di­vi­sões en­tre os in­cluí­dos e os ex­cluí­dos so­ci­al­men­te."

QUINTO JR., L. P. No­va le­gis­la­ção ur­ba­na e os ve­lhos fan­tas­mas. Es­tu­dos Avan­ça­dos (USP), n. 47, 2003

(adap­ta­do).

Uma po­lí­ti­ca go­ver­na­men­tal que con­tri­bui pa­ra vi­a­bi­li­zar a fun­ção so­ci­al da ci­da­de, nos mol­des in­di­ca­dos no tex­to, é a

a) qua­li­fi­ca­ção de ser­vi­ços pú­bli­cos em bair­ros pe­ri­fé­ri­cos.

b) im­plan­ta­ção de cen­tros co­mer­ci­ais em ei­xos ro­do­viá­ri­os.

c) proi­bi­ção de cons­tru­ções re­si­den­ci­ais em re­giões ín­gre­mes.

d) dis­se­mi­na­ção de equi­pa­men­tos cul­tu­rais em lo­cais tu­rís­ti­cos.

e) des­re­gu­la­men­ta­ção do se­tor imo­bi­liá­rio em áre­as fa­ve­li­za­das.

7. "A so­ci­o­lo­gia ain­da não ul­tra­pas­sou a era das cons­tru­ções e das sín­te­ses fi­lo­só­fi­cas. Em vez de as­su­mir a tarefa de lan­çar luz so­bre uma par­ce­la res­tri­ta do cam­po so­ci­al, ela pre­fe­re bus­car as bri­lhan­tes ge­ne­ra­li­da­des em que to­das as ques­tões são le­van­ta­das sem que ne­nhu­ma se­ja ex­pres­sa­men­te tra­ta­da. Não é com exa­mes su­má­ri­os e por meio de in­tui­ções rá­pi­das que se po­de che­gar a des­co­brir as leis de uma re­a­li­da­de tão com­ple­xa. So­bre­tu­do, ge­ne­ra­li­za­ções às ve­zes tão am­plas e tão apres­sa­das não são sus­ce­tí­veis de ne­nhum ti­po de pro­va."

DURKHEIM, E. O sui­cí­dio: es­tu­do de so­ci­o­lo­gia. São

Paulo: Mar­tins Fon­tes, 2000.

O tex­to ex­pres­sa o es­for­ço de Émi­le Durkheim em cons­truir uma so­ci­o­lo­gia com ba­se na

a) vin­cu­la­ção com a fi­lo­so­fia co­mo sa­ber uni­fi­ca­do. b) reunião de per­cep­ções in­tui­ti­vas pa­ra de­mons­tra­ção.

c) for­mu­la­ção de hi­pó­te­ses sub­je­ti­vas so­bre a vi­da so­ci­al.

d) ade­são aos pa­drões de in­ves­ti­ga­ção tí­pi­cos das ci­ên­ci­as na­tu­rais.

e) in­cor­po­ra­ção de um co­nhe­ci­men­to ali­men­ta­do pelo en­ga­ja­men­to po­lí­ti­co.

8. "Ser mo­der­no é en­con­trar-se em um am­bi­en­te que pro­me­te aven­tu­ra, po­der, ale­gria, cres­ci­men­to, au­to­trans­for­ma­ção e trans­for­ma­ção das coi­sas em re­dor — mas ao mes­mo tem­po ame­a­ça des­truir tu­do o que te­mos, tu­do o que sa­be­mos, tu­do o que so­mos. A ex­pe­ri­ên­cia am­bi­en­tal da mo­der­ni­da­de anu­la to­das as fron­tei­ras ge­o­grá­fi­cas e ra­ci­ais, de clas­se e na­ci­o­na­li­da­de: nes­se sen­ti­do, po­de-se di­zer que a mo­der­ni­da­de une a es­pé­cie hu­ma­na. Po­rém, é uma uni­da­de pa­ra­do­xal, uma uni­da­de de de­su­ni­da­de."

BER­MAN, M. Tu­do que é só­li­do des­man­cha no ar: a aven­tu­ra da mo­der­ni­da­de. São Paulo: Cia. das Le­tras, 1986

(adap­ta­do).

O tex­to apre­sen­ta uma in­ter­pre­ta­ção da mo­der­ni­da­de que a ca­rac­te­ri­za co­mo um(a)

a) di­nâ­mi­ca so­ci­al con­tra­di­tó­ria. b) in­te­ra­ção co­le­ti­va harmô­ni­ca. c) fenô­me­no econô­mi­co es­tá­vel. d) sis­te­ma in­ter­na­ci­o­nal de­ca­den­te. e) pro­ces­so his­tó­ri­co ho­mo­ge­nei­za­dor.

9. "Não es­tou mais pen­san­do co­mo cos­tu­ma­va pen­sar. Per­ce­bo is­so de mo­do mais acen­tu­a­do quan­do es­tou len­do. Mer­gu­lhar num li­vro, ou num lon­go ar­ti­go, cos­tu­ma­va ser fá­cil. Is­so ra­ra­men­te ocor­re atu­al­men­te. Ago­ra mi­nha aten­ção co­me­ça a di­va­gar de­pois de du­as ou três pá­gi­nas. Creio que sei o que es­tá acon­te­cen­do. Por mais de uma dé­ca­da ve­nho pas­san­do mais tem­po

on-li­ne, pro­cu­ran­do e sur­fan­do e al­gu­mas ve­zes acres­cen­tan­do in­for­ma­ção à gran­de bi­bli­o­te­ca da in­ter­net. A in­ter­net tem si­do uma dá­di­va pa­ra um es­cri­tor co­mo eu. Pes­qui­sas que an­tes exi­gi­am di­as de pro­cu­ra em jor­nais ou na bi­bli­o­te­ca ago­ra po­dem ser fei­tas em mi­nu­tos. Co­mo dis­se o teó­ri­co da co­mu­ni­ca­ção Marshall MCLUHAN nos anos 60, a mí­dia não é ape­nas um ca­nal pas­si­vo pa­ra o trá­fe­go de in­for­ma­ção. Ela for­ne­ce a ma­té­ria, mas tam­bém mol­da o pro­ces­so de pen­sa­men­to. E o que a net pa­re­ce fa­zer é pul­ve­ri­zar mi­nha ca­pa­ci­da­de de con­cen­tra­ção e con­tem­pla­ção."

CARR, N. Is Go­o­gle ma­king us stu­pid? Dis­po­ní­vel em: www.the­a­tlan­tic.com. Aces­so em: 17 fev. 2013 (adap­ta­do).

Em re­la­ção à in­ter­net, a pers­pec­ti­va de­fen­di­da pelo au­tor res­sal­ta um pa­ra­do­xo que se ca­rac­te­ri­za por

a) as­so­ci­ar uma ex­pe­ri­ên­cia su­per­fi­ci­al à abun­dân­cia de in­for­ma­ções.

b) con­di­ci­o­nar uma ca­pa­ci­da­de in­di­vi­du­al à desorganização da re­de.

c) agre­gar uma ten­dên­cia con­tem­po­râ­nea à ace­le­ra­ção do tem­po.

d) apro­xi­mar uma mí­dia ino­va­do­ra à pas­si­vi­da­de da re­cep­ção.

e) equi­pa­rar uma fer­ra­men­ta di­gi­tal à tec­no­lo­gia ana­ló­gi­ca.

(ENEM 2016 – 2ª Apli­ca­ção)

10. "A jus­ti­ça e a con­for­mi­da­de ao con­tra­to con­sis­tem em al­go com que a mai­o­ria dos ho­mens pa­re­ce con­cor­dar. Cons­ti­tui um prin­cí­pio jul­ga­do es­ten­der-se até os es­con­de­ri­jos dos la­drões e às con­fe­de­ra­ções dos maiores vi­lões; até os que se afas­ta­ram a tal pon­to da pró­pria hu­ma­ni­da­de con­ser­vam en­tre si a fé e as regras da jus­ti­ça."

LOC­KE, J. En­saio acer­ca do en­ten­di­men­to hu­ma­no. São

Paulo: No­va Cul­tu­ral, 2000 (adap­ta­do).

De acor­do com Loc­ke, até a mais pre­cá­ria co­le­ti­vi­da­de de­pen­de de uma no­ção de jus­ti­ça, pois tal no­ção

a) iden­ti­fi­ca in­di­ví­du­os des­pre­pa­ra­dos pa­ra a vi­da em co­mum.

b) con­tri­bui com a ma­nu­ten­ção da or­dem e do equi­lí­brio so­ci­al.

c) es­ta­be­le­ce um con­jun­to de regras pa­ra a for­ma­ção da so­ci­e­da­de.

d) de­ter­mi­na o que é cer­to ou er­ra­do num con­tex­to de in­te­res­ses con­fli­tan­tes.

e) re­pre­sen­ta os in­te­res­ses da co­le­ti­vi­da­de, ex­pres­sos pe­la von­ta­de da mai­o­ria.

11. TEX­TO I

"Ci­da­dão

Tá ven­do aque­le edi­fí­cio, mo­ço? Aju­dei a le­van­tar

Foi um tem­po de afli­ção

Eram qua­tro con­du­ção

Du­as pra ir, du­as pra vol­tar Ho­je de­pois de­le pron­to

Olho pa­ra ci­ma e fi­co ton­to Mas me vem um ci­da­dão

E me diz des­con­fi­a­do

'Tu tá aí ad­mi­ra­do

Ou tá que­ren­do rou­bar?'

Meu do­min­go tá per­di­do

Vou pra ca­sa en­tris­te­ci­do

Dá von­ta­de de be­ber

E pra au­men­tar meu té­dio

Eu nem pos­so olhar pro pré­dio

Que eu aju­dei a fa­zer."

BARBOSA, L. In: ZÉ RAMALHO. 20 Su­per Su­ces­sos. Rio de Ja­nei­ro: Sony Mu­sic, 1999 (frag­men­to).

TEX­TO II

"O tra­ba­lha­dor fi­ca mais po­bre à me­di­da que pro­duz mais ri­que­za e sua pro­du­ção cres­ce em for­ça e ex­ten­são. O tra­ba­lha­dor tor­na-se uma mer­ca­do­ria ain­da mais ba­ra­ta à me­di­da que cria mais bens. Es­se fa­to sim­ples­men­te su­ben­ten­de que o ob­je­to pro­du­zi­do pelo tra­ba­lho, o seu pro­du­to, ago­ra se lhe opõe co­mo um ser es­tra­nho, co­mo uma for­ça in­de­pen­den­te do pro­du­tor."

MARX, K. Ma­nus­cri­tos econô­mi­cos-fi­lo­só­fi­cos (Pri­mei­ro ma­nus­cri­to). São Paulo: Boi­tem­po Edi­to­ri­al,

2004 (adap­ta­do).

Com ba­se nos tex­tos, a re­la­ção en­tre tra­ba­lho e mo­do de pro­du­ção ca­pi­ta­lis­ta é

a) ba­se­a­da na des­va­lo­ri­za­ção do tra­ba­lho es­pe­ci­a­li­za­do e no au­men­to da de­man­da so­ci­al por no­vos pos­tos de em­pre­go.

b) fun­da­da no cres­ci­men­to pro­por­ci­o­nal en­tre o nú­me­ro de tra­ba­lha­do­res e o au­men­to da pro­du­ção de bens e ser­vi­ços.

c) es­tru­tu­ra­da na dis­tri­bui­ção equâ­ni­me de ren­da e no de­clí­nio do ca­pi­ta­lis­mo in­dus­tri­al e tec­no­cra­ta.

d) ins­tau­ra­da a par­tir do for­ta­le­ci­men­to da lu­ta de clas­ses e da cri­a­ção da eco­no­mia so­li­dá­ria.

e) de­ri­va­da do au­men­to da ri­que­za e da am­pli­a­ção da ex­plo­ra­ção do tra­ba­lha­dor.

12. "A fa­ve­la é vis­ta co­mo um lu­gar sem or­dem, ca­paz de ame­a­çar os que ne­la não se in­clu­em. Atri­buir-lhe a ideia de pe­ri­go é o mes­mo que re­a­fir­mar os va­lo­res e es­tru­tu­ras da so­ci­e­da­de que bus­ca vi­ver di­fe­ren­te­men­te do que se con­si­de­ra vi­ver na fa­ve­la. Al­guns oti­ci­an­tes

do di­rei­to, ao de­fen­de­rem ou acu­sa­ram réus mo­ra­do­res de fa­ve­las, usam em seus dis­cur­sos re­pre­sen­ta­ções pre­vi­a­men­te for­mu­la­das pe­la so­ci­e­da­de e in­cor­po­ra­das nes­se cam­po pro­fis­si­o­nal. Su­as fa­las se fun­da­men­tam nas re­pre­sen­ta­ções in­ven­ta­das a res­pei­to da fa­ve­la e que aca­bam por mar­car a iden­ti­da­de dos in­di­ví­du­os que ne­la re­si­dem."

RINALDI. A. Mar­gi­nais, de­lin­quen­tes e ví­ti­mas: um es­tu­do so­bre a re­pre­sen­ta­ção da ca­te­go­ria fa­ve­la­do

no tri­bu­nal do jun. da ci­da­de do Rio de Ja­nei­ro. In: ZALUAR, A.; ALVITO, M. (Orgs.). Um sé­cu­lo de fa­ve­la.

Rio de Ja­nei­ro, Edi­to­ra FGV. 1998. O es­tig­ma apon­ta­do no tex­to tem co­mo con­sequên­cia o(a) a) au­men­to da im­pu­ni­da­de cri­mi­nal. b) en­fra­que­ci­men­to dos di­rei­tos ci­vis. c) dis­tor­ção na re­pre­sen­ta­ção po­lí­ti­ca. d) cres­ci­men­to dos ín­di­ces de cri­mi­na­li­da­de. e) ine­fi­ci­ên­cia das me­di­das so­ci­o­e­du­ca­ti­vas.

13. "Ações de edu­ca­ção pa­tri­mo­ni­al são re­a­li­za­das em di­fen­ren­tes con­tex­tos e lo­ca­li­da­des e têm mos­tra­do re­sul­ta­dos sur­pre­en­den­tes ao tra­zer à to­na a au­to­es­ti­ma das co­mu­ni­da­des. Em al­guns ca­sos, pro­mo­vem o de­sen­vol­vi­men­to lo­cal e in­di­cam so­lu­ções ino­va­do­ras de re­co­nhe­ci­men­to e sal­va­guar­da do pa­trimô­nio cul­tu­ral pa­ra mui­tas po­pu­la­ções."

PELEGRINI, S. C. A.: PI­NHEI­RO, A. P. (Orgs.). Tem­po, me­mó­ria e pa­trimô­nio cul­tu­ral.

Pi­auí: Edu­pi. 2010. A va­lo­ri­za­ção dos bens men­ci­o­na­dos en­con­tra-se cor­re­la­ci­o­na­da a ações edu­ca­ti­vas que pro­mo­vem a(s)

a) evo­lu­ção de ati­vi­da­des ar­te­sa­nais her­da­das do pas­sa­do.

b) re­pre­sen­ta­ções so­ci­ais for­ma­do­ras de iden­ti­da­des co­le­ti­vas.

c) mo­bi­li­za­ções po­lí­ti­cas cri­a­do­ras de tra­di­ções cul­tu­rais ur­ba­nas.

d) hi­e­rar­qui­za­ção de fes­tas fol­cló­ri­cas pra­ti­ca­das por gru­pos lo­cais.

e) for­ma­ção es­co­lar dos jo­vens pa­ra o tra­ba­lho re­a­li­za­do nas co­mu­ni­da­des.

14. "O Mo­vi­men­to Ne­gro Uni­fi­ca­do (MNU) dis­tin­gue-se do Te­a­tro Ex­pe­ri­men­tal do Ne­gro (TEN) por sua crí­ti­ca ao dis­cur­so na­ci­o­nal he­gemô­ni­co. Is­to é, en­quan­to o TEN de­fen­de a ple­na in­te­gra­ção sim­bó­li­ca dos ne­gros na iden­ti­da­de na­ci­o­nal “hí­bri­da”, o MNU con­de­na qual­quer ti­po de as­si­mi­la­ção, fa­zen­do do com­ba­te à ide­o­lo­gia da de­mo­cra­cia ra­ci­al uma das su­as prin­ci­pais ban­dei­ras de lu­ta, vis­to que, aos olhos des­se mo­vi­men­to, a igual­da­de for­mal as­se­gu­ra­da pe­la lei en­tre ne­gros e bran­cos e a di­fu­são do mi­to de que a so­ci­e­da­de bra­si­lei­ra não é ra­cis­ta te­ri­am ser­vi­do pa­ra sus­ten­tar, ide­o­lo­gi­ca­men­te, a opres­são ra­ci­al."

COS­TA. S. Dois Atlân­ti­cos: te­o­ria so­ci­al an­tir­ra­cis­mo, cos­mo­po­li­tis­mo. Be­lo Ho­ri­zon­te: UFMG, 2006 (adap­ta­do) No tex­to, são com­pa­ra­das du­as or­ga­ni­za­ções do mo­vi­men­to ne­gro bra­si­lei­ro, cri­a­das em di­fe­ren­tes con­tex­tos his­tó­ri­cos: o TEN, em 1944, e o MNU, em 1978. Ao as­su­mir uma pos­tu­ra di­ver­gen­te da do TEN, o MNU pre­ten­dia

a) pres­si­o­nar o go­ver­no bra­si­lei­ro a de­cre­tar a igual­da­de ra­ci­al.

b) de­nun­ci­ar a per­ma­nên­cia do ra­cis­mo nas re­la­ções so­ci­ais.

c) con­tes­tar a ne­ces­si­da­de da igual­da­de en­tre ne­gros e bran­cos.

d) de­fen­der a as­si­mi­la­ção do ne­gro por mei­os não de­mo­crá­ti­cos.

e) di­vul­gar a ideia da mis­ci­ge­na­ção co­mo mar­ca da na­ci­o­na­li­da­de.

15. "A de­man­da da co­mu­ni­da­de afro-bra­si­lei­ra por re­co­nhe­ci­men­to, va­lo­ri­za­ção e afir­ma­ção de di­rei­tos, no que diz res­pei­to à edu­ca­ção, pas­sou a ser par­ti­cu­lar­men­te apoi­a­da com a pro­mul­ga­ção da Lei 10.639/2003, que al­te­rou a Lei 9.394/1996, es­ta­be­le­cen­do a obri­ga­to­ri­e­da­de do en­si­no de his­tó­ria e cul­tu­ra afro-bra­si­lei­ras e afri­ca­nas."

Di­re­tri­zes Cur­ri­cu­la­res Na­ci­o­nais pa­ra a Edu­ca­ção das Re­la­ções Et­ni­cor­ra­ci­ais e pa­ra o En­si­no de His­tó­ria e Cul­tu­ra Afro-bra­si­lei­ra e Afri­ca­na. Bra­sí­lia: Mi­nis­té­rio da Edu­ca­ção, 2005

A al­te­ra­ção le­gal no Bra­sil con­tem­po­râ­neo des­cri­ta no tex­to é re­sul­ta­do do pro­ces­so de

a) au­men­to da ren­da na­ci­o­nal. b) mo­bi­li­za­ção do mo­vi­men­to ne­gro.

c) me­lho­ria da in­fra­es­tru­tu­ra es­co­lar. d) am­pli­a­ção das dis­ci­pli­nas obri­ga­tó­ri­as. e) po­li­ti­za­ção das uni­ver­si­da­des pú­bli­cas.

16. "Sim­ples, sa­bo­ro­sa e, aci­ma de tu­do, exó­ti­ca. Se a cu­li­ná­ria bra­si­lei­ra tem o tem­pe­ro do es­tra­nha­men­to, es­ta ver­da­de de­cor­re de dois ele­men­tos: a di­men­são do ter­ri­tó­rio e a in­fi­ni­da­de de in­gre­di­en­tes. Per­ce­be-se que o se­gre­do da co­zi­nha bra­si­lei­ra e a mis­tu­ra com in­gre­di­en­tes e téc­ni­cas in­dí­ge­nas. É es­se o ele­men­to que a tor­na au­tên­ti­ca."

POMBO, N. Car­dá­pio Bra­sil. Nos­sa His­tó­ria, n. 29. mar.

2006 (adap­ta­do).

O pro­ces­so de for­ma­ção iden­ti­tá­ria des­cri­to no tex­to es­tá as­so­ci­a­do à

a) im­po­si­ção de rituais sa­gra­dos. b) as­si­mi­la­ção de tra­di­ções cul­tu­rais. c) ti­pi­fi­ca­ção de há­bi­tos co­mu­ni­tá­ri­os. d) hi­e­rar­qui­za­ção de co­nhe­ci­men­tos tri­bais. e) su­pe­ra­ção de di­fe­ren­ças et­nor­ra­ci­ais.

(FUVEST 2017)

17. "Mas o pe­ca­do mai­or con­tra a Ci­vi­li­za­ção e o Progresso, con­tra o Bom Sen­so e o Bom Gos­to e até os Bons Cos­tu­mes, que es­ta­ria sen­do co­me­ti­do pelo gru­po de re­gi­o­na­lis­tas a qu­em se de­ve a ideia ou a or­ga­ni­za­ção des­te Con­gres­so, es­ta­ria em pro­cu­rar re­a­ni­mar não só a ar­te ar­cai­ca dos qui­tu­tes fi­nos e ca­ros em que se es­me­ra­ram, nas ve­lhas ca­sas pa­tri­ar­cais, al­gu­mas se­nho­ras das mais ilus­tres fa­mí­li­as da re­gião, e que es­tá sen­do es­que­ci­da pe­los do­ces dos con­fei­tei­ros fran­ce­ses e ita­li­a­nos, co­mo a ar­te – po­pu­lar co­mo a do bar­ro, a do ces­to, a da pa­lha de Ou­ri­cu­ri, a de pi­a­ça­va, a dos ca­chim­bos e dos san­tos de pau, a das es­tei­ras, a dos ex-vo­tos, a das re­des, a das ren­das e bi­cos, a dos brin­que­dos de me­ni­nos fei­tos de sa­bu­go de mi­lho, de ca­nu­do de ma­mão, de la­ta de do­ce de goi­a­ba, de quen­ga de co­co, de ca­ba­ça – que é, no Nor­des­te, o pre­pa­ra­do do do­ce, do bo­lo, do qui­tu­te de ta­bu­lei­ro, fei­to por mãos ne­gras e par­das com uma pe­rí­cia que igua­la, e às ve­zes ex­ce­de, a das si­nhás bran­cas."

GIL­BER­TO FREY­RE. Ma­ni­fes­to re­gi­o­na­lis­ta (7ª

ed.). Re­ci­fe: FUNDAJ, Ed. Mas­san­ga­na, 1996.

De acor­do com o tex­to de Gil­ber­to Frey­re, o Ma­ni­fes­to re­gi­o­na­lis­ta, pu­bli­ca­do em 1926,

a) opu­nha-se ao cos­mo­po­li­tis­mo dos mo­der­nis­tas, es­pe­ci­al­men­te por re­fu­tar a al­te­ra­ção nos há­bi­tos ali­men­ta­res nor­des­ti­nos.

b) tra­du­zia um pro­je­to po­lí­ti­co cen­tra­li­za­dor e an­ti­de­mo­crá­ti­co as­so­ci­a­do ao re­tor­no de ins­ti­tui­ções mo­nár­qui­cas.

c) exal­ta­va os va­lo­res uti­li­ta­ris­tas do mo­der­no ca­pi­ta­lis­mo in­dus­tri­al, pois re­co­nhe­cia a im­por­tân­cia da tra­di­ção agrá­ria bra­si­lei­ra.

d) pre­co­ni­za­va a de­fe­sa do man­do­nis­mo po­lí­ti­co e da in­te­gra­ção de bran­cos e ne­gros sob a for­ma da de­mo­cra­cia ra­ci­al.

e) pro­mo­via o de­sen­vol­vi­men­to de uma cul­tu­ra bra­si­lei­ra au­tên­ti­ca pelo re­tor­no a seu pas­sa­do e a su­as tra­di­ções e ri­que­zas lo­cais.

18. "Não nos es­que­ça­mos de que es­te é um tem­po de aber­tu­ra. Vi­ve­mos sob o sig­no da anis­tia que é es­que­ci­men­to, ou de­via ser. Tem­po que pe­de con­ten­ção e pa­ci­ên­cia. So­fre­mos to­do ím­pe­to agres­si­vo. Ado­ce­mos os ges­tos. O tem­po é de per­dão. (...) Es­que­ça­mos tu­do is­to, mas cui­da­do! Não nos es­que­ça­mos de en­fren­tar, ago­ra, a tarefa em que fra­cas­sa­mos on­tem e que deu lu­gar a tu­do is­to. Não nos es­que­ça­mos de or­ga­ni­zar a de­fe­sa das ins­ti­tui­ções de­mo­crá­ti­cas con­tra no­vos gol­pis­tas mi­li­ta­res e ci­vis pa­ra que em tem­po al­gum do futuro nin­guém te­nha ou­tra vez de en­fren­tar e so­frer, e de­pois es­que­cer os cons­pi­ra­do­res, os tor­tu­ra­do­res, os cen­so­res e to­dos os culpados e co­ni­ven­tes que be­be­ram nos­so san­gue e pe­dem nos­so es­que­ci­men­to."

DARCY RI­BEI­RO. “Ré­qui­em”, En­sai­os in­só­li­tos.

Por­to Ale­gre: L&PM, 1979.

O tex­to re­me­te à anis­tia e à re­fle­xão so­bre os im­pas­ses da aber­tu­ra po­lí­ti­ca no Bra­sil, no pe­río­do fi­nal do re­gi­me mi­li­tar, im­plan­ta­do com o gol­pe de 1964. Com ba­se nes­sas re­fe­rên­ci­as, es­co­lha a al­ter­na­ti­va cor­re­ta.

a) A pre­sen­ça de cen­so­res na re­da­ção dos jor­nais so­men­te foi ex­tin­ta em 1988, quan­do pro­mul­ga­da a no­va Cons­ti­tui­ção.

b) O pro­je­to de lei pe­la anis­tia am­pla, ge­ral e ir­res­tri­ta foi uma pro­pos­ta de­fen­di­da pe­los mi­li­ta­res co­mo for­ma de apa­zi­guar os atos de ex­ce­ção.

c) Du­ran­te a tran­si­ção de­mo­crá­ti­ca, fo­ram con­quis­ta­dos o bi­par­ti­da­ris­mo, as elei­ções li­vres e ge­rais e a con­vo­ca­ção da As­sem­bleia Cons­ti­tuin­te.

d) A lei de anis­tia apro­va­da pelo Con­gres­so be­ne­fi­ci­ou pre­sos po­lí­ti­cos e exi­la­dos, e tam­bém agen­tes da re­pres­são.

e) O es­que­ci­men­to e o per­dão men­ci­o­na­dos in­te­gra­vam a pau­ta da Te­o­lo­gia da Li­ber­ta­ção, uma im­por­tan­te di­re­triz da Igre­ja Ca­tó­li­ca.

(UNESP 2015) 19.TEX­TO I

"O li­vro Cul­tu­ra do nar­ci­sis­mo, es­cri­to por Ch­ris­topher Las­ch em 1979, é um clás­si­co. O tex­to de Las­ch mos­tra co­mo o que era di­ag­nos­ti­ca­do co­mo pa­to­lo­gia nar­cí­si­ca ou li­mí­tro­fe nos anos 50 tor­na-se uma es­pé­cie de “nor­ma­li­da­de com­pul­só­ria” de­pois de du­as dé­ca­das. Pa­ra que al­guém se­ja con­si­de­ra­do “bem-su­ce­di­do”, é tri­vi­al­men­te es­pe­ra­do que ma­ni­pu­le sua pró­pria ima­gem co­mo se fos­se um per­so­na­gem, com a con­se­quen­te per­da do sen­ti­men­to de au­ten­ti­ci­da­de." (CHRISTIAN DUNKER. “A cul­tu­ra da in­di­fe­ren­ça”.

www.men­te­ce­re­bro.com.br. Adap­ta­do.)

TEX­TO II

"Zig­munt Bau­man: Afas­tar-se da per­cep­ção de mun­do con­su­mis­ta e do ti­po de ati­tu­de in­di­vi­du­a­lis­ta con­tra o mun­do e as pes­so­as não é uma ques­tão a pon­de­rar, mas uma obri­ga­ção de­ter­mi­na­da pe­los li­mi­tes de sus­ten­ta­bi­li­da­de des­se mo­de­lo da vi­da que pres­su­põe a in­fi­ni­da­de de cres­ci­men­to econô­mi­co. Se­gun­do es­se mo­de­lo, a fe­li­ci­da­de es­tá obri­ga­to­ri­a­men­te vin­cu­la­da ao aces­so a lo­jas e ao consumo exa­cer­ba­do."

(“Lo­jas são alí­vio a cur­to pra­zo, diz o so­ció­lo­go Zig­munt

Bau­man”. www.men­te­ce­re­bro.com.br. Adap­ta­do.)

Con­si­de­ran­do os tex­tos, é cor­re­to afir­mar que:

a) pa­ra Bau­man, as di­re­tri­zes li­be­rais de cres­ci­men­to econô­mi­co ili­mi­ta­do pres­cin­dem de re­fle­xão éti­ca.

b) am­bos tra­tam do ir­ra­ci­o­na­lis­mo sub­ja­cen­te aos cri­té­ri­os de nor­ma­li­da­de e de fe­li­ci­da­de.

c) a “cul­tu­ra do nar­ci­sis­mo” apre­sen­ta um es­ti­lo de vi­da in­com­pa­tí­vel com a men­ta­li­da­de con­su­mis­ta.

d) a pa­to­lo­gia nar­cí­si­ca ana­li­sa­da por Las­ch é um fenô­me­no res­tri­to ao do­mí­nio psi­quiá­tri­co.

e) am­bos abor­dam pro­ble­mas his­to­ri­ca­men­te su­pe­ra­dos pe­las so­ci­e­da­des oci­den­tais mo­der­nas.

(UNESP 2017) 20. TEX­TO I

"Es­ta­mos em uma si­tu­a­ção ater­ra­do­ra: dos la­dos da di­rei­ta e da es­quer­da há au­sên­cia de pen­sa­men­to. Vo­cê con­ver­sa com al­guém da di­rei­ta e vê que ele é ca­paz de di­zer qua­tro fra­ses con­tra­di­tó­ri­as sem per­ce­ber as con­tra­di­ções. Vo­cê con­ver­sa com al­guém da ex­tre­ma es­quer­da e vê o to­ta­li­ta­ris­mo que tam­bém ope­ra com a au­sên­cia do pen­sa­men­to. En­tão nós es­ta­mos en­san­dui­cha­dos en­tre du­as ma­nei­ras de re­cu­sar o pen­sa­men­to."

(MARILENA CHAUI. “So­ci­e­da­de bra­si­lei­ra: vi­o­lên­cia e au­to­ri­ta­ris­mo por to­dos os la­dos”. Cult,

Fe­ve­rei­ro de 2016. Adap­ta­do.)

TEX­TO II

"O fenô­me­no dos co­le­ti­vos é um tra­ço re­gres­si­vo no em­ba­te com a so­li­dão do ho­mem mo­der­no. É uma ten­ta­ti­va, ca­nhes­tra e pri­mi­ti­va, de 'vol­tar ao úte­ro ma­ter­no' pa­ra ver se o ruí­do in­su­por­tá­vel da re­a­li­da­de dis­for­me do mun­do se dis­sol­ve por­que gri­to pa­la­vras de or­dem ou fa­ço coi­sas pe­las quais eu mes­mo não sou res­pon­sa­bi­li­za­do, mas sim o 'coletivo', es­sa 'pes­soa' in­di­fe­ren­ci­a­da que não exis­te."

(LUIZ FELIPE PONDÉ. “Sa­pi­ens x abe­lhas”. Fo­lha de

S.Paulo, 23.05.2016. Adap­ta­do.)

So­bre os tex­tos, é cor­re­to afir­mar que

a) os tex­tos 1 e 2 cri­ti­cam o in­di­vi­du­a­lis­mo mo­der­no, en­fa­ti­zan­do a im­por­tân­cia da va­lo­ri­za­ção das tra­di­ções po­pu­la­res e co­mu­ni­tá­ri­as.

b) os tex­tos 1 e 2 cri­ti­cam as ten­dên­ci­as to­ta­li­tá­ri­as no cam­po da cons­ci­ên­cia po­lí­ti­ca, em seus as­pec­tos ir­ra­ci­o­na­lis­tas e psi­co­ló­gi­cos.

c) os tex­tos 1 e 2 ana­li­sam um fenô­me­no que es­pe­lha a re­a­li­za­ção dos ide­ais ilu­mi­nis­tas de au­to­no­mia do in­di­ví­duo e de eman­ci­pa­ção da hu­ma­ni­da­de.

d) os tex­tos 1 e 2 va­lo­ri­zam a im­por­tân­cia do sen­ti­men­to e das emo­ções co­mo mei­os de agre­ga­ção dos in­di­ví­du­os no in­te­ri­or de co­le­ti­vi­da­des po­lí­ti­cas.

e) o tex­to 1 cri­ti­ca a ali­e­na­ção da cons­ci­ên­cia po­lí­ti­ca, en­quan­to o tex­to 2 va­lo­ri­za a in­ser­ção dos in­di­ví­du­os em co­le­ti­vos.

21 "Em maio des­te ano, a di­vul­ga­ção do ví­deo de uma mo­ça de­sa­cor­da­da, ví­ti­ma de um es­tu­pro coletivo, pro­vo­cou gran­de in­dig­na­ção na po­pu­la­ção. Num pri­mei­ro mo­men­to, pre­va­le­ceu a re­vol­ta di­an­te da bar­bá­rie e a per­cep­ção de que o ma­chis­mo, ba­se da cha­ma­da “cul­tu­ra do es­tu­pro”, per­sis­te na so­ci­e­da­de. Pas­sa­do o pri­mei­ro mo­men­to, as opi­niões di­ver­gen­tes co­me­ça­ram a sur­gir. En­tre os que não ve­em o ma­chis­mo co­mo pro­pul­sor de cri­mes des­se ti­po es­tão aque­les (e aque­las!) que con­si­de­ra­ram os au­to­res do ato uns “mons­tros”, o que faz do epi­só­dio um ca­so iso­la­do, per­pe­tra­do por pes­so­as más. Hou­ve qu­em ana­li­sas­se o fa­to do pon­to de vis­ta da psi­co­lo­gia, su­ge­rin­do que, num es­tu­pro coletivo, o que im­por­ta é o gru­po, não a mu­lher (co­mo ocor­re nos tro­tes con­tra ca­lou­ros e na agres­são en­tre tor­ci­das de fu­te­bol). Mais uma vez, te­mos uma re­fle­xão que se pro­põe ex­pli­car os fa­tos à luz do in­di­ví­duo e seu psi­quis­mo. Ou­tros des­lo­cam o pro­ble­ma pa­ra as clas­ses so­ci­ais me­nos fa­vo­re­ci­das. São os que cos­tu­mam fi­car hor­ro­ri­za­dos com a exis­tên­cia de fa­ve­las, am­bi­en­tes on­de me­ni­nas dan­çam com pou­ca rou­pa ao som das le­tras ma­chis­tas do funk."

(THAÍS NICOLETI. “Dis­cur­sos em tor­no da `cul­tu­ra do

es­tu­pro'”. www.uol.com.br, 09.06.2016. Adap­ta­do.)

Con­si­de­ran­do o con­jun­to dos ar­gu­men­tos mo­bi­li­za­dos no tex­to pa­ra ex­pli­car a vi­o­lên­cia con­tra a mu­lher na so­ci­e­da­de atu­al, é cor­re­to afir­mar que

a) a “cul­tu­ra do es­tu­pro” é um con­cei­to edu­ca­ci­o­nal re­la­ci­o­na­do so­bre­tu­do com o bai­xo ní­vel de es­co­la­ri­za­ção da po­pu­la­ção.

b) as ori­gens e res­pon­sa­bi­li­da­des por tais acon­te­ci­men­tos de­vem ser atri­buí­das tan­to aos agen­tes quan­to às ví­ti­mas da agres­são.

c) a “cul­tu­ra do es­tu­pro” é um con­cei­to ci­en­tí­fi­co, re­la­ci­o­na­do com des­vi­os com­por­ta­men­tais de na­tu­re­za psi­quiá­tri­ca.

d) os epi­só­di­os de bar­bá­rie so­ci­al são pro­vo­ca­dos ex­clu­si­va­men­te pe­las desigualdades ma­te­ri­ais ge­ra­das pelo ca­pi­ta­lis­mo.

e) a abor­da­gem opõe um enfoque an­tro­po­ló­gi­co, ba­se­a­do em ques­tões de gê­ne­ro, a ar­gu­men­tos de na­tu­re­za mo­ral, psi­co­ló­gi­ca e so­ci­al.

(UNICAMP 2017)

22. "A do­na de ca­sa en­tre as clas­ses po­pu­la­res ur­ba­nas é uma per­so­na­gem mai­or e ma­jo­ri­tá­ria. A do­na de ca­sa não tem mui­tas pa­pas na lín­gua. Mui­tas ve­zes é uma re­bel­de, tan­to na vi­da pri­va­da quan­to na vi­da pú­bli­ca. E não ra­ro pa­ga um alto pre­ço por is­so, co­mo al­vo prin­ci­pal de vi­o­lên­ci­as que po­dem che­gar ao cri­me 'pas­si­o­nal'."

(Adap­ta­do de MICHELLE PERROT, “Fi­gu­ras e pa­péis”, em Phi­lip­pe Ariès (org.), His­tó­ria da vi­da pri­va­da. São Paulo:

Com­pa­nhia das Le­tras, 1991. v. 4, p. 146.)

A mu­lher das clas­ses po­pu­la­res nas so­ci­e­da­des ur­ba­nas do sé­cu­lo XIX na Eu­ro­pa

a) ti­nha múl­ti­plas fun­ções, co­mo edu­car os fi­lhos, cui­dar da ca­sa e ad­mi­nis­trar as fi­nan­ças, mas vi­via res­tri­ta ao es­pa­ço do­més­ti­co e por is­so sua re­bel­dia era pu­ni­da com vi­o­lên­cia.

b) era res­pon­sá­vel pelo tra­ba­lho do­més­ti­co e mui­tas ve­zes ti­nha uma jor­na­da du­pla, pelo tra­ba­lho ex­ter­no que re­a­li­za­va em fá­bri­cas, pe­que­nos co­mér­ci­os e ou­tros ser­vi­ços.

c) so­freu es­tig­ma e vi­o­lên­cia por re­vo­lu­ci­o­nar os cos­tu­mes e li­de­rar o mo­vi­men­to de con­quis­ta do vo­to fe­mi­ni­no.

d) con­tra­ri­a­va o sen­so co­mum de ser cor­da­ta e obe­di­en­te, pois sua con­di­ção so­ci­al in­di­ca­va que não ti­nha re­fe­ren­ci­al de uma boa edu­ca­ção.

23. “Não exis­tem cul­tu­ras ou ci­vi­li­za­ções ilha­das. (...) Quan­to mais in­sis­tir­mos na se­pa­ra­ção de cul­tu­ras e ci­vi­li­za­ções, mais im­pre­ci­sos se­re­mos so­bre nós mes­mos e os ou­tros. No meu mo­do de pen­sar, a no­ção de uma ci­vi­li­za­ção iso­la­da é im­pos­sí­vel. A ver­da­dei­ra ques­tão é se que­re­mos tra­ba­lhar pa­ra ci­vi­li­za­ções se­pa­ra­das ou se de­ve­mos to­mar o ca­mi­nho mais in­te­gra­dor, mas tal­vez mais di­fí­cil, que é ten­tar vê-las co­mo um imen­so to­do cu­jos con­tor­nos exa­tos uma pes­soa so­zi­nha não con­se­gue cap­tar, mas cu­ja exis­tên­cia cer­ta po­de­mos in­tuir e sen­tir.”

EDWARD SAID, Re­fle­xões so­bre o exí­lio e ou­tros en­sai­os. São Paulo: Com­pa­nhia das Le­tras, 2002, p. 317.

So­bre o con­cei­to em ques­tão e os con­tex­tos re­fe­ri­dos pelo au­tor, é cor­re­to afir­mar:

a) o pro­ces­so de globalização pro­vo­cou a des­trui­ção da cul­tu­ra dos po­vos não oci­den­tais e, por is­so, au­men­tou prá­ti­cas co­mo o ter­ro­ris­mo a par­tir de 2001.

b) a ideia de ci­vi­li­za­ção, co­mo ima­gi­na­da no sé­cu­lo XIX, pro­du­ziu a eman­ci­pa­ção das Amé­ri­cas e o fim da dis­pu­ta co­lo­ni­al no mun­do.

c) o con­cei­to de ci­vi­li­za­ção foi es­ta­be­le­ci­do na Gré­cia An­ti­ga e aper­fei­ço­a­do pe­las prá­ti­cas in­te­gra­do­ras do im­pe­ri­a­lis­mo do sé­cu­lo XIX ocor­ri­das na Áfri­ca.

d) a ló­gi­ca de in­te­gra­ção de cul­tu­ras é ne­ga­da por gru­pos ra­di­cais e pe­los de­fen­so­res do prin­cí­pio de que vi­ve­mos em um cho­que de ci­vi­li­za­ções.

24. "A fú­ria do ti­ra­no, o ter­ro­ris­mo de Es­ta­do, a gu­er­ra, o mas­sa­cre, o es­cra­vis­mo, o ra­cis­mo, o fun­da­men­ta­lis­mo, o tri­ba­lis­mo, o na­zis­mo, sem­pre en­vol­vem ale­ga­ções ra­ci­o­nais, hu­ma­ni­tá­ri­as, ide­ais, ao mes­mo tem­po que se exer­cem em for­mas e téc­ni­cas bru­tais, ir­ra­ci­o­nais, en­lou­que­ci­das. Em ge­ral, a fú­ria da vi­o­lên­cia tem al­go a ver com a des­trui­ção do `ou­tro', `di­fe­ren­te', `es­tra­nho', com o que bus­ca a purificação da so­ci­e­da­de, o exor­cis­mo de di­le­mas di­fí­ceis, a su­bli­ma­ção do ab­sur­do em­bu­ti­do nas for­mas da so­ci­a­bi­li­da­de e nos jo­gos das for­ças so­ci­ais."

(OCTÁVIO IANNI,” A vi­o­lên­cia na so­ci­e­da­de con­tem­po­râ­nea”, em Es­tu­dos de So­ci­o­lo­gia,

Ara­ra­qua­ra, v. 7, n. 12, p. 8, 2002.)

As­si­na­le a al­ter­na­ti­va cor­re­ta.

a) Os atos de vi­o­lên­cia sem­pre im­pli­cam ale­ga­ções ir­ra­ci­o­nais e prá­ti­cas ra­ci­o­nais que trans­for­mam os jo­gos das for­ças so­ci­ais e as tra­mas de so­ci­a­bi­li­da­de que en­vol­vem as co­le­ti­vi­da­des.

b) A vi­o­lên­cia nas­ce co­mo téc­ni­ca de po­der, exer­ci­ta-se co­mo mo­do de pre­ser­var, am­pli­ar ou con­quis­tar a pro­pri­e­da­de, ad­qui­rin­do des­do­bra­men­tos psi­co­ló­gi­cos des­pre­zí­veis pa­ra agen­tes e ví­ti­mas.

c) Os atos de vi­o­lên­cia não têm ex­cep­ci­o­nal sig­ni­fi­ca­ção, por­que man­têm as mes­mas for­mas e téc­ni­cas, ra­zões e con­vic­ções con­for­me as con­fi­gu­ra­ções e os mo­vi­men­tos da so­ci­e­da­de.

d) A vi­o­lên­cia en­tra co­mo ele­men­to im­por­tan­te da cul­tu­ra po­lí­ti­ca com a qual se or­de­nam ou se trans­for- mam as re­la­ções en­tre os do­nos do po­der e os se­to­res so­ci­ais tor­na­dos su­bal­ter­nos. (UNICAMP 2016)

25. "Quan­to se­ja lou­vá­vel a um prín­ci­pe man­ter a fé, apa­ren­tar vir­tu­des e vi­ver com in­te­gri­da­de, não com as­tú­cia, to­dos o com­pre­en­dem; con­tu­do, ob­ser­va-se, pe­la ex­pe­ri­ên­cia, em nos­sos tem­pos, que hou­ve prín­ci­pes que fi­ze­ram gran­des coi­sas, mas em pou­ca con­ta ti­ve­ram a pa­la­vra da­da, e sou­be­ram, pe­la as­tú­cia, trans­tor­nar a ca­be­ça dos ho­mens, su­pe­ran­do, en­fim, os que fo­ram le­ais (...). Um prín­ci­pe pru­den­te não po­de nem de­ve guar­dar a pa­la­vra da­da quan­do is­so se lhe tor­ne pre­ju­di­ci­al e quan­do as cau­sas que o de­ter­mi­na­ram ces­sem de exis­tir."

(NICOLAU MAQUIAVEL, O Prín­ci­pe. São Paulo: No­va

Cul­tu­ral, 1997, p. 73-85.)

A par­tir des­se ex­cer­to da obra, pu­bli­ca­da em 1513, é cor­re­to afir­mar que:

a) O jo­go das apa­rên­ci­as e a ló­gi­ca da for­ça são al­gu­mas das prin­ci­pais ar­ti­ma­nhas da po­lí­ti­ca mo­der­na ex­pli­ci­ta­das por Maquiavel.

b) A pru­dên­cia, pa­ra ser vis­ta co­mo uma vir­tu­de, não de­pen­de dos re­sul­ta­dos, mas de es­tar de acor­do com os prin­cí­pi­os da fé.

c) Os prin­cí­pi­os e não os re­sul­ta­dos é que de­fi­nem o jul­ga­men­to que as pes­so­as fa­zem do go­ver­nan­te, por is­so é lou­vá­vel a in­te­gri­da­de do prín­ci­pe.

d) A ques­tão da ma­nu­ten­ção do po­der é o prin­ci­pal de­sa­fio ao prín­ci­pe e, por is­so, ele não pre­ci­sa cum­prir a pa­la­vra da­da, des­de que au­to­ri­za­do pe­la Igre­ja.

(Dis­po­ní­vel em: http://por­tal.iphan.gov.br. Aces­so em: 6 abr.

2016.)

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