Re­gu­la­ção fa­lha e bô­nus ele­va­dos fi­ze­ram es­tra­gos

Valor Econômico - - PRIMEIRA PÁGINA - Vanessa Ada­chi e Ma­ria Lui­za Fil­guei­ras EU& Fim de Se­ma­na

Em 15 de se­tem­bro de 2008, a que­bra do Leh­man Brothers lan­çou o mun­do em uma cri­se sem pre­ce­den­tes. O fim da­que­la era de su­pe­ra­la­van­ca­gem e pro­du­tos fi­nan­cei­ros mi­ra­bo­lan­tes fez ruir no Bra­sil um gru­po de em­pre­sas que vi­nham apos­tan­do em de­ri­va­ti­vos cam­bi­ais exó­ti­cos pa­ra tur­bi­nar os ga­nhos. Dez anos de­pois, o Va­lor ou­viu 30 pes­so­as que par­ti­ci­pa­ram do epi­só­dio e re­ve­la co­mo se che­gou ao pon­to sem vol­ta dos de­ri­va­ti­vos. Uma com­bi­na­ção de in­cen­ti­vos fi­nan­cei­ros a exe­cu­ti­vos e fal­ta de con­tro­les cons­pi­rou pa­ra que 200 a 300 em­pre­sas re­gis­tras­sem per­das de US$ 10 bi­lhões. Na sequên­cia, ban­cos me­lho­ra­ram as po­lí­ti­cas pa­ra ven­da de pro­du­tos, a CVM pas­sou a exi­gir a divulgação da po­si­ção das em­pre­sas aber­tas em de­ri­va­ti­vos e cri­ou-se uma cen­tral que per­mi­te aos ban­cos ava­li­ar me­lhor seus ris­cos em de­ri­va­ti­vos.

Pá­gi­na C8

Ben Ber­nan­ke, que co­man­dou o Fed du­ran­te a cri­se, afir­ma que o pâ­ni­co nos mer­ca­dos foi o prin­ci­pal mo­ti­vo da gra­vi­da­de da gran­de re­ces­são ini­ci­a­da em 2008. Ho­je pes­qui­sa­dor do Bro­o­kings Ins­ti­tu­ti­on, ele sus­ten­ta que o estouro da bo­lha no se­tor imo­bi­liá­rio dos EUA foi ape­nas um pro­pul­sor se­cun­dá­rio por trás do gran­de mer­gu­lho da eco­no­mia.

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