Ci­ro Go­mes

Valor Econômico - - OPINIÃO -

O re­su­mo da sa­ba­ti­na fei­ta com o can­di­da­to Ci­ro Go­mes pe­los jor­na­lis­tas Cris­ti­an Klein e Bru­no Vil­las Bôas, pu­bli­ca­da na pá­gi­na A10 do Va­lor de on­tem, 13-9-2018, evi­den­cia que o po­lí­ti­co ce­a­ren­se con­ti­nua com sua co­nhe­ci­da lín­gua vi­pe­ri­na, atin­gin­do a to­dos seus ad­ver­sá­ri­os de uma ma­nei­ra ge­ral, po­rém uti­li­zan­do uma es­tra­té­gia to­da es­pe­ci­al quan­do se re­fe­re a Lu­la, nu­ma ati­tu­de pro­po­si­tal­men­te am­bí­gua, mas ba­ju­la­do­ra, uma vez que dis­pu­ta com Had­dad o elei­tor nor­des­ti­no e não po­de cor­rer o ris­co de fe­rir o sen­ti­men­to de uma gran­de mai­o­ria, que tem o ex-pre­si­den­te qua­se co­mo uma di­vin­da­de. Em re­la­ção ao que dis­se o can­di­da­to Ci­ro Go­mes — o Bra­sil não aguen­ta ou­tra Dil­ma — o cor­re­to se­ria di­zer que o país não su­por­ta ou­tro im­pe­a­ch­ment ou gol­pe, co­mo quei­ram. O pró­prio senador tu­ca­no, Tas­so Je­reis­sa­ti, re­co­nhe­ceu que a mar­cha da in­sen­sa­tez te­ve iní­cio quan­do o can­di­da­to Aé­cio Ne­ves se re­cu­sou a acei­tar a vi­tó­ria de Dil­ma em 2014. Se is­so se re­pe­tir em fun­ção da vi­tó­ria de Had­dad ou de ou­tro que o es­ta­blish­ment não acei­te, cai­re­mos num pre­ci­pí­cio ins­ti­tu­ci­o­nal sem vol­ta.

Pa­ci­fi­car o país sig­ni­fi­ca res­ta­be­le­cer a ins­ti­tu­ci­o­na­li­da­de rom­pi­da com a de­po­si­ção de Dil­ma e — acres­cen­to — com a pri­são de Lu­la. Gos­tem ou não.

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