Au­men­to da pro­du­ção da Opep der­ru­ba co­ta­ção

Valor Econômico - - | EMPRESAS INDÚSTRIA -

Os pre­ços do pe­tró­leo fe­cha­ram em que­da on­tem, de­vol­ven­do par­te dos ga­nhos do dia an­te­ri­or, quan­do ha­vi­am si­do im­pe­li­dos, mais uma vez, por te­mo­res re­la­ci­o­na­dos à pas­sa­gem do Fu­ra­cão Flo­ren­ce, que tem per­di­do in­ten­si­da­de nos úl­ti­mos di­as, sen­do re­bai­xa­do da ca­te­go­ria 4 pa­ra 3 e, ago­ra, a 2. As­sim, pre­va­le­ce­ram nes­sa ses­são os si­nais de que a Or­ga­ni­za­ção dos Paí­ses Ex­por­ta­do­res de Pe­tró­leo (Opep) es­tá am­pli­an­do a pro­du­ção.

On­tem, os con­tra­tos do WTI pa­ra ou­tu­bro fe­cha­ram em bai­xa de 2,53%, a US$ 68,59 por bar­ril, na Bol­sa de Mer­ca­do­ri­as de No­va York (Ny­mex), en­quan­to os do Brent pa­ra no­vem­bro ce­de­ram 1,96%, a US$ 78,18 por bar­ril, na ICE, em Lon­dres. Des­sa for­ma, o Brent in­ter­rom­peu sequên­cia de qua­tro ses­sões em al­ta, ten­do che­ga­do a to­car, na quar­ta-fei­ra, a mar­ca de US$ 80 pe­la pri­mei­ra vez des­de maio. O WTI, por sua vez, ha­via fe­cha­do, tam­bém na quar­ta, no mai­or ní­vel des­de 20 de ju­lho.

Re­la­tó­rio men­sal da Agên­cia In­ter­na­ci­o­nal de Ener­gia (AIE) mos­trou que a pro­du­ção da Opep au­men­tou o correspondente a 420 mil bar­ris/dia em agos­to, o mai­or au­men­to men­sal em mais de dois anos, que co­lo­cou a pro­du­ção do car­tel em má­xi­ma de no­ve me­ses, pu­xa­da pe­la ofer­ta da Lí­bia, Ira­que, Ni­gé­ria e Arábia Saudita, que “mais do que com­pen­sa­ram as per­das do Irã às vés­pe­ras da im­ple­men­ta­ção de san­ções dos EUA”, in­for­mou a AIE.

Em agos­to, a pro­du­ção do Irã caiu o correspondente a 150 mil bar­ris/dia, to­ta­li­zan­do 3,63 mi­lhões de bar­ris/dia. As ex­por­ta­ções do país caí­ram em 280 mil bar­ris/dia, to­ta­li­zan­do 1,9 mi­lhão de bar­ris/dia em agos­to.

“Com o au­men­to da pro­du­ção e a de­sa­ce­le­ra­ção do cres­ci­men­to da de­man­da, a ten­dên­cia é de que o mer­ca­do não so­fra mui­to com o em­bar­go ao Irã”, diz Nor­bert Ru­ec­ker, di­re­tor de es­tra­té­gia ma­cro e de pes­qui­sa de com­mo­dity do ban­co Ju­lius Ba­er.

Ain­da as­sim, há qu­em con­si­de­re a pos­si­bi­li­da­de de ga­nhos adi­ci­o­nais pa­ra os pre­ços, in­clu­si­ve aci­ma da mar­ca de US$ 80 pa­ra o bar­ril do Brent. O ban­co de in­ves­ti­men­tos In­ves­tec ob­ser­va que, na má­xi­ma in­tra­dia do ano, o Brent foi a US$ 80,50 em maio. “No en­tan­to, o Brent não fe­chou aci­ma de US$ 80, o que sig­ni­fi­ca que uma gran­de bar­rei­ra psi­co­ló­gi­ca foi atin­gi­da, mas não pro­pri­a­men­te su­pe­ra­da”, diz Cal­lum Macpher­son, ana­lis­ta do In­ves­tec.

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