Sob pres­são, ACM Ne­to de­cla­ra vo­to em Bol­so­na­ro

Valor Econômico - - POLÍTICA - Mar­ce­lo Ri­bei­ro e Rapha­el Di Cun­to

Ho­ras após de o DEM li­be­rar seus mem­bros a vo­ta­rem co­mo qui­se­rem no se­gun­do tur­no da elei­ção pre­si­den­ci­al, o pre­si­den­te na­ci­o­nal da si­gla, ACM Ne­to, de­cla­rou on­tem que apoi­a­rá Jair Bol­so­na­ro (PSL). Ali­a­dos do pre­fei­to de Sal­va­dor disseram ao Va­lor que ele es­ta­va con­tra­ri­a­do em anun­ci­ar, mas aca­bou pres­si­o­na­do, da­da a ri­va­li­da­de com o PT na Bahia. Ain­da que te­nha re­sis­tên­cia a al­gu­mas ban­dei­ras de­fen­di­das pe­lo mi­li­tar, ACM Ne­to foi ori­en­ta­do a se po­si­ci­o­nar con­tra Fer­nan­do Had­dad (PT), ali­a­do do go­ver­na­dor bai­a­no Rui Cos­ta, seu ad­ver­sá­rio lo­cal.

“Nos­so cam­po não é o do PT. Da­da a cir­cuns­tân­cia des­se se­gun­do tur­no, eu irei vo­tar em Bol­so­na­ro. Não con­cor­do 100% com os pen­sa­men­tos, as ban­dei­ras e as pre­ga­ções, mas não pre­ci­so con­cor­dar 100% com al­guém pa­ra acre­di­tar que al­guém me­re­ce meu vo­to, so­bre­tu­do quan­do te­mos ape­nas du­as al­ter­na­ti­vas. Aque­le que ti­nha ple­na con­cor­dân­cia da mi­nha par­te [Geraldo Alck­min] fi­cou no pri­mei­ro tur­no. No en­tan­to, dis­cor­do 100% do re­tor­no do PT”, dis­se o pre­fei­to. ACM Ne­to des­ta­cou que o par­ti­do de Had­dad dei­xou o Bra­sil “em gra­vís­si­ma cri­ses econô­mi­ca, so­ci­al, mo­ral e po­lí­ti­ca” e atri­buiu sua de­ci­são ao en­vol­vi­men­to do PT em ca­sos de cor­rup­ção e ao al­to ín­di­ce de de­sem­pre­go.

On­tem, ou­tras cin­co le­gen­das anun­ci­a­ram neu­tra­li­da­de so­bre a se­gun­da eta­pa da elei­ção: PR, PSD, PPS, So­li­da­ri­e­da­de e Po­de­mos. Ou­tro ca­ci­que do Nor­des­te que se po­si­ci­o­nou on­tem foi o se­na­dor Tas­so Je­reis­sa­ti (PSDB-CE). Ao Va­lor, o ex-pre­si­den­te da si­gla tu­ca­na anun­ci­ou que fi­ca­rá neu­tro e não en­dos­sa­rá o po­si­ci­o­na­men­to do ir­mão Car­los Je­reis­sa­ti, en­tu­si­as­ta de Bol­so­na­ro. O par­la­men­tar de­fen­deu que o PSDB per­ma­ne­ça na opo­si­ção in­de­pen­den­te do des­fe­cho nas ur­nas. “Não apoio nem Had­dad, nem Bol­so­na­ro. De­fen­do a opo­si­ção aos dois e que não par­ti­ci­pe­mos do go­ver­no de ne­nhum dos dois. A pos­si­bi­li­da­de de ace­no elei­to­ral não exis­te a ne­nhum. Sem chan­ces. Um ace­no pe­la go­ver­na­bi­li­da­de, co­mo sem­pre fi­ze­mos, é pos­sí­vel”, dis­se.

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