Com­pe­ti­ção ban­cá­ria

Valor Econômico - - OPINIÃO -

A no­tí­cia “Fu­tu­ro mi­nis­tro quer BB em mãos pri­va­das" (Va­lor, de 8/11/, p. A9) nos in­for­ma que o ob­je­ti­vo é “au­men­tar a com­pe­ti­ção no con­cen­tra­do mer­ca­do ban­cá­rio bra­si­lei­ro”, me­di­an­te a fu­são do Ban­co do Bra­sil (52 lu­gar no ran­king mun­di­al e 5 mar­ca mais va­li­o­sa do Bra­sil, com ati­vos de US$ 380 bi­lhões) com o Bank of Ame­ri­ca Corp. (6

mai­or hol­ding ban­cá­ria e fi­nan­cei­ra do mun­do, com ati­vos de US$ 2,2 tri­lhões. Con­for­me Ja­mes B. Glatt­fel­der, em seu já clás­si­co “De­co­ding Com­ple­xity: Un­co­ve­ring Pat­terns in Eco­no­mic Networks”, o Bank of Ame­ri­ca per­ten­ce ao nú­cleo du­ro das 18 mai­o­res cor­po­ra­ções fi­nan­cei­ras trans­na­ci­o­nais mun­di­ais, que con­tro­la a eco­no­mia mun­di­al, que de­têm 72% das li­ga­ções com as 43.060 mai­o­res cor­po­ra­ções trans­na­ci­o­nais, em 116 paí­ses.

Se­gun­do Glatt­fel­der, uma das con­sequên­ci­as po­ten­ci­ais de tal si­tu­a­ção é o en­fra­que­ci­men­to da com­pe­ti­ção e o fa­to de a for­te in­ter­de­pen­dên­cia en­tre es­sas su­pe­ren­ti­da­des po­der acar­re­tar ins­ta­bi­li­da­de fi­nan­cei­ra.

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