Tec­ni­sa se­rá mi­no­ri­tá­ria em pro­je­tos com fun­dos

Valor Econômico - - | EMPRESAS INDÚSTRIA - Cons­tru­ção Chi­a­ra Quin­tão

A Tec­ni­sa vai ado­tar es­tra­té­gia de lan­ça­men­tos em par­ce­ria com fun­dos e se­rá mi­no­ri­tá­ria nos pro­je­tos, se­gun­do o pre­si­den­te da com­pa­nhia, Jo­seph Ni­gri, in­for­mou ao Va­lor. “Va­mos mo­ne­ti­zar par­te do que in­ves­ti­mos em ter­re­nos e te­re­mos ex­po­si­ção de cai­xa me­nor”, afir­ma Ni­gri.

O mo­de­lo possibilita, se­gun­do o pre­si­den­te da Tec­ni­sa, ta­xas de re­tor­no mais ele­va­das. A par­tir de de­ter­mi­na­do pa­ta­mar de ven­das, a in­cor­po­ra­do­ra te­rá per­cen­tu­al do re­sul­ta­do su­pe­ri­or ao do só­cio. A re­to­ma­da da apre­sen­ta­ção de pro­je­tos ao mer­ca­do tam­bém vai con­tri­buir pa­ra a re­du­ção de cus­tos fi­xos.

A exe­cu­ção da no­va es­tra­té­gia co­me­ça­rá por três em­pre­en­di­men­tos, lo­ca­li­za­dos na ci­da­de de São Pau­lo, nos quais a Tec­ni­sa te­rá 20% de par­ti­ci­pa­ção e um fun­do es­tran­gei­ro se­rá ma­jo­ri­tá­rio com 80%. As ne­go­ci­a­ções com o fun­do es­tão em fa­se de “due dil­li­gen­ce” (aná­li­se de da­dos).

Es­ses lan­ça­men­tos es­tão pre­vis­tos pa­ra o pri­mei­ro se­mes­tre de 2019. Tra­ta-se de dois pro­je­tos da fai­xa 3 do pro­gra­ma ha­bi­ta­ci­o­nal Mi­nha Ca­sa, Mi­nha Vi­da e um em­pre­en­di­men­to com uni­da­des de qua­tro dor­mi­tó­ri­os e va­lor de até R$ 1,4 mi­lhão, en­qua­dra­das no no­vo li­mi­te pa­ra uso dos re­cur­sos do Fun­do de Ga­ran­tia do Tem­po de Ser­vi­ço (FGTS), de R$ 1,5 mi­lhão.

Há con­ver­sas em cur­so com ou­tros fun­dos. “A dis­po­ni­bi­li­da­de de fun­dos em ne­go­ci­ar se acen­tu­ou de­pois das elei­ções”, diz o di­re­tor fi­nan­cei­ro e de re­la­ções com in­ves­ti­do­res da Tec­ni­sa, Flá­vio Vi­di­gal de Cá­pua.

No Jar­dim das Per­di­zes, mai­or pro­je­to da com­pa­nhia, de­sen­vol­vi­do na zo­na Oes­te da ca­pi­tal pau­lis­ta, o no­vo mo­de­lo não se­rá ado­ta­do, mas a com­pa­nhia es­tá sem­pre aber­ta a ne­go­ci­a­ções, se­gun­do Ni­gri. A Tec­ni­sa tem 57,2% do Jar­dim das Per­di­zes, e os de­mais 42,5% são da Hi­nes. A com­pa­nhia ava­lia com os só­ci­os o me­lhor mo­men­to pa­ra re­to­mar lan­ça­men­tos do em­pre­en­di­men­to.

Ni­gri afir­ma es­tar otimista em re­la­ção ao mer­ca­do, ao no­vo go­ver­no — li­de­ra­do pe­lo pre­si­den­te elei­to Jair Bol­so­na­ro (PSL) — e à apro­va­ção de re­gu­la­men­ta­ção pa­ra os cha­ma­dos dis­tra­tos.

Se­gun­do o pre­si­den­te da com­pa­nhia, do ter­cei­ro pa­ra o qu­ar­to tri­mes­tre, a in­cor­po­ra­do­ra pas­sou por seu pon­to de in­fle­xão. As ven­das lí­qui­das de ou­tu­bro che­ga­ram a R$ 30 mi­lhões. “Ti­ve­mos re­cor­de de vi­si­tas no mês”, diz.

No ter­cei­ro tri­mes­tre, as ven­das lí­qui­das da Tec­ni­sa fi­ca­ram ne­ga­ti­vas em R$ 4,2 mi­lhões. As ven­das bru­tas caí­ram 64%, pa­ra R$ 64 mi­lhões, e os dis­tra­tos ti­ve­ram que­da de 40%, pa­ra R$ 68 mi­lhões. A com­pa­nhia re­gis­trou re­cei­ta lí­qui­da ne­ga­ti­va em R$ 26,4 mi­lhões de ju­lho a se­tem­bro.

O pre­juí­zo lí­qui­do da Tec­ni­sa re­cu­ou 48,3%, na com­pa­ra­ção anu­al, pa­ra R$ 73,4 mi­lhões. A di­mi­nui­ção da per­da re­sul­tou da re­du­ção de des­pe­sas. Hou­ve que­da de 9% das des­pe­sas ge­rais e ad­mi­nis­tra­ti­vas, pa­ra R$ 15 mi­lhões. O re­sul­ta­do fi­nan­cei­ro lí­qui­do foi um pre­juí­zo de R$ 8,6 mi­lhões, 52% me­nor do que o de um ano an­tes.

A ru­bri­ca “ou­tras des­pe­sas ope­ra­ci­o­nais” fi­cou em R$ 7 mi­lhões, o que representa que­da de 91%. Es­sas des­pe­sas se re­fe­rem a gas­tos com in­de­ni­za­ções a cli­en­tes, pro­vi­sões pa­ra con­tin­gên­ci­as ju­di­ci­ais, gas­tos com ma­nu­ten­ção de pro­je­tos con­cluí­dos, amor­ti­za­ção de re­men­su­ra­ção do in­ves­ti­men­to no Jar­dim das Per­di­zes fei­ta no fim de 2015 e re­ver­são da pro­vi­são pa­ra dis­tra­tos.

Es­tra­té­gia se­rá ado­ta­da na re­to­ma­da dos lan­ça­men­tos da em­pre­sa, pre­vis­ta pa­ra o 1 se­mes­tre de 2019

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