.EZTec vê iní­cio de no­vo ci­clo e Cy­re­la tem per­da ele­va­da

Valor Econômico - - | EMPRESAS INDÚSTRIA - (CQ)

De­pois de três anos vi­ven­do a cri­se do se­tor acir­ra­da com a re­tra­ção dos fi­nan­ci­a­men­tos pe­la Cai­xa Econô­mi­ca Fe­de­ral, no se­gun­do tri­mes­tre de 2015, a EZTec te­ve, no ter­cei­ro tri­mes­tre des­te ano, o co­me­ço de seu no­vo ci­clo, de acor­do com o di­re­tor fi­nan­cei­ro e de re­la­ções com in­ves­ti­do­res, Emí­lio Fu­gaz­za.

“As ven­das fo­ram as me­lho­res que ti­ve­mos em mui­tos tri­mes­tres”, afir­ma o exe­cu­ti­vo. Se­gun­do Fu­gaz­za, há um en­ten­di­men­to de que os pre­ços de imó­veis ten­dem a su­bir e que o mer­ca­do vai se mo­vi­men­tar, o que con­tri­bui pa­ra a to­ma­da mais rá­pi­da da de­ci­são de com­pra. O ter­cei­ro tri­mes­tre foi o pri­mei­ro sem “po­lí­ti­ca agres­si­va de des­con­tos”.

O exe­cu­ti­vo res­sal­ta que o iní­cio de no­vo ci­clo po­lí­ti­co traz a pers­pec­ti­va de no­vo ci­clo econô­mi­co. Na ava­li­a­ção de Fu­gaz­za, a ten­dên­cia é que o no­vo go­ver­no — en­ca­be­ça­do por Jair Bol­so­na­ro (PSL) — ofe­re­ça me­nos en­tra­ves aos in­ves­ti­men­tos da ini­ci­a­ti­va pri­va­da.

“Pre­ci­sa­mos que a re­gu­la­men­ta­ção dos dis­tra­tos se­ja apro­va­da, que as pre­fei­tu­ras es­te­jam or­ga­ni­za­das pa­ra que as in­cor­po­ra­do­ras pos­sam lan­çar em­pre­en­di­men­tos e que o Mi­nis­té­rio Pú­bli­co com­pre­en­da que os lan­ça­men­tos con­tri­bu­em pa­ra a ge­ra­ção de em­pre­gos”, diz o exe­cu­ti­vo.

Por en­quan­to, a EZTec lan­çou R$ 565 mi­lhões, al­can­çan­do a me­ta pa­ra o ano, de R$ 500 mi­lhões a R$ 1 bi­lhão. De ja­nei­ro a se­tem­bro, a com­pa­nhia apre­sen­tou R$ 235 mi­lhões ao mer­ca­do e, des­de en­tão, mais R$ 330 mi­lhões. A ex­pec­ta­ti­va é che­gar a R$ 800 mi­lhões até o fim de de­zem­bro e dar con­ti­nui­da­de ao cres­ci­men­to no pró­xi­mo ano.

No ter­cei­ro tri­mes­tre, o lu­cro lí­qui­do da EZTec caiu 88%, na com­pa­ra­ção anu­al, pa­ra R$ 33,88 mi­lhões. A re­cei­ta lí­qui­da te­ve que­da de 87%, pa­ra R$ 87 mi­lhões. A com­pa­nhia te­ve mar­gem lí­qui­da de 38,9%, an­te o in­di­ca­dor de 40,5% um ano an­tes. A ba­se de com­pa­ra­ção do ter­cei­ro tri­mes­tre do ano pas­sa­do é mui­to ele­va­da de­vi­do à ven­da da Tor­re B do EZTowers pa­ra a Bro­ok­fi­eld. A mar­gem bru­ta caiu de 45,5%, no ter­cei­ro tri­mes­tre de 2017, pa­ra 33,7% de ju­lho a se­tem­bro. O in­di­ca­dor con­ti­nua a ser im­pac­ta­do pe­los dis­tra­tos.

O re­sul­ta­do fi­nan­cei­ro lí­qui­do cres­ceu 211%, pa­ra R$ 35,4 mi­lhões. A equi­va­lên­cia pa­tri­mo­ni­al su­biu 45%, pa­ra R$ 10,78 mi­lhões. A EZTec ge­rou cai­xa de R$ 10,1 mi­lhões, sem con­si­de­rar o pa­ga­men­to de R$ 85,2 mi­lhões em di­vi­den­dos. No fim de se­tem­bro, a com­pa­nhia ti­nha cai­xa lí­qui­do de R$ 336,4 mi­lhões.

Já a Cy­re­la apre­sen­tou pre­juí­zo lí­qui­do de R$ 120,7 mi­lhões, 17,8 ve­zes mai­or do que o do ter­cei­ro tri­mes­tre do ano pas­sa­do. A re­cei­ta te­ve al­ta de 21,2%, pa­ra R$ 724,8 mi­lhões. A mar­gem bru­ta da in­cor­po­ra­do­ra au­men­tou de 24,6% pa­ra 28,3%, com a mai­or ren­ta­bi­li­da­de dos lan­ça­men­tos.

O re­sul­ta­do lí­qui­do da Cy­re­la te­ve im­pac­to ne­ga­ti­vo de R$ 94 mi­lhões de des­pe­sas re­pa­ra­tó­ri­as no Nor­des­te — R$ 32 mi­lhões de­sem­bol­sa­dos e pro­vi­são de R$ 62 mi­lhões. Hou­ve efei­to ne­ga­ti­vo de R$ 29 mi­lhões de bai­xa con­tá­bil de ter­re­no no Rio de Ja­nei­ro e im­pac­to ne­ga­ti­vo de R$ 31 mi­lhões de no­vas con­tin­gên­ci­as. O re­sul­ta­do fi­nan­cei­ro fi­cou ne­ga­ti­vo em R$ 1 mi­lhão, an­te o va­lor po­si­ti­vo de R$ 12 mi­lhões de um ano an­tes. A Cy­re­la ge­rou cai­xa de R$ 303 mi­lhões no ter­cei­ro tri­mes­tre.

O lu­cro lí­qui­do da Ten­da cres­ceu 109,8%, no ter­cei­ro tri­mes­tre, pa­ra R$ 64,4 mi­lhões. A re­cei­ta lí­qui­da au­men­tou 27,7%, pa­ra R$ 461,5 mi­lhões. A mar­gem bru­ta caiu de 36,3% pa­ra 33,6%. A com­pa­nhia re­co­nhe­ceu, no re­sul­ta­do do tri­mes­tre, R$ 18 mi­lhões de cus­to in­cor­ri­do de fa­se não en­tre­gue de pro­je­to na re­gião de Be­lém. A in­cor­po­ra­do­ra ge­rou cai­xa de R$ 72,5 mi­lhões de ju­lho a se­tem­bro. Em no­ve me­ses, a ge­ra­ção de cai­xa foi de R$ 193 mi­lhões.

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