QUEDAS NOS IDOSOS

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Nos idosos (+ 65 anos) um dos mai­o­res ris­cos pa­ra a saú­de são os aci­den­tes, so­bre­tu­do as quedas. Es­te gru­po etá­rio re­pre­sen­ta cer­ca de 14% das ví­ti­mas de aci­den­tes de trân­si­to e 29% dos peões mor­tos; nos aci­den­tes do­més­ti­cos 14% são idosos, so­bre­tu­do mu­lhe­res.

Uma em ca­da 3 pes­so­as com +65 anos so­fre 1 aci­den­te/ano. Cer­ca de me­ta­de dos idosos com +80 anos so­fre 1 que­da/ano.

Em 100 quedas 20 ne­ces­si­tam cui­da­dos mé­di­cos, sen­do que 5 de­cor­rem com fra­tu­ra.

Em to­dos os ti­pos de aci­den­tes nos +75 anos de ida­de, as quedas re­pre­sen­tam 90% das si­tu­a­ções, se­guin­do-se as quei­ma­du­ras e in­to­xi­ca­ções.

As se­nho­ras com +75 anos, de­vi­do a vá­ri­os fa­to­res (exem­plo, os­te­o­po­ro­se), são das mais sus­ce­tí­veis de quedas com fra­tu­ra, o que le­va a per­da de con­fi­an­ça, di­mi­nui­ção na atividade da vida diá­ria, li­mi­tan­do a qua­li­da­de de vida.

Em pes­so­as com +75 anos de ida­de, a per­cen­ta­gem de in­ter­na­men­tos pós-que­da va­ria en­tre 11% – 12%, e o tem­po de hos­pi­ta­li­za­ção au­men­ta com a ida­de.

Em Por­tu­gal, o au­men­to da in­ci­dên­cia de fra­tu­ras é su­pe­ri­or ao au­men­to do en­ve­lhe­ci­men­to da po­pu­la­ção (mai­or se­den­ta­ris­mo, e mais os­te­o­po­ro­se).

Após 1 ano da fra­tu­ra da ex­tre­mi­da­de pro­xi­mal do fé­mur cer­ca de 10%-20% das pes­so­as mor­rem, cer­ca de 50% tem per­da fun­ci­o­nal/mo­to­ra e só 30% apre­sen­ta re­cu­pe­ra­ção fun­ci­o­nal to­tal.

A pre­ven­ção dos aci­den­tes em pes­so­as ido­sas é fun­da­men­tal, sen­do ne­ces­sá­ria a avaliação dos fa­to­res de ris­cos in­trín­se­cos, am­bi­en­tais e com­por­ta­men­tais.

- an­te­ce­den­tes de quedas, pe­lo me­nos uma no ano an­te­ri­or, ida­de, se­xo fe­mi­ni­no, fár­ma­cos, co-mor­bi­li­da­de, al­te­ra­ções da mar­cha e do equi­lí­brio, se­den­ta­ris­mo, es­ta­do psí­qui­co, nu­tri­ção, al­te­ra­ções cog­ni­ti­vas, dé­fi­ces vi­su­al e/ou au­di­ti­vo, do­en­ças os­te­o­ar­ti­cu­la­res e li­mi­ta­ção fun­ci­o­nal.

(me­ta­de das quedas), co­mo a ilu­mi­na­ção, ta­pe­tes sol­tos ou com do­bras, su­per­fí­ci­es es­cor­re­ga­di­as, de­graus, au­sên­cia de es­tru­tu­ras de apoio (cor­ri­mão), po­si­ci­o­na­men­to ina­de­qua­do de pra­te­lei­ras, ves­tuá­rio e sa­pa­tos ina­pro­pri­a­dos, obs­tá­cu­los no ca­mi­nho (mó­veis, fi­os e pe­que­nos ob­jec­tos), or­tó­te­ses ina­de­qua­das e via pú­bli­ca em mau es­ta­do.

FA­TO­RES DE RIS­CO COM­POR­TA­MEN­TAIS, ocor­rem nos idosos mais ina­ti­vos pe­la fra­gi­li­da­de, e nos mais ati­vos pe­la ex­po­si­ção ao ris­co.

Há que ter em con­ta a pre­ven­ção e in­ter­ven­ção nas quedas nos idosos, as­sun­tos pa­ra a próxima Co­lu­na de Saú­de.

FA­TO­RES DE RIS­CO IN­TRÍN­SE­COS FA­TO­RES AM­BI­EN­TAIS

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