LITÍASE VESICULAR

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SIL­VES­TRE CARNEIRO

A ve­sí­cu­la bi­li­ar é um ór­gão em for­ma de sa­co lo­ca­li­za­do por bai­xo do fí­ga­do, no la­do di­rei­to do ab­dó­men.

Os cál­cu­los ve­si­cu­la­res (“pe­dra na ve­sí­cu­la” ou litíase vesicular) são de­pó­si­tos de subs­tân­ci­as que exis­tem na bi­le. Va­ri­am de ta­ma­nho de grãos de areia até vá­ri­os cen­tí­me­tros e ser úni­cos ou exis­tir às de­ze­nas.

FA­TO­RES DE RIS­CO - Au­men­tam o ris­co de cál­cu­los: se­xo fe­mi­ni­no, ida­de su­pe­ri­or a 60 anos, obe­si­da­de, gra­vi­dez, con­su­mo de gor­du­ras, di­a­be­tes, his­tó­ria fa­mi­li­ar de cál­cu­los, al­guns me­di­ca­men­tos, en­tre ou­tros.

PRE­VEN­ÇÃO - Fa­zer re­fei­ções a ho­ras re­gu­la­res. Ema­gre­cer len­ta­men­te. Evi­tar a obe­si­da­de.

SIN­TO­MAS - Po­dem não cau­sar sin­to­mas,mas po­dem tam­bém ori­gi­nar sin­to­mas im­por­tan­tes, so­bre­tu­do: - Dor in­ten­sa no la­do di­rei­to ou na par­te cen­tral do ab­dó­men; - Dor no la­do di­rei­to do dor­so, en­tre as omo­pla­tas ou no om­bro di­rei­to; - Náu­se­as e vó­mi­tos.

A dor po­de du­rar de mi­nu­tos a ho­ras e as cri­ses po­dem su­ce­der-se ao lon­go do tem­po, com pe­ri­o­di­ci­da­de de di­as a me­ses.

Si­nais de alar­me que acon­se­lham o re­cur­so ime­di­a­to ao mé­di­co: - Dor tão in­ten­sa que não deixa o do­en­te per­ma­ne­cer qui­e­to; - Apa­re­ci­men­to de cor ama­re­la nos olhos ou pe­le (ic­te­rí­cia); - Fe­bre e ar­re­pi­os.

COM­PLI­CA­ÇÕES

- In­fla­ma­ção da ve­sí­cu­la (co­le­cis­ti­te agu­da) - po­de cau­sar dor in­ten­sa, fe­bre, ab­ces­sos e ro­tu­ra da ve­sí­cu­la; - Obs­tru­ção dos ca­nais bi­li­a­res - ocor­re ic­te­rí­cia e pos­si­vel­men­te in­fe­ção e le­são do fí­ga­do; - Obs­tru­ção do ca­nal pan­creá­ti­co - si­tu­a­ção grave (pan­cre­a­ti­te) que obri­ga a hos­pi­ta­li­za­ção; - Can­cro da ve­sí­cu­la – os do­en­tes com cál­cu­los têm ris­co au­men­ta­do de can­cro na ve­sí­cu­la. No en­tan­to es­te can­cro é ra­ro!

DI­AG­NÓS­TI­CO - Na sus­pei­ta de cál­cu­los ve­si­cu­la­res o mé­di­co po­de man­dar fa­zer uma eco­gra­fia que de­mons­tra os cál­cu­los ou ou­tras do­en­ças da ve­sí­cu­la ou ór­gãos vi­zi­nhos. Po­de ser ne­ces­sá­rio com­ple­men­tar com ou­tros exa­mes e aná­li­ses san­guí­ne­as.

TRA­TA­MEN­TO - Os cál­cu­los as­sin­to­má­ti­cos des­co­ber­tos por aca­so ha­bi­tu­al­men­te não ne­ces­si­tam de tra­ta­men­to.

Pa­ra os cál­cu­los que cau­sam sin­to­mas a me­lhor op­ção é a re­mo­ção ci­rúr­gi­ca da ve­sí­cu­la bi­li­ar com os cál­cu­los. Es­ta ope­ra­ção faz-se ha­bi­tu­al­men­te por via la­pa­ros­có­pi­ca (co­le­cis­tec­to­mia la­pa­ros­có­pi­ca). Tra­ta-se de uma ope­ra­ção com in­ter­na­men­to mui­to cur­to e des­con­for­to mí­ni­mo pa­ra o do­en­te. A ve­sí­cu­la não é ne­ces­sá­ria pa­ra vi­ver e a co­le­cis­tec­to­mia não tem con­sequên­ci­as di­ges­ti­vas im­por­tan­tes.

Exis­tem me­di­ca­men­tos pa­ra dis­sol­ver os cál­cu­los, mas de atu­a­ção len­ta e pou­co efi­caz. Re­ser­vam-se aos do­en­tes que não po­dem ser ope­ra­dos.

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