ANES­TE­SIA LOCOREGIONAL - RAQUIDIANA E EPIDURAL - PAR­TE 1

A Verdade - - PRIMEIRA PÁGINA - POR­QUE É QUE SE USAM ES­TAS ANESTESIAS?

Ao con­trá­rio da anes­te­sia ge­ral, a anes­te­sia lo­co-re­gi­o­nal “ador­me­ce” ape­nas al­gu­mas re­giões do cor­po pa­ra blo­que­ar a dor. São exem­plos a anes­te­sia raquidiana e a epidural, que são ad­mi­nis­tra­das por meio de in­je­ções na re­gião dor­so-lom­bar.

O mé­di­co anes­te­sis­ta é o res­pon­sá­vel pe­la es­co­lha da op­ção anes­té­si­ca mais ade­qua­da ao do­en­te e pe­la sua exe­cu­ção.

A anes­te­sia raquidiana é tam­bém de­sig­na­da por anes­te­sia in­tra­es­pi­nhal ou blo­queio su­ba­rac­noi­deu. A anes­te­sia epidural tam­bém é cha­ma­da de anes­te­sia pe­ri­du­ral.

São ti­pos de anes­te­sia que têm me­nos efei­tos se­cun­dá­ri­os e ris­cos que a anes­te­sia ge­ral. O do­en­te re­cu­pe­ra mui­to mais ra­pi­da­men­te (em­bo­ra por ve­zes te­nha que es­pe­rar al­gu­mas ho­ras que os efei­tos da anes­te­sia se dis­si­pem pa­ra po­der an­dar nor­mal­men­te). Além dis­so, com es­tas anestesias po­de per­ma­ne­cer acor­da­do e con­ver­sar du­ran­te to­da a ope­ra­ção, cir­cuns­tân­cia que mui­tos do­en­tes va­lo­ri­zam.

A anes­te­sia raquidiana usa-se ge­ral­men­te em ci­rur­gi­as gi­ne­co­ló­gi­cas, uro­ló­gi­cas, nas ci­rur­gi­as das hér­ni­as ou em ope­ra­ções aos mem­bros in­fe­ri­o­res.

A anes­te­sia epidural usa-se so­bre­tu­do no tra­ba­lho de par­to, ci­rur­gia pél­vi­ca e dos mem­bros in­fe­ri­o­res.

AN­TES DE SER SUBMETIDO A QUAL­QUER CI­RUR­GIA E ANES­TE­SIA, O DO­EN­TE DE­VE IN­FOR­MAR: - No ca­so de ser mu­lher, se es­tá ou po­de es­tar grá­vi­da. - Que me­di­ca­men­tos to­ma, in­cluin­do su­ple­men­tos ou me­di­ca­men­tos “na­tu­rais”. - Aler­gi­as de que so­fre. - Se tem his­tó­ria de ou­tras anestesias. De­ve ain­da in­for­mar o ci­rur­gião, ou o anes­te­sis­ta, se ti­ver que to­mar me­di­ca­men­tos no dia da ope­ra­ção. Pa­ra to­mar a me­di­ca­ção que lhe for pres­cri­ta nes­se dia, de­ve be­ber ape­nas um pou­co de água.

Al­guns di­as an­tes da anes­te­sia e ci­rur­gia, po­de ter que dei­xar de to­mar as­pi­ri­na, ou­tros an­tin­fla­ma­tó­ri­os, an­ti­co­a­gu­lan­tes ou ou­tros me­di­ca­men­tos des­ti­na­dos a evi­tar coá­gu­los san­guí­ne­os – de­ve in­for­mar-se com o seu mé­di­co.

Em ca­so de pre­vi­são de al­ta no pró­prio dia da ci­rur­gia é in­dis­pen­sá­vel pla­ne­ar bem o re­gres­so a ca­sa: nes­se dia não po­de­rá con­du­zir e te­rá que ter al­guém no do­mi­cí­lio pa­ra aju­dar.

Se é fu­ma­dor, de­ve pri­var-se de fu­mar no dia da in­ter­ven­ção.

É es­sen­ci­al res­pei­tar o pe­río­do de je­jum que lhe for acon­se­lha­do.

Na pró­xi­ma par­te fa­la­re­mos da exe­cu­ção, ris­co e re­sul­ta­dos des­tes ti­pos de anes­te­sia.

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