ANESTESIA LOCOREGIONAL - PARTE 2

A Verdade - - PRIMEIRA PÁGINA -

De­pois de apre­sen­tar ti­pos e van­ta­gens da anestesia lo­co-re­gi­o­nal, fa­la­mos ago­ra da sua exe­cu­ção, ris­cos e re­sul­ta­dos. PREPARAÇÃO: a pe­le on­de vai ser fei­ta a in­je­ção é de­sin­fe­ta­da. Ha­bi­tu­al­men­te ad­mi­nis­tram-se fluí­dos e ou­tros ti­pos de me­di­ca­ção nu­ma veia, pa­ra ob­ter um me­lhor re­sul­ta­do. Mo­ni­to­ri­zam-se vá­ri­os pa­râ­me­tros do do­en­te: pul­so, ten­são ar­te­ri­al e ní­vel de oxi­gé­nio no san­gue...

O do­en­te po­de per­ma­ne­cer acor­da­do. No en­tan­to po­de ser ador­me­ci­do, se es­ti­ver an­si­o­so.

ANESTESIA EPIDURAL

Ao lon­go do in­te­ri­or da co­lu­na ver­te­bral exis­te um ca­nal on­de se lo­ca­li­za a me­du­la es­pi­nal que es­tá con­ti­da num sa­co e é ba­nha­da por lí­qui­do.

Na anestesia epidural, in­je­ta-se um fár­ma­co jun­to ao sa­co que en­vol­ve a me­du­la es­pi­nal - “es­pa­ço epidural”.

O fár­ma­co blo­queia os im­pul­sos ner­vo­sos de al­gu­mas re­giões, de tal mo­do que o do­en­te não tem aí qual­quer dor. A me­di­ca­ção co­me­ça a atu­ar após al­guns mi­nu­tos e o seu efei­to po­de pro­lon­gar-se o tem­po que for ne­ces­sá­rio. Por tal mo­ti­vo es­ta anestesia é in­di­ca­da em pro­ce­di­men­tos lon­gos, co­mo o tra­ba­lho de par­to.

Dei­xa-se um ca­te­ter no lu­gar da in­je­ção, pe­lo qual se ad­mi­nis­tra mais fár­ma­co anes­té­si­co pa­ra con­tro­lar a dor por pe­río­dos lon­gos.

ANESTESIA RAQUIDIANA

Ao con­trá­rio da anestesia epidural, o anes­te­sis­ta in­je­ta o fár­ma­co no in­te­ri­or do sa­co que ro­deia a me­du­la es­pi­nal, nu­ma úni­ca apli­ca­ção.

A me­di­ca­ção co­me­ça a atu­ar ra­pi­da­men­te, mas o efei­to tam­bém de­sa­pa­re­ce mais de­pres­sa: é uma for­ma de anestesia mais ade­qua­da pa­ra ope­ra­ções mais cur­tas.

APÓS A CIRURGIA

O efei­to da anestesia raquidiana de­sa­pa­re­ce es­pon­ta­ne­a­men­te. Na anestesia epidural, quan­do dei­xa de ser ne­ces­sá­rio o con­tro­lo da dor, sus­pen­de-se a ad­mi­nis­tra­ção do fár­ma­co e re­mo­ve-se o ca­te­ter.

O do­en­te per­ma­ne­ce no lei­to al­gum tem­po pa­ra evi­tar do­res de ca­be­ça. Le­van­ta-se quan­do sen­tir bem os mem­bros in­fe­ri­o­res e ser ca­paz de an­dar sem di­fi­cul­da­de.

Po­de sen­tir li­gei­ras náu­se­as ou ton­tu­ras.

RIS­COS

São dois ti­pos de anestesia mui­to se­gu­ros. Ra­ra­men­te po­dem sur­gir com­pli­ca­ções que de­vem ser tra­ta­das ade­qua­da­men­te: - Re­a­ção alér­gi­ca; - He­mor­ra­gia ou he­ma­to­ma; - Di­fi­cul­da­de em uri­nar; - In­fe­ção; - Le­são ner­vo­sa; - Con­vul­sões (mui­to ra­ro); - Do­res de ca­be­ça.

RE­SUL­TA­DOS

Es­tes ti­pos de anestesia têm óti­mo re­sul­ta­do. O re­co­bro é ha­bi­tu­al­men­te rá­pi­do e as com­pli­ca­ções são ra­ras e pou­co re­le­van­tes.

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