Gro­o­ming Co­mer­ci­al vs. de Ex­po­si­ção

O Gro­o­ming é, aci­ma de tu­do, uma for­ma de ex­pres­são ar­tís­ti­ca. Ca­da tra­ba­lho que exe­cu­ta­mos nun­ca se­rá exa­ta­men­te igual ao an­te­ri­or e nun­ca, mas nun­ca, se­rá igual ao do nos­so co­le­ga.

Caes & Companhia - - Nesta edição - Isa­bel No­bre Gro­o­mer Pro­fis­si­o­nal Fo­tos: Shut­ters­tock

Exis­te uma “re­cei­ta” que es­tá de acordo com o es­ta­lão de ca­da ra­ça, mas de­pois esta va­ria de cão pa­ra cão, por­que ape­sar de se­rem da mes­ma ra­ça não exis­tem dois cães iguais e va­ria tam­bém pela for­ma co­mo ca­da um de nós in­ter­pre­ta aqui­lo que vê no stan­dard da ra­ça. E o tem­pe­ro des­ta “re­cei­ta” é o nos­so pró­prio gos­to pes­so­al, as nos­sas vi­vên­ci­as e o nos­so es­ta­do de es­pí­ri­to. Além das in­di­ca­ções dos cli­en­tes! Com um bo­ca­di­nho de sor­te, o pe­lo es­tá em bo­as con­di­ções e é as­sim que fa­ze­mos o nos­so tra­ba­lho no dia-a-dia. Esta é a nos­sa re­cei­ta e ca­da um de nós co­lo­ca o seu pró­prio tem­pe­ro. Per­cur­so pro­fis­si­o­nal e apren­di­za­gem O que faz um Gro­o­mer, e o per­cur­so pro­fis­si­o­nal e de apren­di­za­gem que ca­da um de nós per­cor­re, é um pou­co va­go pa­ra a mai­o­ria das pes­so­as. So­mos todos di­fe­ren­tes e com per­cur­sos pro­fis­si­o­nais dis­tin­tos. Não exis­tem dois Gro­o­mers com o mes­mo per­cur­so. De­ci­di con­tar-vos um pou­co do meu, pa­ra po­de­rem en­ten­der o que que­ro trans­mi­tir. Gro­o­ming co­mer­ci­al Co­me­cei por aju­dar a mi­nha mãe. Ela era uma das me­lho­res Gro­o­mers do país e eu sua as­sis­ten­te. Pas­sa­do al­gum tem­po, fui ti­rar um Cur­so de Gro­o­ming Co­mer­ci­al. Esta é uma for­ma­ção bá­si­ca on­de se fa­la um pou­co de tu­do, mas di­re­ci­o­na­do pa­ra o ti­po de ra­ças mais co­muns e cor­tes de pe­lo mais usu­ais. O gro­o­ming de ani­mais de com­pa­nhia ou de “pet”, co­mo são co­nhe­ci­dos ho­je em dia. Apren­di os cor­tes co­mer­ci­ais de Ca­ni­che, co­mo fa­zer um corte de ra­ça a um Coc­ker à má­qui­na e à te­sou­ra, a fa­zer ca­be­ça de “teddy be­ar” a um Yorkshi­re Ter­ri­er, cor­tes de Bi­chon Fri­sé, en­tre ou­tros. Es­tu­dei te­o­ri­ca­men­te al­guns es­ta­lões de ra­ças me­nos co­muns, vi uns ví­de­os e con­ver­sá­mos sobre as vá­ri­as for­mas de exe­cu­ção. Vi um strip­ping du­ran­te 15 mi­nu­tos, pois na épo­ca não era uma téc­ni­ca mui­to re­qui­si­ta­da e ape­nas era efe­tu­a­da em cães de Ex­po­si­ção. E dei mui­tos, mas mui­tos, ba­nhos! No fi­nal de ca­da se­ma­na ti­nha um cão só pa­ra mim. Quan­do ter­mi­nei o Cur­so lá re­ce­bi o meu di­plo­ma et voi­lá, es­ta­va a tra­ba­lhar. Apren­di­za­gem e evo­lu­ção Com o tem­po, che­gou a In­ter­net e com ela os fó­runs estrangeiros. Co­nhe­ci um mun­do no­vo e fi­quei en­can­ta­da. Co­me­cei a com­prar li­vros e a es­tu­dar a fun­do todos os te­mas ine­ren­tes à mi­nha pai­xão, o Gro­o­ming. Já fiz vá­ri­os Cur­sos, Se­mi­ná­ri­os, Workshops, es­ti­ve en­vol­vi­da com uma As­so­ci­a­ção que to­das as se­ma­nas ti­nha se­mi­ná­ri­os on­li­ne sobre as mais va­ri­a­das te­má­ti­cas do Gro­o­ming e es­ti­ve a es­tu­dar no es­tran­gei­ro. Tu­do is­to fez o meu tra­je­to pro­fis­si­o­nal mais in­te­res­san­te, ri­co e com­ple­to. Es­te é o meu per­cur­so pro­fis­si­o­nal e a mi­nha ex­pe­ri­ên­cia pes­so­al, mas ca­da Gro­o­mer tem o seu. O meu per­cur­so não é de to­do melhor que o dos ou­tros, é ape­nas di­fe­ren­te. Pen­so que não há ne­nhum Gro­o­mer que te­nha pre­ci­sa­men­te a mes­ma for­ma de tra­ba­lhar. Em su­ma, a mi­nha for­ma­ção ba­se era Gro­o­ming Co­mer­ci­al, ou se­ja, Gro­o­ming pa­ra os cães de com­pa­nhia. O mun­do do Gro­o­ming de Show Mais ou me­nos na al­tu­ra em que co­me­cei a tra­ba­lhar, a mi­nha mãe ti­nha co­me­ça­do a apre­sen­tar cães em Ex­po­si­ções de Be­le­za, das ra­ças Cão de Água Por­tu­guês e An­ti­go Cão de Pas­tor In­glês (Old En­glish She­ep­dog ou Bob­tail). O que nos le­vou a que ti­vés­se­mos de evo­luir mui­to, e em mui­to pou­co tem­po, a ní­vel pro­fis­si­o­nal, nu­ma al­tu­ra em que não

Na for­ma­ção bá­si­ca fa­la-se um pou­co de tu­do, mas di­re­ci­o­na­do pa­ra o ti­po de ra­ças mais co­muns e cor­tes de pe­lo mais usu­ais

exis­ti­am cur­sos de for­ma­ção es­pe­cí­fi­cos, Workshops ou Se­mi­ná­ri­os al­guns sobre o as­sun­to. Apren­di por ten­ta­ti­va e er­ro, e por ob­ser­va­ção e tro­ca de idei­as com ou­tros cri­a­do­res. Ob­ser­var, per­gun­tar e ex­pe­ri­men­tar O meu mun­do es­ta­va di­vi­di­do en­tre o Gro­o­ming Co­mer­ci­al (pet) e o Gro­o­ming de Show. Co­mo sem­pre ti­ve uma men­te cu­ri­o­sa e ávi­da de apren­di­za­gem, ques­ti­o­na­va cri­a­do­res de ou­tras ra­ças pa­ra po­der ti­rar as dú­vi­das que ti­nha em re­la­ção aos cães que tra­ta­va no meu dia-a-dia, que na­da ti­nham de cães de Show, mas ao ver cães da mes­ma ra­ça em rin­gue, que­ria fa­zer igual nos cães dos meus cli­en­tes. Lem­bro-me de ter vis­to um cri­a­dor fran­cês a ar­ran­jar um Sch­nau­zer du­ran­te uma Ex­po­si­ção e fi­quei num can­ti­nho a ob­ser­var. Es­ta­va doi­da por che­gar a ca­sa e ten­tar fa­zer umas so­bran­ce­lhas iguais num Cão de Água! Tam­bém me re­cor­do do meu ar de es­pan­to quan­do um cri­a­dor de Coc­ker Spa­ni­el me dis­se que o pe­lo dos Coc­kers era pu­xa­do. Na al­tu­ra fi­quei bo­qui­a­ber­ta! Fe­liz­men­te, sem­pre ti­ve cães de pe­lo com­pri­do. O que me per­mi­tiu trei­nar mui­to com os meus cães. Fo­ram as mi­nhas co­bai­as, mais ve­zes do que que­ro ad­mi­tir, e nem sem­pre as coi­sas sai­am bem. Mas o pe­lo cres­ce e foi as­sim que apren­di. Sem es­que­cer que nes­ta épo­ca os pro­du­tos de Gro­o­ming eram es­cas­sos e com pou­ca va­ri­e­da­de. A im­por­tân­cia do Gro­o­ming O Gro­o­ming de Show é de uma exi­gên­cia ex­tre­ma. Os cães têm de es­tar per­fei­tos. Evi­den­te­men­te que a qua­li­da­de do exem­plar é o prin­ci­pal, pois ape­sar de o gro­o­ming cer­to po­der dis­far­çar al­gu­mas in­cor­re­ções de es­tru­tu­ra ou sa­li­en­tar os pon­tos for­tes de um exem­plar, não exis­tem mi­la­gres. No en­tan­to, mui­tas ve­zes em uma Ex­po­si­ção de Be­le­za um bom gro­o­ming po­de ser­vir co­mo de­sem­pa­te en­tre dois cães com a mes­ma qua­li­da­de. Além dis­so, é cha­ma­ti­vo. Um gro­o­ming bem ela­bo­ra­do faz com que os olhos do Juiz se vi­rem pa­ra aque­le exem­plar. Mui­ta gen­te con­si­de­ra que não é jus­to, mas cos­tu­mo ar­gu­men­tar que são Ex­po­si­ções de Be­le­za por al­gu­ma ra­zão. Pa­ra jul­gar as ap­ti­dões na­tu­rais dos cães exis­tem as Pro­vas de Tra­ba­lho. Um “atleta” de al­ta com­pe­ti­ção Ao con­trá­rio da ideia do pú­bli­co em ge­ral, os cães de Ex­po­si­ção não são ne­nhuns coi­ta­di­nhos que so­frem pa­ra ser bo­ni­tos. São cães com bas­tan­te trei­no, des­de ten­ra ida­de, e o gro­o­ming é al­go cons­tan­te na sua ro­ti­na e du­ran­te pou­co tem­po de ca­da vez. Não es­tão ho­ras se­gui­das em ci­ma de uma me­sa a se­rem tor­tu­ra­dos com pa­pe­lo­tes e têm uma vi­da de cão. Os cães de Ex­po­si­ção são vis­tos co­mo atle­tas de al­ta com­pe­ti­ção. Exis­te um cui­da­do cons­tan­te com a sua ali­men­ta­ção, exer­cí­cio fí­si­co e, cla­ro, com a be­le­za da pe­la­gem. Li­ber­da­de de adap­ta­ção O Gro­o­ming Co­mer­ci­al é o ar­ran­jo de cães

pet ou ani­mais de es­ti­ma­ção que são ani­mais de fa­mí­lia com uma vi­da con­for­tá­vel em ca­sa. São ba­se­a­dos nos es­ta­lões das ra­ças, mas são adap­ta­dos por nós ao gos­to pes­so­al dos do­nos ou às ne­ces­si­da­des es­pe­cí­fi­cas de ca­da cão. Co­mo dis­se an­tes, ca­da um adap­ta o gro­o­ming do nos­so cli­en­te me­di­an­te vá­ri­os fa­to­res, sen­do que o que tem mais pe­so é, de fac­to, o nos­so gos­to pes­so­al e os pe­di­dos dos do­nos. De­pois tam­bém exis­tem os cães sem ra­ça de­fi­ni­da ou ar­ra­ça­dos, que são a gran­de mai­o­ria dos cli­en­tes. Es­tes são ar­ran­ja­dos de acordo com o ti­po de pe­lo, ins­pi­ra­ção do Gro­o­mer e gos­to pes­so­al do do­no. Um Gro­o­mer tem obri­ga­ção de sa­ber exe­cu­tar um ar­ran­jo de Show? Quan­do um cli­en­te se di­ri­ge ao nos­so

Mui­tas ve­zes em uma Ex­po­si­ção um bom gro­o­ming po­de ser­vir co­mo de­sem­pa­te en­tre dois cães com a mes­ma qua­li­da­de

sa­lão e pe­de um corte de ra­ça sem mais ex­pli­ca­ções, é ga­ran­ti­do que nós ire­mos exe­cu­tar um ar­ran­jo co­mer­ci­al. Não é de to­do co­mum, e mui­to me­nos jus­to, que exi­jam de um Gro­o­mer Co­mer­ci­al um ar­ran­jo de Show. São tra­ba­lhos mui­to di­fe­ren­tes. Se o do­no pre­ten­de um ar­ran­jo de Show tem de o re­fe­rir e ex­pli­car bem as ca­ra­te­rís­ti­cas do mes­mo quan­do vi­si­ta o Gro­o­mer, pois es­te não tem obri­ga­ção de sa­ber exe­cu­tar um ar­ran­jo de Show, nem tão pou­co as par­ti­cu­la­ri­da­des do mes­mo vêm des­cri­tas nos ma­nu­ais. São for­ma­ções mui­to di­fe­ren­tes. Há 344 ra­ças ca­ni­nas! Exis­tem 344 ra­ças de cães re­co­nhe­ci­das pela Fe­de­ra­ção Ci­no­ló­gi­ca In­ter­na­ci­o­nal (FCI), sem con­tar com as di­fe­ren­tes va­ri­e­da­des, co­res e ta­ma­nhos e ape­sar de sa­ber­mos ar­ran­jar to­das no ge­ral, por ti­po de pe­lo ou gru­po, não é es­pe­ra­do, nem jus­to, que um Gro­o­mer sai­ba exe­cu­tar um ar­ran­jo de es­pe­ci­a­li­da­de (Show) em to­das elas. Além dis­so, mui­tos dos ar­ran­jos de Show se­guem al­gu­mas ten­dên­ci­as e al­gu­mas des­tas va­ri­am de país pa­ra país. Ca­da Gro­o­mer tem uma área on­de se sen­te mais con­for­tá­vel. Se­ja por­que gos­ta mais de de­ter­mi­na­dos ti­pos de cão ou por­que tem mais cli­en­tes de al­gu­mas ra­ças.

Não é de to­do co­mum, nem jus­to, que exi­jam de um Gro­o­mer Co­mer­ci­al um ar­ran­jo de Show, pois são tra­ba­lhos mui­to di­fe­ren­tes

Cães de pe­lo cer­do­so Co­mo exem­plo, um do­no po­de so­li­ci­tar um strip­ping em um ar­ran­jo co­mer­ci­al, pois é a téc­ni­ca cor­re­ta pa­ra um cão de pe­lo cer­do­so, mas tem de es­pe­ci­fi­car es­se pe­di­do na mar­ca­ção, pois é uma téc­ni­ca de es­pe­ci­a­li­da­de e com um tem­po de exe­cu­ção di­fe­ren­te. No en­tan­to, o do­no não po­de exi­gir que o mes­mo fi­que igual ao ar­ran­jo que um cri­a­dor faz, pois es­te faz ar­ran­jos de Ex­po­si­ção, que são mui­to dis­tin­tos. Ou­tro pon­to im­por­tan­te é sa­ber se o Gro­o­mer es­tá à von­ta­de e sa­be exe­cu­tar a téc­ni­ca de strip­ping. Se a res­pos­ta for “não”, não há na­da de mal nis­so, mas o do­no te­rá de pro­cu­rar ou­tro Gro­o­mer. O exem­plo do Yorkshi­re Ter­ri­er Em um Gro­o­ming Co­mer­ci­al de um Yorkshi­re Ter­ri­er não tem mal ne­nhum cor­tar as fran­jas ou apa­rar os pe­los por bai­xo dos olhos. No en­tan­to, num exem­plar de Ex­po­si­ção tem e mui­to! É a di­fe­ren­ça en­tre ter uma no­ta po­si­ti­va ou ne­ga­ti­va no gro­o­ming no re­la­tó­rio do juiz. O Gro­o­ming de Show é uma es­pe­ci­a­li­da­de do Gro­o­ming A for­ma co­mo so­mos in­se­ri­dos no Gro­o­ming de Show é di­fe­ren­te pa­ra to­do nós que, por uma ra­zão ou ou­tra, en­tra­mos no mun­do das Ex­po­si­ções Ca­ni­nas. No meu ca­so, a mi­nha mãe ti­nha cães de Ex­po­si­ção e foi o mun­do on­de cres­ci. Mas a mai­o­ria dos meus co­le­gas, não te­ve e pro­va­vel­men­te não te­rá es­sa opor­tu­ni­da­de. Acon­se­lho sem­pre a vi­si­ta­rem Ex­po­si­ções Ca­ni­nas, que se re­a­li­zam em di­fe­ren­tes pon­tos do país, e ob­ser­va­rem. No en­tan­to, ver ver­sus fa­zer par­te do mun­do do Gro­o­ming de Show é uma ex­pe­ri­ên­cia mui­to di­fe­ren­te. A exi­gên­cia do Gro­o­ming de Show Nor­mal­men­te, en­tras­se no mun­do das Ex­po­si­ções por­que se ten­ci­o­na ser cri­a­dor ou por­que se tem um bom exem­plar de uma ra­ça e o que­re­mos ex­por. Pa­ra is­so é ne­ces­sá­rio pre­pa­ra­ção. Co­me­ça com a pes­qui­sa de um bom cri­a­dor que nos ven­da um cão de Ex­po­si­ção. Es­se cri­a­dor se­rá tam­bém, um pou­co, o nos­so men­tor. Na gran­de mai­o­ria dos ca­sos é es­te que nos en­si­na a tra­tar do pe­lo do nos­so cão. E ain­da as­sim nun­ca pa­ra­mos de apren­der e me­lho­rar. Po­de­mos tra­ba­lhar em Gro­o­ming há anos, mas ape­nas quan­do co­me­ça­mos a tra­tar de um cão de Ex­po­si­ção per­ce­be­mos que afi­nal não sa­be­mos tu­do e com­pre­en­de­mos o qu­an­to ain­da te­mos pa­ra apren­der. É um ní­vel de exi­gên­cia sem com­pa­ra­ção. Ca­da ra­ça é uma apren­di­za­gem Ca­da ra­ça é um cur­so in­ten­so de es­pe­ci­a­li­za­ção e, co­mo já re­fe­ri, há 344 ra­ças re­co­nhe­ci­das na FCI, fo­ra as ou­tras. Evi­den­te­men­te, se já te­mos al­gu­ma ex­pe­ri­ên­cia em Gro­o­ming a as­si­mi­la­ção dos co­nhe­ci­men­tos é mui­to mais rá­pi­da, mas é nes­ta al­tu­ra que per­ce­be­mos a im­por­tân­cia de com­prar bo­as es­co­vas, bons pen­tes e de pre­ser­var o pe­lo do nos­so cão. Mas uma coi­sa vos ga­ran­to. Nin­guém, mas nin­guém mes­mo, faz melhor o Gro­o­ming de uma ra­ça es­pe­cí­fi­ca que um bom cri­a­dor des­sa ra­ça. Es­te, melhor que nin­guém, sa­be enal­te­cer as qua­li­da­des de ca­da exem­plar da ra­ça. Os cri­a­do­res co­nhe­cem bem a sua li­nha e sa­bem o que têm. Aper­fei­ço­a­ram o Gro­o­ming da ra­ça por anos. É só o que fa­zem e na ra­ça de que gos­tam. São eles os ver­da­dei­ros es­pe­ci­a­lis­tas. Se que­re­mos apren­der a ar­ran­jar uma de­ter­mi­na­da ra­ça, é com um cri­a­dor, do qual gos­ta­mos do tra­ba­lho, que de­ve­mos de ir ter. Em ca­da ra­ça, ca­da cão é úni­co Mas ain­da as­sim, cu­ri­o­sa­men­te, tal co­mo qual­quer Gro­o­ming, não exis­tem dois cães com o mes­mo ar­ran­jo, nem dois cri­a­do­res com o mes­mo es­ti­lo de Gro­o­ming. E esta? Por es­sa ra­zão de­pres­sa apren­de­mos que pa­ra en­con­trar o nos­so pró­prio es­ti­lo de Gro­o­ming, não nos de­ve­mos fi­car ape­nas por apren­der ape­nas com um cri­a­dor, de­ve­mos sem­pre ir à pro­cu­ra de mais. É as­sim que apren­de­mos. O Gro­o­ming é a ar­te de es­cul­pir o pe­lo Já sa­be­mos que exis­tem dois ti­pos de Gro­o­ming: o Co­mer­ci­al e o de Show. São pa­ta­ma­res mui­to di­fe­ren­tes da mes­ma área. A for­ma­ção que exis­te ho­je em dia já é mui­to mais com­ple­ta do que era an­ti­ga­men­te, mas ain­da as­sim são dois mun­dos mui­to di­fe­ren­tes, com ní­veis de exi­gên­cia dis­tin­tos. Ter um cão pet com ar­ran­jo de Ex­po­si­ção Não ca­be na ca­be­ça de nin­guém ter um

pet com pa­pe­lo­tes, a não ser que te­nha­mos tem­po pa­ra is­so e, ain­da as­sim, te­mos de pen­sar pa­ra que que­re­mos ter es­te tra­ba­lho.se o nos­so cão é um cão de com­pa­nhia, va­le­rá mes­mo a pe­na ter o tra­ba­lho ex­tra de ma­nu­ten­ção de uma

Nos cães de Ex­po­si­ção exis­te um cui­da­do cons­tan­te com a sua ali­men­ta­ção, exer­cí­cio fí­si­co e, cla­ro, com a be­le­za da pe­la­gem.

O Gro­o­ming Co­mer­ci­al é o ar­ran­jo de cães pet, é ba­se­a­do nos es­ta­lões das ra­ças, mas adap­ta­do ao gos­to pes­so­al dos do­nos ou às ne­ces­si­da­des es­pe­cí­fi­cas de ca­da cão.

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