Quão com­pri­do de­ve man­ter o pe­lo do seu cão?

Es­ta é uma per­gun­ta mui­to im­por­tan­te, mas pou­co fei­ta pe­la mai­o­ria dos do­nos. Nor­mal­men­te, pen­sam tra­tar-se de uma ques­tão de gos­to pes­so­al, o que faz com que se­jam os Gro­o­mers a ter de to­mar es­sa de­ci­são por eles, dei­xan­do mui­tas ve­zes os do­nos al­go desg

Caes & Companhia - - NESTA EDIÇÃO -

Che­gou o in­ver­no e é a al­tu­ra do ano on­de a mai­o­ria das pes­so­as ne­gli­gen­cia os cui­da­dos de ma­nu­ten­ção de pe­la­gem do seu me­lhor ami­go. Mas se­rá mes­mo a me­lhor al­tu­ra do ano pa­ra o fa­zer? Não, não é! É a pi­or de to­das.

Cui­da­dos no in­ver­no

Exis­tem mui­tos fa­to­res que fa­zem com que o in­ver­no se­ja a pi­or al­tu­ra do ano pa­ra des­cui­dar os cui­da­dos de grooming! A hu­mi­da­de (jun­ta­men­te com o ca­lor da pe­le do ani­mal) faz com que o nú­me­ro de bac­té­ri­as e fun­gos au­men­tem ex­po­nen­ci­al­men­te. Tam­bém faz com que o ani­mal se co­ce mais. O co­çar vai fa­zer com que o pe­lo ga­nhe nós e faz fe­ri­das na pe­le, que o pe­lo es­con­de, po­den­do pas­sar mui­to ra­pi­da­men­te a in­fe­ção.

Ba­nho e se­ca­gem

Em re­la­ção aos ba­nhos, o tem­po que de­mo­ra a se­car o pe­lo e o fac­to de al­guns do­nos pen­sa­rem “vou dar ba­nho pa­ra quê, es­tá a cho­ver”; são fa­to­res que fa­zem adi­ar o ba­nho do seu cão. Mas um pe­lo su­jo é mais di­fí­cil de es­co­var! De­pois, quan­do che­ga a pri­ma­ve­ra, a fal­ta de cui­da­dos de grooming no in­ver­no, obri­ga o Gro­o­mer a fa­zer um “pen­te­a­do ma­ra­vi­lho­so”, com o cão a ser ra­pa­di­nho da pon­ta do na­riz à pon­ta da cau­da.

“Não que­ro o meu cão ra­pa­do”

Es­ta é tal­vez a fra­se que um Gro­o­mer ou­ve com mais frequên­cia e, regra ge­ral, é di­ta por quem não es­co­va ou tra­ta do pe­lo do seu ani­mal, pois quem o faz sa­be bem o tra­ba­lho que dá man­ter a pe­la­gem cui­da­da e sa­be se dá pa­ra ti­rar um nó ou não, sem cau­sar dor ao seu cão. Não pen­sem que nos dá al­gum pra­zer, ou que é fá­cil, ra­par um cão quan­do es­te tem nós. Mui­to pe­lo con­trá­rio. Dá-nos go­zo que o cão e o do­no sai­am con­ten­tes do nos­so sa­lão e que vol­tem fre­quen­te­men­te. Ho­nes­ta­men­te, ra­par um cão du­as ve­zes por ano não dá di­nhei­ro a um Gro­o­mer, mui­to pe­lo con­trá­rio. Lo­go, não te­mos ra­zão ab­so­lu­ta­men­te ne­nhu­ma pa­ra que­rer ra­par os vos­sos cães, ape­sar de mui­ta gen­te pen­sar que o fa­ze­mos por­que é mais fá­cil. Pos­so ga­ran­tir que ra­par um cão com nós não tem na­da de fá­cil e cos­tu­ma, com frequên­cia, dar-nos des­pe­sa, pois es­tra­ga as nos­sas lâ­mi­nas.

Vi­si­tas re­gu­la­res

Ho­je em dia a mai­o­ria dos do­nos vi­si­ta os nos­sos sa­lões, em mé­dia, de 6 em 6 ou de 8 em 8 se­ma­nas. O que já é uma gran­de me­lho­ria se com­pa­rar­mos com a mé­dia de há 5 anos. Ain­da as­sim, quan­do se tem um cão de pe­lo com­pri­do e o do­no não faz qual­quer tra­ba­lho de ca­sa, nes­te ca­so es­co­var o pe­lo, 6 ou 8 se­ma­nas po­de ser tem­po de­mais. Ine­vi­ta­vel­men­te, o com­pri­men­to da pe­la­gem do cão es­tá de acor­do com o ti­po de tra­to que lhe pro­vi­den­ci­am em ca­sa e com a re­gu­la­ri­da­de que vai ao Gro­o­mer. Es­ta é a ver­da­de!

Exis­tem mui­tos fa­to­res que fa­zem com que o in­ver­no se­ja a pi­or al­tu­ra do ano pa­ra des­cui­dar os cui­da­dos de grooming!

Quan­do não é pos­sí­vel

Se o do­no não po­de le­var o seu cão ao Gro­o­mer com frequên­cia, su­gi­ro que es­te an­de sem­pre com o pe­lo o mais cur­to pos­sí­vel. As­sim, quan­do co­me­çar a em­ba­ra­çar es­tá na al­tu­ra de uma no­va ida ao sa­lão. Quan­do as vi­si­tas não são re­gu­la­res, se­ja por que ra­zão for (mo­ne­tá­ria, tem­po ou ou­tra), pen­se pri­mei­ro no bem-es­tar do seu cão, an­tes de pen­sar no seu as­pe­to ou de como gos­ta de o ver “re­bel­de”. Por­que es­se lo­ok que tan­to gos­ta, mui­to pro­va­vel­men­te não se­rá o mais sau­dá­vel.

Uma boa es­co­va­gem

Es­co­var um cão é mais di­fí­cil do que pa­re­ce. Eles têm o pe­lo mui­to den­so e es­tá por to­do o la­do. Além dis­so, a mai­o­ria das es­co­vas que se ven­dem nas pet shops têm fal­ta de com­pri­men­to dos den­tes. As es­co­vas que se ven­dem por aí, se­jam de que ti­po fo­rem, não che­gam à pe­le de um cão que pre­ci­se de ser es­co­va­do com frequên­cia. Mas mais im­por­tan­te que es­co­var é pen­te­ar, o pen­te tem de pas­sar por to­do o cor­po do ani­mal sem qual­quer di­fi­cul­da­de pa­ra se po­der di­zer que es­tá li­vre de nós.

A ar­te de pen­te­ar um cão

Exis­tem do­nos que do­mi­nam a ar­te de pen­te­ar um cão e es­ses es­tão de pa­ra­béns, pois pa­ra além de do­mi­na­rem uma ta­re­fa que não é fá­cil, de­di­cam um tem­po con­si­de­rá­vel ao seu pa­tu­do. Es­tes do­nos sa­bem o tra­ba­lho que dá man­ter o pe­lo do seu cão bem tra­ta­do e nun­ca pas­sam mui­to tem­po sem cor­tar um pou­co o pe­lo. O corte é àla­car­te e o céu é o li­mi­te! Ain­da as­sim, o ti­po de corte va­ria de acor­do com o ti­po de pas­sei­os que dão, se o cão tem aces­so ao quin­tal e como é es­te, o tem­po que o do­no po­de dis­po­ni­bi­li­zar, en­tre ou­tras coi­sas. Um cão de pe­lo mui­to com­pri­do tem de ser es­co­va­do di­a­ri­a­men­te e no in­ver­no é di­fí­cil es­co­var e man­ter um pe­lo que se mo­lha cons­tan­te­men­te. Ti­po de corte e com­pri­men­to Um do­no que tem um cão com o pe­lo bem es­co­va­do sa­be bem o tra­ba­lho que te­rá e po­de es­co­lher o ti­po de corte que quer e po­de man­ter. Regra ge­ral, quem tra­ta do pe­lo e tem um cão com es­ti­lo de vi­da mais ati­vo (lon­gos pas­sei­os ou trei­nos), nun­ca quer ter o pe­lo mui­to com­pri­do, es­pe­ci­al­men­te nas zo­nas on­de se su­jam ou mo­lham mais (como nas pa­tas e na bar­ri­ga). O ti­po de corte e o com­pri­men­to do pe­lo de­vem ser sem­pre de acor­do com o es­ti­lo de vi­da e bem-es­tar do cão, as­sim como de­ve fa­ci­li­tar a vi­da do do­no. Os gos­tos pessoais de ca­da um te­rão de fi­car sem­pre um pou­co de fo­ra des­ta equa­ção. Não que­ro di­zer que o corte te­nha de fi­car feio, na­da dis­so! Mas quem gos­ta de ver o seu ani­mal com um ar mais ca­be­lu­do, mas tam­bém gos­ta de des­fru­tar a vi­da com ele, tem de pon­de­rar o que tem mais va­lor: se o as­pe­to ex­te­ri­or ou as aven­tu­ras. Em su­ma, o com­pri­men­to do pe­lo do cão não tem tan­to a ver com a al­tu­ra do ano, mas sim com o ti­po de vi­da que es­te

É uma boa al­tu­ra pa­ra cor­tar um pou­co mais o pe­lo, es­pe­ci­al­men­te nas zo­nas da bar­ri­ga e das pa­tas

tem e com o tem­po que o do­no lhe po­de dis­po­ni­bi­li­zar ao lon­go de to­do o ano.

Cães de pe­lo com­pri­do

Nor­mal­men­te, quem es­co­lhe ter um cão de pe­lo com­pri­do, como por exem­plo um Yorkshi­re Ter­ri­er, ra­ra­men­te o tem pa­ra gran­des aven­tu­ras ao ar li­vre, ape­sar de exis­ti­rem al­guns. Ain­da as­sim é im­por­tan­te que vi­si­tem o Gro­o­mer com re­gu­la­ri­da­de pa­ra acer­tar as pon­tas, ar­ran­jar as pa­ti­nhas e/ou apa­rar os pe­los na zo­na in­gui­nal (hi­gié­ni­ca) pa­ra que se mo­lhem um pou­co me­nos quan­do vão passear.

Pre­ve­nir no in­ver­no

Ain­da as­sim, a es­ta­ção do ano con­ti­nua a ter al­gum pe­so se con­si­de­rar­mos que a chu­va que se faz sen­tir nes­ta al­tu­ra do ano aju­da mui­to na pro­li­fe­ra­ção de nós na pe­la­gem e tu­do o que uma má ma­nu­ten­ção de pe­la­gem acar­re­ta. É uma boa al­tu­ra pa­ra cor­tar um pou­co mais o pe­lo, es­pe­ci­al­men­te nas zo­nas da bar­ri­ga e das pa­tas. É im­por­tan­te que se ve­ri­fi­que o com­pri­men­to dos pe­los in­ter­di­gi­tais pa­ra evi­tar o apa­re­ci­men­to de po­do­der­ma­ti­tes, pois con­vém que as pa­ti­nhas se­quem rá­pi­do.

Grooming vs com­pri­men­to

• Quem tem um cão de pe­lo com­pri­do e quer man­ter um com­pri­men­to es­pe­cí­fi­co de pe­la­gem, acon­se­lho a vi­si­tar o Gro­o­mer de 4 em 4 ou de 6 em 6 se­ma­nas; • Um do­no que es­co­va, mas só po­de ir com me­nos as­si­dui­da­de (8 a 10 se­ma- nas no má­xi­mo) nun­ca de­ve man­ter um corte de pe­lo com com­pri­men­to su­pe­ri­or a 4 cm; • Se o do­no não es­co­va e não po­de ir ao Gro­o­mer com a re­gu­la­ri­da­de que men­ci­o­nei, o pe­lo de­ve ser cor­ta­do com 2 cm, pois as­sim quan­do vol­tar o pe­lo es­ta­rá a co­me­çar a fa­zer al­guns nós e é o li­mi­te pa­ra evi­tar que o cão te­nha de ir ra­pa­do pa­ra ca­sa.

Bom Grooming!

Como já dis­se, um Gro­o­mer tem to­do o in­te­res­se em man­ter o do­no fe­liz e pre­fe­re não ra­par cães, pois que­re­mos que es­tes vol­tem mui­tas ve­zes. Se os do­nos, os cães e o Gro­o­mer pu­de­rem ser fe­li­zes, por­que não? Bom Grooming!

Quem tem um cão de pe­lo com­pri­do e quer man­ter o com­pri­men­to de­ve vi­si­tar o Gro­o­mer de 4 em 4 ou de 6 em 6 se­ma­nas

Isa­bel No­bre Gro­o­mer Pro­fis­si­o­nal IN m Stop­cak Fgor­to­o­os: Shi­nugt­te& rs

Um do­no que tem um cão com o pe­lo bem es­co­va­do sa­be bem o tra­ba­lho que te­rá e po­de es­co­lher o ti­po de corte que quer e po­de man­ter.

O com­pri­men­to da pe­la­gem do cão es­tá de acor­do com o ti­po de tra­to que lhe pro­vi­den­ci­am em ca­sa e com a re­gu­la­ri­da­de que vai ao Gro­o­mer.

Um cão com um es­ti­lo de vi­da mais ati­vo, nun­ca quer ter o pe­lo mui­to com­pri­do, es­pe­ci­al­men­te nas zo­nas on­de se su­jam ou mo­lham mais (como nas pa­tas e na bar­ri­ga).

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