Ter um cão-guia

Caes & Companhia - - Raça - Ana Ba­ce­lo

“A ce­guei­ra acom­pa­nha-me des­de sem­pre. Co­mo foi al­go que veio para fi­car, des­de ce­do foi-me na­tu­ral pro­cu­rar for­mas de a col­ma­tar e de ul­tra­pas­sar as li­mi­ta­ções que ela, ine­vi­ta­vel­men­te, me im­põe.

O Jiggy foi trei­na­do em Por­tu­gal na es­co­la de cães-guia, em Mor­tá­gua, dis­tri­to de Vi­seu e foi-me en­tre­gue em de­zem­bro de 2003, quan­do ti­nha 21 anos. Des­de lo­go foi ma­ra­vi­lho­so ter um cão jo­vem, de 2 anos, sem­pre a meu la­do, que para além de um ex­ce­len­te ami­go, por acrés­ci­mo, ain­da me aju­da­va a fa­zer os per­cur­sos co­nhe­ci­dos sem me­do de es­bar­rar em qual­quer obs­tá­cu­lo ines­pe­ra­do, a encontrar as pas­sa­dei­ras para atra­ves­sar ru­as e explorar lo­cais des­co­nhe­ci­dos com mui­to mais se­gu­ran­ça. Não pen­so es­tar a exa­ge­rar se dis­ser que es­te cão, que vi­veu co­mi­go du­ran­te mais de 12 anos, me per­mi­tiu olhar o mundo de ou­tra for­ma. In­fe­liz­men­te, es­te cão-guia qua­se per­fei­to ti­nha um de­fei­to igual a to­dos os ou­tros da sua espécie, vi­ver mui­to me­nos do que te­ria de­se­ja­do, ape­sar de 14 anos se­rem uma lin­da ida­de para um La­bra­dor e de ter ti­do tem­po para fa­zer de mim uma pes­soa um bo­ca­di­nho me­lhor. Obri­ga­da Jiggy!”

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