Ban­cos lim­pam 6,4 mil mi­lhões

BA­LAN­ÇO Ban­cos na­ci­o­nais man­têm qua­se 40 mil mi­lhões de em­prés­ti­mos pro­ble­má­ti­cos, mais con­cen­tra­dos nas em­pre­sas TRAVÃO Fi­nan­ci­a­men­to ao te­ci­do em­pre­sa­ri­al di­mi­nuiu a fun­do

Correio da Manhã - Weekend - - Primeira Página - DI­A­NA RAMOS NOTÍCIA EXCLUSIVA DA EDIÇÃO EM PAPEL

Os ban­cos con­se­gui­ram lim­par das con­tas, de ja­nei­ro até no­vem­bro de 2017, 6446 mi­lhões de eu­ros em cré­di­tos pro­ble­má­ti­cos, de forma a ali­vi­ar o pe­so do fi­nan­ci­a­men­to mal­pa­ra­do nas car­tei­ras das ins­ti­tui­ções. Ain­da as­sim, os em­prés­ti­mos con­si­de­ra­dos de ris­co para as ins­ti­tui­ções con­ti­nu­am a so­mar qua­se 40 mil mi­lhões de eu­ros.

Os nú­me­ros, com­pi­la­dos pe­la As­so­ci­a­ção Por­tu­gue­sa de Ban­cos, mos­tram que no início do ano os ban­cos a ope­rar no País ti­nham 46,3 mil mi­lhões de eu­ros em fi­nan­ci­a­men­tos não ren­tá­veis – boa par­te de­les há mui­to em in­cum­pri­men­to e com

BAN­CA CONCEDEU ME­NOS 2,7 MIL MI­LHÕES POR ANO EM CRÉ­DI­TO A EM­PRE­SAS

pro­ba­bi­li­da­de de re­cu­pe­ra­ção bas­tan­te re­du­zi­da. Em no­vem­bro de 2017, es­se va­lor ti­nha si­do re­du­zi­do para 39,9 mil mi­lhões de eu­ros: são me­nos 6,4 mil mi­lhões os nú­me­ros. em on­ze me­ses, re­ve­lam

É nos em­prés­ti­mos às em­pre­sas que os cré­di­tos pro­ble­má­ti­cos – NPL, na si­gla in­gle­sa – as­su­mem mai­or pe­so. Des­de o início do ano, os ban­cos lim­pa­ram do ba­lan­ço 4352 mi­lhões de eu­ros de em­prés­ti­mos de má qua­li­da­de de em­pre­sas, a que se so­mam1042 mi­lhões re­la­ti­vos a fi­nan­ci­a­men­tos para a com­pra de ha­bi­ta­ção. No con­su­mo, es­se va­lor foi mui­to re­du­zi­do: 187 mi­lhões des­de ja­nei­ro.

Os da­dos da APB fa­zem tam­bém um re­tra­to da evolução do fi­nan­ci­a­men­to em Por­tu­gal nos úl­ti­mos dez anos: hou­ve um travão a fun­do no cré­di­to con­ce­di­do ao te­ci­do em­pre­sa­ri­al, que caiu de um to­tal de 101,6 mil mi­lhões de eu­ros em 2007 para ape­nas 74,3 mil mi­lhões em no­vem­bro de 2017. São me­nos 27,2 mil mi­lhões nu­ma dé­ca­da, o equi­va­len­te a um cor­te mé­dio anu­al de 2,7 mil mi­lhões. No fi­nan­ci­a­men­to à ha­bi­ta­ção a tra­va­gem não foi tão brus­ca, mes­mo a ten­do apro­vei­ta­rem ha­vi­do mui­tas a des­ci­da fa­mí­li­as dos ju­ros para amor­ti­zar em­prés­ti­mos. Em 2007, o va­lor ci­fra­va-se em 127,2 mil mi­lhões de eu­ros, cain­do para 114,7 mil mi­lhões no fi­nal de 2017 –me­nos 12,5 mil mi­lhões em dez anos.n

Banco de Por­tu­gal tem man­ti­do vi­gi­lân­cia aper­ta­da so­bre os cré­di­tos em in­cum­pri­men­to do se­tor fi­nan­cei­ro

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