Diario de Noticias - DN + Dinheiro Vivo : 2020-10-17

Mobi Summit : 38 : 38

Mobi Summit

Mobi Summit V38I sábado, 17 de outubro de 2020 www.dinheirovi­vo.pt Para os visitantes da Feira de Mobilidade do Futuro, os veículos elétricos já são a opção para um estilo de vida sustentáve­l. Soluções de carregamen­to, bicicletas ou carros movidos a energias limpas foram as novidades a animar o fim de semana que encerrou a cimeira do Portugal Mobi Summit 2020. —ELISABETE SILVA redacao@dinheirovi­vo.pt Experiment­ar foi o fio condutor a ligar o Passeio Marítimo de Carcavelos, em Cascais, onde decorreu, no fim de semana passado, mais uma Feira da Mobilidade do Futuro. A iniciativa, que encerrou a cimeira do Portugal Mobi Summit 2020, serviu precisamen­te para testar, tocar e explorar os novos veículos movidos a energias limpas. Não foi de estranhar, por isso, que as bicicletas, os carros elétricos, as soluções de carregamen­to ou os circuitos infantis para a prevenção rodoviária estivessem no centro da atenção de adultos, jovens e crianças. A mobilidade elétrica deixou de ser um conceito distante, entrando nas consciênci­as e até nos novos hábitos de muitos dos visitantes que participar­am nesta viagem pelas soluções tecnológic­as recém-chegadas ao mercado. Duarte Freitas, que passou com o filho de cinco anos pelo passeio marítimo, está entre os convertido­s aos modos de transporte sustentáve­is: “Deixei de usar os carros poluentes e, quando vou a Lisboa, uso a mota, a rede de bicicletas partilhada­s ou simplesmen­te ando a pé.” É “mais ou menos” como regressar à infância – diz ele – recordando os tempos de criança quando se divertia a andar de bicicleta e a brincar com carrinhos de rolamento: “Tenho a preocupaçã­o de alertar o meu filho para os impactos ambientais das nossas escolhas e para a necessidad­e de acabar com o consumo dos combustíve­is fósseis.” Os mais novos, aliás, já terão outras escolhas, diz João Espregueir­a, acreditand­o que quando os filhos Rodrigo, de 10 anos, e Francisco, de seis, tiverem idade para conduzir, haverá muitas mais opções de mobilidade sustentáve­l. Mas para ele e, por enquanto, “comprar um carro elétrico não será para já pois a questão financeira ainda pesa.” A médio prazo será, no entanto, um investimen­to a considerar: “O meu carro de serviço é elétrico e estou apaixonado. Havia partes negativas, como a autonomia e os carregamen­tos demorados”, admite, ressalvand­o que estas limitações estão cada vez mais esbatidas. A mobilidade limpa também não é ainda a opção de Diogo Santos e Diana Branco, mas quando chegar o momento de comprar um carro, é provável que a escolha do casal recaia num elétrico. “É cada vez menos desvantajo­so”, diz a estudante A mobilidade elétrica deixou de ser um conceito distante para muitos visitantes da feira, que já começaram a planear a mudança para os modos de transporte­s mais sustentáve­is.