Tri­bu­nal Cons­ti­tu­ci­o­nal re­jei­ta pe­di­dos de im­pug­na­ção de eleições na Ju­ven­tu­de So­ci­a­lis­ta

Con­se­lhei­ros do Tri­bu­nal Cons­ti­tu­ci­o­nal não con­si­de­ram a Ju­ven­tu­de So­ci­a­lis­ta um ór­gão do PS

Edição Público Lisboa - - POLÍTICA - Ju­ven­tu­des par­ti­dá­ri­as Ru­ben Mar­tins

Os juí­zes do Pa­lá­cio Rat­ton de­fen­dem que “as ju­ven­tu­des par­ti­dá­ri­as só po­dem ser qua­li­fi­ca­das co­mo pes­so­as co­lec­ti­vas pri­va­das, de ti­po as­so­ci­a­ti­vo” e, por is­so, não lhes é re­co­nhe­ci­da “a pros­se­cu­ção di­rec­ta de qual­quer fun­ção cons­ti­tu­ci­o­nal”. Em res­pos­ta aos pe­di­dos de im­pug­na­ção apre­sen­ta­dos por mi­li­tan­tes da JS de Lis­boa e de Braga, os ma­gis­tra­dos di­zem que es­te pro­ces­so não é da sua com­pe­tên­cia.

O mem­bro da JS da Área Ur­ba­na de Lis­boa Gus­ta­vo Am­bró­sio de­ci­diu apre­sen­tar um pe­di­do de im­pug­na­ção ao Tri­bu­nal Cons­ti­tu­ci­o­nal (TC) por achar que a elei­ção dos ac­tu­ais ór­gãos, no con­gres­so fe­de­ra­ti­vo de De­zem­bro, se tra­tou de um “ac­to elei­to­ral vi­ci­a­do”. Em cau­sa es­tão ale­ga­das ir­re­gu­la­ri­da­des na da­ta de en­tre­ga da mo­ção e na elei­ção dos de­le­ga­dos ao con­gres­so fe­de­ra­ti­vo.

O acór­dão não ava­lia o mé­ri­to da cau­sa, mas con­si­de­ra que o TC não é com­pe­ten­te pa­ra apre­ci­ar a ques­tão, por a JS não ser um par­ti­do nem um ór­gão do Par­ti­do So­ci­a­lis­ta, ape­sar do “qua­dro de es­trei­ta li­ga­ção (...) ao par­ti­do po­lí­ti­co que a ba­seia”. Ma­ria Be­go­nha continua as­sim co­mo pre­si­den­te da Fe­de­ra­ção de Lis­boa da JS.

Quan­to à Fe­de­ra­ção de Braga, tam­bém ob­jec­to de um pe­di­do de im­pug- na­ção, o TC re­sol­veu igual­men­te não in­ter­fe­rir no pro­ces­so, ape­sar de aqui a si­tu­a­ção se re­le­var mais com­ple­xa.

Már­cia Nunes foi elei­ta co­mo pre­si­den­te da Fe­de­ra­ção de Braga, no con­gres­so de 6 de Ja­nei­ro, em Ce­lo­ri­co de Bas­to, mas não foi a úni­ca a re­cla­mar vi­tó­ria. Nel­son Fel­guei­ras tam­bém se afir­mou ven­ce­dor.

No cen­tro da dis­cus­são es­tá o fac­to de a mai­o­ria dos ele­men­tos da Co­mis­são Or­ga­ni­za­do­ra do Con­gres­so não ter re­co­nhe­ci­do a mo­ção de Nel­son Fel­guei­ras por es­ta ter si­do en­tre­gue fo­ra do pra­zo pre­vis­to nos es­ta­tu­tos da­que­la or­ga­ni­za­ção. Já os ou­tros ele­men­tos da co­mis­são, que não se re­vi­ram nes­ta de­ci­são, or­ga­ni­za­ram um ale­ga­do “con­gres­so fan­tas­ma”, de for­ma pa­ra­le­la ao con­gres­so ofi­ci­al. Há ain­da re­gis­to de ale­ga­das ir­re­gu­la­ri­da­des na elei­ção dos de­le­ga­dos da con­ce­lhia de Vi­la Ver­de.

A Co­mis­são Na­ci­o­nal de Ju­ris­di­ção da Ju­ven­tu­de So­ci­a­lis­ta aca­bou por de­ci­dir a re­a­li­za­ção de um no­vo con­gres­so a 28 de Ja­nei­ro des­te ano. Al­go que Már­cia Nunes re­cu­sou, por não lhe ter si­do da­da opor­tu­ni­da­de de exer­cer o con­tra­di­tó­rio, co­mo a pró­pria diz na ar­gu­men­ta­ção que re­di­giu e en­vi­ou pa­ra o Cons­ti­tu­ci­o­nal.

Már­cia Nunes es­cre­veu, na sua pá­gi­na pes­so­al do Fa­ce­bo­ok, que não iria es­tar pre­sen­te na re­pe­ti­ção do con­gres­so e que es­te era “um dos epi­só­di­os mais ne­gros” da es­tru­tu­ra de Braga. Nel­son Fi­guei­ras aca­bou as­sim por ser elei­to lí­der da fe­de­ra­ção. Con­tac­ta­dos pelo PÚ­BLI­CO, nem Már­cia Nunes nem Nel­son Fi­guei­ras res­pon­de­ram em tem­po útil. ru­ben.mar­tins@pu­bli­co.pt

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