Os ris­cos pa­ra o cres­ci­men­to por­tu­guês

Edição Público Lisboa - - ECONOMIA -

Sen­do Portugal um dos paí­ses on­de as fa­mí­li­as, as em­pre­sas e o Es­ta­do es­tão mais en­di­vi­da­dos, é mui­to acen­tu­a­da a sen­si­bi­li­da­de da eco­no­mia a uma pos­sí­vel su­bi­da das ta­xas de ju­ro. Por is­so, qual­quer ex­pec­ta­ti­va de cres­ci­men­to eco­nó­mi­co pa­ra 2018 e 2019 es­ta­rá sem­pre de­pen­den­te da­qui­lo que se­rá de­ci­di­do pelo ita­li­a­no Ma­rio Draghi e os res­tan­tes mem­bros do con­se­lho de go­ver­na­do­res do Ban­co Cen­tral Europeu (BCE).

Nes­te momento, em Frank­furt, o pla­no pas­sa por, pri­mei­ro dar por con­cluí­do o programa de com­pras de dí­vi­da pú­bli­ca, e só de­pois, pos­si­vel­men­te em 2019, co­me­çar a pon­de­rar uma su­bi­da das ta­xas de ju­ro, que ac­tu­al­men­te es­tão a ní­veis mí­ni­mos his­tó­ri­cos. No en­tan­to, se os si­nais de res­sur­gi­men­to da in­fla­ção fo­rem mais for­tes, o BCE po­de op­tar por ser mais rá­pi­do a su­bir as ta­xas de ju­ro de re­fe­rên­cia.

Se tal acon­te­ces­se, as fa­mí­li­as por­tu­gue­sas e as em­pre­sas te­ri­am de fa­zer fa­ce a um agra­va­men­to sú­bi­to dos seus en­car­gos men­sais com a dí­vi­da, pas­san­do tam­bém a en­con­trar mais di­fi­cul­da­des no aces­so a no­vo cré­di­to. E o con­su­mo e o in­ves­ti­men­to res­sen­tir-se-iam.

Cri­se nos mer­ca­dos in­ter­na­ci­o­nais

As úl­ti­mas se­ma­nas nos mer­ca­dos fi­nan­cei­ros in­ter­na­ci­o­nais vi­e­ram tra­zer, no meio de uma on­da de no­tí­ci­as eco­nó­mi­cas po­si­ti­vas em qua­se to­dos os pon­tos do glo­bo, uma ra­zão pa­ra não se es­tar de­ma­si­a­do op­ti­mis­ta, pe­ran­te re­cei­os de uma in­ver­são do ci­clo das ta­xas tam­bém nos EUA. Tal co­mo já acon­te­ceu no pas­sa­do, se uma bo­lha re­ben­ta nas bol­sas — e em par­ti­cu­lar em Wall Stre­et — os efei­tos ne­ga­ti­vos em ca­deia são im­pre­vi­sí­veis e po­dem aca­bar por che­gar aos bol­sos

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