CAR­TAS AO DI­REC­TOR

Edição Público Lisboa - - ESPAÇO PÚBLICO -

Po­bre­za

Há no mun­do mui­ta po­bre­za e de­si­gual­da­de. Qu­ais as cau­sas mai­o­res? To­dos sa­be­mos que há po­vos ri­cos em paí­ses po­bres (de re­cur­sos naturais) e po­vos po­bres em paí­ses ri­cos. Pen­so que a prin­ci­pal cau­sa es­tá na qua­li­da­de dos go­ver­nan­tes e na so­ci­e­da­de que, atra­vés da par­ti­ci­pa­ção cívica (ou fal­ta de­la), os apro­va ou to­le­ra. Go­ver­nan­tes in­com­pe­ten­tes e corruptos ser­vi­do­res de ide­o­lo­gi­as ma­te­ri­a­lis­tas, que pri­vi­le­gi­am a lu­ta e o ódio, ge­ram po­bre­za, de­si­gual­da­de e opres­são. Go­ver­nan­tes pa­tri­o­tas, ho­nes­tos e com­pe­ten­tes, que pri­vi­le­gi­am o diá­lo­go fran­co e a to­le­rân­cia, cri­am ri­que­za pa­ra os seus po­vos. Se a co­mu­ni­da­de in­ter­na­ci­o­nal pres­si­o­nar os go­ver­nos do pri­mei­ro gru­po e não to­le­rar a cor­rup­ção, ha­ve­rá por cer­to um gran­de avan­ço ci­vi­li­za­ci­o­nal. Por­que ne­nhum país é tão po­bre que não pos­sa ali­men­tar os seus fi­lhos. Cân­di­do Mo­rais, Bra­ga

Equi­pa­men­to da se­lec­ção

Co­mo ben­fi­quis­ta, acho mui­to bo­ni­to o equi­pa­men­to (to­do vermelho) ul­ti­ma­men­te uti­li­za­do pe­la se­lec­ção na­ci­o­nal de fu­te­bol e que mais uma vez se viu no jo­go de quin­ta-fei­ra na Po­ló­nia. Mas, co­mo por­tu­guês, não pos­so de for­ma al­gu­ma con­cor­dar: o equi­pa­men­to na­ci­o­nal de­ve ser, sem­pre que pos­sí­vel, ca­mi­so­la ver­me­lha e calção ver­de, de­ven­do uti­li­zar-se o ama­re­lo em al­guns pon­tos pa­ra o tor­nar mais bo­ni­to e va­ri­a­do. É al­tu­ra de o Go­ver­no, atra­vés do IPDJ, obri­gar as fe­de­ra­ções (não só a de fu­te­bol...) a uti­li­zar o ver­da­dei­ro equi­pa­men­to na­ci­o­nal, com as co­res da nos­sa bandeira. E o equi­pa­men­to al­ter­na­ti­vo de­ve apro­xi­mar-se tan­to quan­to pos­sí­vel das co­res na­ci­o­nais. Ma­nu­el Arons Car­va­lho, Al­for­ne­los

O sis­te­ma elei­to­ral alemão

Che­ga a ser co­mo­ven­te as­sis­tir ao en­tu­si­as­mo de Jo­sé Ribeiro e Cas­tro pe­lo sis­te­ma elei­to­ral pa­ra o Par­la­men­to alemão. Nes­se sis­te­ma, me­ta­de dos de­pu­ta­dos são elei­tos por cír­cu­los uni­no­mi­nais (pa­ra apro­xi­mar elei­to­res e elei­tos) e a ou­tra me­ta­de num círculo na­ci­o­nal úni­co (pa­ra com­pen­sar as dis­tor­sões do sis­te­ma uni­no­mi­nal).

Acre­di­to que Ribeiro e Cas­tro es­te­ja con­ven­ci­do da ín­ti­ma li­ga­ção exis­ten­te na Ale­ma­nha en­tre ca­da de­pu­ta­do e as su­as de­ze­nas de mi­lha­res de elei­to­res, mas pos­so ga­ran­tir que aqui em Por­tu­gal a úni­ca li­ga­ção dos de­pu­ta­dos é e se­rá sem­pre ao par­ti­do pe­lo qu­al fo­ra elei­tos (e pe­lo qu­al que­rem vol­tar a sê-lo). Por is­so aqui (e des­con­fio que tam­bém na Ale­ma­nha) não ha­ve­rá qual­quer li­ga­ção re­al en­tre elei­to­res e elei­tos, pe­lo que o círculo elei­to­ral úni­co já pro­pos­to nas pá­gi­nas des­te jor­nal por Nu­no Ga­rou­pa é o mais jus­to dos sis­te­mas elei­to­rais com a res­sal­va de que ha­ve­rá uma per­cen­ta­gem mí­ni­ma de vo­tan­tes pa­ra que um par­ti­do te­nha as­sen­tos par­la­men­ta­res, pa­ra evi­tar a pro­li­fe­ra­ção de par­ti­dos e a pos­sí­vel in­go­ver­na­bi­li­da­de.

Nu­no Ga­rou­pa pro­põe 2% (eu pro­po­ria 1,5% ape­nas pa­ra que, se o ac­tu­al Par­la­men­to ti­ves­se si­do elei­to com es­tas re­gras, o PAN não fos­se ex­cluí­do). Na Ale­ma­nha mes­mo com os cír­cu­los uni­no­mi­nais a per­cen­ta­gem é de 5%, o que mos­tra bem a de­mo­cra­ti­ci­da­de do sis­te­ma. Pe­lo me­nos is­so Ribeiro e Cas­tro não pro­pu­nha pa­ra cá. Car­los An­jos, Lis­boa

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