Ser ou não Go­ver­no, eis a ques­tão no cen­tro do de­ba­te

Edição Público Lisboa - - DESTAQUE -

De­pois de uma ses­são in­ter­na­ci­o­nal on­tem à noi­te, a XI Con­ven­ção Na­ci­o­nal do Blo­co de Es­quer­da pros­se­gue ho­je e ama­nhã, no Pa­vi­lhão Mu­ni­ci­pal do Ca­sal Vis­to­so, em Lis­boa. Ao fi­nal da ma­nhã de ho­je es­tá pre­vis­to o dis­cur­so de aber­tu­ra, pe­la co­or­de­na­do­ra do par­ti­do, Ca­ta­ri­na Mar­tins.

Da agen­da da reu­nião mag­na dos blo­quis­tas faz ain­da par­te a vo­ta­ção das mo­ções de ori­en­ta­ção po­lí­ti­ca apre­sen­ta­das nes­ta con­ven­ção. Aque­la que reú­ne as prin­ci­pais ten­dên­ci­as do par­ti­do é mo­ção A, en­ca­be­ça­da pe­la co­or­de­na­do­ra Ca­ta­ri­na Mar­tins e subs­cri­ta pe­lo lí­der par­la­men­tar, Pe­dro Fi­li­pe Soares, e pe­la eu­ro­de­pu­ta­da, Ma­ri­sa Ma­ti­as.

Apre­sen­ta­ram-se à XI Con­ven­ção Na­ci­o­nal do Blo­co de Es­quer­da três mo­ções: pe­la mo­ção A, Um Blo­co mais for­te pa­ra mu­dar o país, fo­ram elei­tos 523 de­le­ga­dos (83,7% dos vo­tos). A mo­ção C, Mais de­mo­cra­cia, mais or­ga­ni­za­ção, ele­geu 12 de­le­ga­dos (1,9% dos vo­tos). A Mo­ção M, Um Blo­co que não se en­cos­ta, ele­geu 47 de­le­ga­dos (7,5% dos vo­tos). Os res­tan­tes de­le­ga­dos fo­ram elei­tos por pla­ta­for­mas lo­cais.

Na mo­ção de Ca­ta­ri­na Mar­tins, Pe­dro Fi­li­pe Soares e Ma­ri­sa Ma­ti­as po­de ler-se, cla­ra­men­te, que “o Blo­co quer ser for­ça de go­ver­no”.

“Em 2019, o Blo­co quer ser for­ça de go­ver­no, com uma no­va re­la­ção de for­ças. Um go­ver­no de es­quer­da dá uma ga­ran­tia ao po­vo: de­fen­de o sa­lá­rio, a pen­são e o em­pre­go. Não acei­ta re­cu­os, nem a pre­ca­ri­za­ção do tra­ba­lho, nem a re­du­ção do sa­lá­rio e da pen­são”, es­cre­vem os blo­quis­tas no do­cu­men­to.

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