O sis­te­ma elei­to­ral alemão

Edição Público Porto - - ESPAÇO PÚBLICO -

apro­xi­mar-se tan­to quan­to pos­sí­vel das co­res na­ci­o­nais. Ma­nu­el Arons Car­va­lho, Al­for­ne­los Che­ga a ser co­mo­ven­te as­sis­tir ao en­tu­si­as­mo de Jo­sé Ribeiro e Cas­tro pe­lo sis­te­ma elei­to­ral pa­ra o Par­la­men­to alemão. Nes­se sis­te­ma, me­ta­de dos de­pu­ta­dos são elei­tos por cír­cu­los uni­no­mi­nais (pa­ra apro­xi­mar elei­to­res e elei­tos) e a ou­tra me­ta­de num círculo na­ci­o­nal úni­co (pa­ra com­pen­sar as dis­tor­sões do sis­te­ma uni­no­mi­nal).

Acre­di­to que Ribeiro e Cas­tro es­te­ja con­ven­ci­do da ín­ti­ma li­ga­ção exis­ten­te na Ale­ma­nha en­tre ca­da de­pu­ta­do e as su­as de­ze­nas de mi­lha­res de elei­to­res, mas pos­so ga­ran­tir que aqui em Por­tu­gal a úni­ca li­ga­ção dos de­pu­ta­dos é e se­rá sem­pre ao par­ti­do pe­lo qu­al fo­ra elei­tos (e pe­lo qu­al que­rem vol­tar a sê-lo). Por is­so aqui (e des­con­fio que tam­bém na Ale­ma­nha) não ha­ve­rá qual­quer li­ga­ção re­al en­tre elei­to­res e elei­tos, pe­lo que o círculo elei­to­ral úni­co já pro­pos­to nas pá­gi­nas des­te jor­nal por Nu­no Ga­rou­pa é o mais jus­to dos sis­te­mas elei­to­rais com a res­sal­va de que ha­ve­rá uma per­cen­ta­gem mí­ni­ma de vo­tan­tes pa­ra que um par­ti­do te­nha as­sen­tos par­la­men­ta­res, pa­ra evi­tar a pro­li­fe­ra­ção de par­ti­dos e a pos­sí­vel in­go­ver­na­bi­li­da­de.

Nu­no Ga­rou­pa pro­põe 2% (eu pro­po­ria 1,5% ape­nas pa­ra que, se o ac­tu­al Par­la­men­to ti­ves­se si­do elei­to com es­tas re­gras, o PAN não fos­se ex­cluí­do). Na Ale­ma­nha mes­mo com os cír­cu­los uni­no­mi­nais a per­cen­ta­gem é de 5%, o que mos­tra bem a de­mo­cra­ti­ci­da­de do sis­te­ma. Pe­lo me­nos is­so Ribeiro e Cas­tro não pro­pu­nha pa­ra cá. Car­los An­jos, Lis­boa

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