Edição Público Lisboa

A obri­ga­to­ri­e­da­de da app e das más­ca­ras

CAR­TAS AO DI­REC­TOR

- Como · Lisbon

Te­nho acom­pa­nha­do com per­ple­xi­da­de es­ta dis­cus­são das me­di­das obri­ga­tó­ri­as pa­ra pro­tec­ção con­tra a pos­si­bi­li­da­de de in­fec­ção. Sou a fa­vor de to­das as me­di­das que nos pos­sam pro­te­ger, to­das. Mas te­nho que fa­zer os se­guin­tes re­pa­ros: se o pri­mei­ro-mi­nis­tro é mes­mo fa­vo­rá­vel à obri­ga­to­ri­e­da­de do uso de más­ca­ras na via pú­bli­ca, não po­de di­zer que não gos­ta da ideia, por­que es­tá a dar um pés­si­mo exem­plo. Quan­to à dis­cus­são da obri­ga­ção de des­car­re­gar a app, é pre­ci­so dis­cu­tir pri­mei­ro se a app fun­ci­o­na ou se é uma “ban­dei­ra” pa­ra en­ga­nar meia dú­zia de in­cau­tos. A app só ti­nha al­gu­ma uti­li­da­de se hou­ves­se a o obri­ga­to­ri­e­da­de de ca­da in­fec­ta­do, ou al­gu­ma en­ti­da­de por ele, de in­tro­du­zir o có­di­go, ne­ces­sá­rio pa­ra o re­gis­to de um in­fec­ta­do, na apli­ca­ção. Co­mo não exis­te es­sa obri­ga­ção, só cento e pou­cos in­fec­ta­dos in­tro­du­zi­ram o có­di­go na app. Sen­do as­sim, a fa­mo­sa e tão ba­da­la­da app é uma frau­de e não se per­ce­be o tem­po gas­to na sua pro­mo­ção. Pa­re­ce que­re­rem atin­gir ob­jec­ti­vos que não ca­bem a um Go­ver­no pu­bli­ci­tar.

Paulo Cu­nha, Lis­boa

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