Edição Público Lisboa

StayAway Co­vid

- Lisbon

Vão-se pas­san­do acon­te­ci­men­tos que, co­mo se di­zia an­ti­ga­men­te, não lem­bram ao Di­a­bo. A do­en­ça do te­le­mó­vel já gras­sa há al­gum tem­po, cá pe­lo bur­go, sem me­lho­ras à vis­ta. Ago­ra o mo­ti­vo é uma apli­ca­ção re­la­ti­va à co­vid-19 que o Go­ver­no quer se­ja obri­ga­tó­ria, que po­de­rá in­ter­fe­rir na vi­da pri­va­da de ca­da um. E as pes­so­as, e ain­da são mui­tas, que não têm e não que­rem ter te­le­mó­veis XPTO? São mul­ta­das, pre­sas? Fran­ca­men­te, não têm mais na­da com que se en­tre­ter? Não se­ria me­lhor haver uma fis­ca­li­za­ção mais aper­ta­da so­bre o que se não de­ve fa­zer além de in­for­ma­ções cons­tan­tes nas vá­ri­as es­ta­ções de TV e rá­dio te­rem um tom mais dra­má­ti­co, uma vez que gran­de par­te de to­dos nós ain­da não se com­pe­ne­trou que o que se pas­sa é mes­mo uma tra­gé­dia, que sa­fa vidas se­ja de quem for?

Car­los Le­al, Lis­boa

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