A IBÉRIA NO HO­RI­ZON­TE

JN História - - Tema De Capa -

O Tra­ta­do de Bré­tigny per­mi­ti­ra uma tré­gua, mas o es­pe­tro da guer­ra per­sis­tiu. As ten­sões con­ti­nen­tais man­ti­ve­ram-se em Fran­ça, mas tam­bém na Pe­nín­su­la Ibé­ri­ca. No cen­tro das ten­sões es­ta­vam as ques­tões di­nás­ti­cas e as su­as ra­mi­fi­ca­ções le­ga­lis­tas e re­li­gi­o­sas. Em Cas­te­la, a disputa do tro­no sur­giu ci­cli­ca­men­te des­de a mor­te de Afon­so XI, em 1350, dei­xan­do uma descendência com­ple­xa. Do ca­sa­men­to ofi­ci­al ge­ra­ra Pe­dro I, acla­ma­do de­pois rei de Cas­te­la. Mas era ain­da pai de uma lon­ga pro­le ile­gí­ti­ma. En­tre os bas­tar­dos es­ta­vam os gé­me­os Hen­ri­que, con­de de Tras­tâ­ma­ra, e Fa­dri­que Afon­so, mes­tre da Or­dem de San­ti­a­go, mais ve­lhos do que Pe­dro.

Hen­ri­que, apoi­a­do por Fa­dri­que, quis des­de lo­go re­cla­mar o tro­no, mas Pe­dro, de­pois cog­no­mi­na­do “Cru­el”, foi eli­mi­nan­do a opo­si­ção, no cam­po de ba­ta­lha e em pér­fi­dos jo­gos de trai-

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