O que mu­dou no anún­cio pre­li­mi­nar da OPA?

Jornal de Negócios - - EMPRESAS -

A CMVM obri­gou a Chi­na Th­ree Gor­ges a pro­ce­der a vá­ri­as al­te­ra­ções no anún­cio pre­li­mi­nar. A aden­da não al­te­ra, no seu es­sen­ci­al, o anún­cio da OPA, li­mi­tan­do-se a al­gu­mas cla­ri­fi­ca­ções, co­mo os prazos le­gais, a ac­tu­a­ção da EDP ou o ca­rác­ter da ofer­ta so­bre a EDP Re­no­vá­veis. 1 QUEM É QUEM?

CTG vs CNIC A CMVM se­pa­rou as águas en­tre os ac­ci­o­nis­tas chi­ne­ses da EDP. O su­per­vi­sor im­pu­ta as du­as par­ti­ci­pa­ções de ac­ci­o­nis­tas chi­ne­ses da EDP à Re­pú­bli­ca Po­pu­lar da Chi­na. Mas, ape­sar dis­to, con­si­de­ra que os di­rei­tos de vo­to da CNIC na EDP “não são im­pu­tá­veis” à CTG. Nas assembleias de ac­ci­o­nis­tas as du­as po­si­ções não têm si­do agru­pa­das.

2 23,27% DA CTG

Ca­sa de par­ti­da A CMVM tam­bém es­ta­be­le­ceu que, da­do os di­rei­tos de vo­to da CNIC não se­rem im­pu­tá­veis à Chi­na Th­ree Gor­ges, a com­pa­nhia chi­ne­sa par­te pa­ra es­ta ofer­ta pú­bli­ca de aqui­si­ção a par­tir dos seus 23,27% e não dos 28,25% ca­so a par­ti­ci­pa­ção da CNIC fos­se im­pu­ta­da à CTG, con­for­me es­cla­re­ceu a CMVM.

3 PRAZOS LE­GAIS

Pros­pec­to da ofer­ta No anún­cio pre­li­mi­nar, a CTG es­ta­be­le­ceu que a efi­cá­cia da ofer­ta es­ta­va su­jei­ta à con­di­ção de 50% dos di­rei­tos de vo­to mais um, mas di­zia que po­dia re­nun­ci­ar a es­ta con­di­ção “até à li­qui­da­ção da ofer­ta”. A CTG ago­ra es­cla­re­ce que re­ser­va-se ao di­rei­to de re­nun­ci­ar a es­ta me­ta “nos ter­mos le­gal­men­te ad­mis­sí­veis”, is­to é, o pra­zo e os ter­mos pa­ra dei­xar cair a me­ta te­rão que cons­tar do pros­pec­to da ofer­ta.

4 BOA FÉ

EDP de­ve agir de boa fé Uma das al­te­ra­ções in­cluí­das na aden­da foi ter dei­xa­do cair a ex­pres­são “de­ver de neu­tra­li­da­de” num dos pon­tos. Ques­ti­o­na­da so­bre es­ta al­te­ra­ção, a CMVM apon­ta que a no­va ver­são re­me­te pa­ra o Có­di­go dos Va­lo­res Mo­bi­liá­ri­os que es­ta­be­le­ce que a ad­mi­nis­tra­ção da EDP de­ve “agir de boa fé, de­sig­na­da­men­te quan­to à cor­rec­ção da in­for­ma­ção e quan­to à le­al­da­de do com­por­ta­men­to”.

5 RE­NO­VÁ­VEIS

OPA à Re­no­vá­veis O anún­cio pre­li­mi­nar da EDP Re­no­vá­veis (EDPR) tam­bém so­freu al­te­ra­ções. Na aden­da a ofer­ta so­bre a em­pre­sa dei­xa de ser obri­ga­tó­ria e pas­sa a ser ape­nas ge­ral. A CMVM ex­pli­ca que es­ta mu­dan­ça de­ve-se ao fac­to da “OPA ge­ral pre­li­mi­nar­men­te anun­ci­a­da pe­la EDPR não tem ain­da ca­rác­ter obri­ga­tó­rio”. Es­ta ofer­ta só se­rá obri­ga­tó­ria se a CTG pas­sar a con­tro­lar a EDP, e in­di­rec­ta­men­te a EDPR.

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