DE ILHA EM ILHA, VÁ A TO­DAS

Jornal de Notícias - JN + Evasões - - SAIR -

São 10h00 e o te­le­fo­ne de Sandra não pa­ra de to­car. São re­ser­vas a che­gar. Sandra Cor­reia e Ri­car­do Oli­vei­ra tra­ba­lha­vam nu­ma em­pre­sa al­gar­via de em­bar­ca­ções tu­rís­ti­cas quan­do, há um ano, to­ma­ram a de­ci­são de içar um ne­gó­cio pró­prio, a ISLANDS 4 YOU. A pri­mei­ra em­bar­ca­ção a le­var os tu­ris­tas pa­ra lá dos li­mi­tes da ter­ra cha­ma-se Bel­la Ria. O no­me não po­de­ria ser mais apro­pri­a­do.

A ria For­mo­sa, o cor­dão du­nar e o Atlân­ti­co de­li­mi­tam, a sul, o mu­ni­cí­pio de Fa­ro. As co­nhe­ci­das ilhas for­mam-se quan­do a areia fi­na é in­ter­rom­pi­da pe­las li­ga­ções en­tre o mar e a ria. A ilha da Cu­la­tra e do Farol; a da Bar­re­ta,

co­nhe­ci­da por De­ser­ta; e a ilha de Fa­ro (cu­jo no­me «cer­to» é pe­nín­su­la do An­cão) são de vi­si­ta obri­ga­tó­ria. Na ilha do Farol, ali­nham-se ca­si­nhas tér­re­as, há res­tau­ran­tes e ca­fés, mas to­dos an­dam a pé ou de bi­ci­cle­ta. E to­dos de chi­ne­los por­que a areia é o «as­fal­to» do sí­tio. Na Cu­la­tra, chei­ra a pei­xe e a vi­da faz-se no e do mar. No pe­que­no por­to, amon­to­am-se as re­des de pes­ca e as gai­vo­tas à es­pe­ra da sua sor­te. Na ilha vi­vem so­bre­tu­do pes­ca­do­res.

Na Bar­ri­nha, praia na ex­tre­mi­da­de nas­cen­te da pe­nín­su­la do An­cão, meia dú­zia de pes­so­as hu­ma­ni­zam um lu­gar nor­mal­men­te des­po­vo­a­do. Não há edi­fí­ci­os nem in­fra­es­tru­tu­ras. É um pri­vi­lé­gio ver o mun­do a par­tir des­te lu­gar.

Ma­ris­co fres­co, prai­as de areia dou­ra­da, res­tau­ran­tes com mui­to mar à vis­ta: ver Fa­ro é tam­bém vi­si­tar as ilhas que a ro­dei­am.

Gon­ça­lo e João Má­xi­mo, fi­lho e pai, co­zi­nhei­ro e fren­te de sa­la, são a al­ma da Tasca do João.

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