UMA RUA DE MON­TRAS EM OEI­RAS

A Rua Dr. Jo­sé da Cu­nha tor­nou-se uma zo­na agra­dá­vel pa­ra pas­se­ar, des­de que os ban­cos que lá exis­ti­am fo­ram sen­do subs­ti­tuí­dos por lo­jas e ca­sas de res­tau­ra­ção.

Jornal de Notícias - JN + Evasões - - SUMÁRIO - TEX­TO DE ISALTINA PA­DRÃO. FO­TO­GRA­FI­AS DE CAR­LOS MA­NU­EL MAR­TINS

Rou­pa em se­gun­da mão, cerâmica e bo­las-de-ber­lim: ro­tei­ro por­ta a por­ta, na Rua Dr. Jo­sé da Cu­nha.

Ono­me da rua pres­ta ho­me­na­gem a Jo­sé da Cu­nha, mé­di­co que vi­veu en­tre 1919 e 1993. Zo­na mais co­nhe­ci­da por Fó­rum Oei­ras, uma es­pé­cie de cen­tro co­mer­ci­al ao ar li­vre – há quem con­fun­da es­te es­pa­ço com o shop­ping Oei­ras Par­que –, que co­me­çou por ser uma área de ser­vi­ços, so­bre­tu­do ins­ti­tui­ções ban­cá­ri­as. Aos pou­cos, os ban­cos fo­ram dan­do lu­gar a es­pa­ços co­mer­ci­ais, ten­do aqui­lo que se as­se­me­lha a uma pra­ce­ta so­fri­do uma re­vi­ta­li­za­ção. Os jar­dins ao meio pas­sa­ram a ser fre­quen­ta­dos por fa­mí­li­as e nos la­gos, por ve­zes, até an­dam pe­que­nos bar­cos te­le­co­man­da­dos por cri­an­ças e pais. So­bre­tu­do aos fins de se­ma­na, o mo­vi­men­to é tal que o es­cas­so par­que de es­ta­ci­o­na­men­to e as pa­ra­gens em se­gun­da fi­la di­fi­cul­tam a cir­cu­la­ção de car­ros e de pes­so­as. Afi­nal, não há be­la sem se­não.

1 MANDRÁGORA, 18B

De­co­rar e fa­zer pro­je­tos de in­te­ri­or e ex­te­ri­or es­tá no san­gue da fa­mí­lia Bou­ça, ten­do si­do a ma­tri­ar­ca Car­men (com a aju­da da mãe) a im­pul­si­o­na­do­ra de um ne­gó­cio que nas­ceu em 1975 e que vai na quar­ta ge­ra­ção. E se as mu­lhe­res – Car­mem e as du­as fi­lhas Mar­ta e Ana – li­dam di­re­ta­men­te com o cli­en­te que «mui­tas ve­zes se tor­na ami­go», já as fi­nan­ças es­tão a car­go de Te­o­tó­nio Bou­ça, cu­jas pi­sa­das são se­gui­das pe­los ne­tos. Na lo­ja, que há dez anos mu­dou de Ben­fi­ca pa­ra Oei­ras, há de tu­do pa­ra de­co­rar ou re­mo­de­lar a ca­sa. In­clu­si­ve res­tau­ro.

2 CE­R­MI­CAS DA LI­NHA, 20B

Nes­ta ca­sa, a loi­ça é tan­ta que se ven­de ao qui­lo. A ideia sur­giu em 2011, quan­do abriu a lo­ja de Car­ca­ve­los. A re­cei­ta te­ve su­ces­so e, quer nes­te es­pa­ço quer no do Chi­a­do, o que mais se ven­de é loi­ça (a par­tir de 3,80 eu­ros/kg). É tam­bém pos­sí­vel com­prar ar­ti­gos avul­so das mar­cas Bor­dal­lo Pi­nhei­ro e Cos­ta No­va. Loi­ças de grés, fai­an­ça e ter­ra­co­ta e to­das de fa­bri­co na­ci­o­nal.

3 SA­CO­LI­NHA, 26A

A par das bo­las-de-ber­lim sim­ples, com cre­me ou do­ce de lei­te, o cros­saint é a es­pe­ci­a­li­da­de da Sa­co­li­nha (até já ga­nhou um pré­mio). Foi co­mo pa­da­ria que nas­ceu, em 1986. Jo­sé An­tó­nio Sil­va e a mu­lher emi­gra­ram pa­ra o Bra­sil e de­di­ca­ram-se à pa­ni­fi­ca­ção. Anos mais tar­de, quan­do re­gres­sa­ram ao país, de­ram con­ti­nui­da­de ao ne­gó­cio na­que­la que é ho­je uma re­co­nhe­ci­da pas­te­la­ria e pa­da­ria que bre­ve­men­te abri­rá a sua 11ª lo­ja. O ne­gó­cio con­ti­nua a ser fa­mi­li­ar, com os ir­mãos Fá­bio e Ale­xan­dre Sil­va na li­de­ran­ça.

4 TOPS N DOLLS, 30A

Reu­ti­li­zar é a pa­la­vra-cha­ve des­ta lo­ja de com­pra e ven­da de ar­ti­gos em se­gun­da mão - de e pa­ra cri­an­ças até aos 12 anos. Aqui o im­por­tan­te não é a mar­ca, mas sim o es­ta­do de con­ser­va­ção do ar­ti­go. As pe­ças são ava­li­a­das e há du­as for­mas de ne­go­ci­ar com quem quer ven­der: atra­vés de com­pra di­re­ta, pa­gan­do em di­nhei­ro; ou em tro­ca de ou­tros pro­du­tos na lo­ja. Os ar­ti­gos de pu­e­ri­cul­tu­ra pe­sa­da (ca­mas, car­ri­nhos, bi­ci­cle­tas, ca­dei­ras de pa­pa) fi­cam à con­sig­na­ção.

5 DIS­TO E D’KILO, 33A

O ca­sal Ana Pau­la e Rui Pe­res que­ria ofe­re­cer «al­go di­fe­ren­te do que já exis­tia no mercado». Apos­ta­ram en­tão no que con­si­de­ram «um con­cei­to ino­va­dor» com qua­tro ver­ten­tes: gre­lha­dos, em que o cli­en­te po­de es­co­lher e ver con­fe­ci­o­nar a pe­ça de car­ne ou de pei­xe que vai con­su­mir; co­mi­da a pe­so; sushi e ta­ke-away e en­tre­gas ao do­mi­cí­lio. Tem vas­ta gar­ra­fei­ra de vinhos na­ci­o­nais e pro­du­tos gourmet. Aber­to to­dos os di­as.

6 MISSUS, 25 LO­JA A

Nes­ta lo­ja de ar­ti­gos de ba­nho – biquí­nis, fa­tos de ba­nho e to­a­lhas – vai ser ve­rão no ano in­tei­ro. Se­gun­do os do­nos, Mar­ta Ma­ti­as e An­dré Sil­va, vai dar-se con­ti­nui­da­de à li­nha de ba­nho «por­que hou­ve um gran­de in­ves­ti­men­to no de­sign e na qua­li­da­de e, co­mo é o pri­mei­ro ano de vi­da do pro­je­to, é ne­ces­sá­rio mais tem­po pa­ra fa­zer a ava­li­a­ção». Além dis­so, «o in­ver­no cá é mui­to cur­to», o que jus­ti­fi­ca que es­ta pai­xão de Mar­ta pe­la mo­da, no­me­a­da­men­te por ar­ti­gos de ba­nho, es­te­ja ex­pos­ta no ano in­tei­ro.

7 PARTY­VAL, 23 LO­JA B

Nes­ta lo­ja de ar­ti­gos de festa, que abriu fi­si­ca­men­te há um ano – a lo­ja on­li­ne já exis­tia em party­val.com.pt – há di­ver­sas va­ri­an­tes: ca­ke de­sign (ar­ti­gos pa­ra fa­zer bo­los e bo­la­chi­nhas), gift (mo­chi­las, lan­chei­ras, cha­péus-de-chu­va ou sim­ples pos­tais) e ar­ti­gos de de­co­ra­ção de even­tos. Re­cen­te­men­te, Só­nia e An­tó­nio Fer­nan­des, os do­nos, apos­ta­ram nas mas­co­tes pa­ra alu­gar e na or­ga­ni­za­ção e ani­ma­ção de even­tos. Tu­do is­to te­ve iní­cio em 1977, com a con­fe­ção de fa­tos de Car­na­val e de pe­lu­ches.

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