A LOJA PA­RA AMAN­TES DA VI­DA SAUDÁVEL

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Em Ma­to­si­nhos, a Che­lo ven­de ma­te­ri­al de surf e bi­bi­cle­tas e pro­mo­ve um mo­do de vi­da sus­ten­tá­vel.

MA­TO­SI­NHOS A Che­lo Co­ast Hou­se fi­ca jun­to à praia de Ma­to­si­nhos e fun­ci­o­na co­mo loja, ofi­ci­na gra­tui­ta e ca­fe­ta­ria. Além de ven­der bicicletas ex­clu­si­vas, dis­po­ni­bi­li­za fer­ra­men­tas aos ci­clis­tas e tem uma car­ta so­bre­tu­do ve­ge­ta­ri­a­na. TEX­TO DE MA­RIA JOÃO MON­TEI­RO | FO­TO­GRA­FI­AS DE PE­DRO GRANADEIRO/GI

Afran­ce­sa Ma­rie e o chi­le­no Mar­ce­lo co­nhe­ce­ram-se num pas­seio de bi­ci­cle­ta em San­ti­a­go. De­pois de um pe­río­do na ca­pi­tal chi­le­na, vi­ve­ram em Pa­ris, de on­de par­ti­ram com o ob­je­ti­vo de co­nhe­cer a cos­ta por­tu­gue­sa e as su­as on­das. «Sain­do de du­as ca­pi­tais, qu­e­ría­mos uma ci­da­de de ta­ma­nho mais hu­ma­no», con­ta Ma­rie. Che­ga­ram ao Por­to em ja­nei­ro de 2017 e, um ano de­pois, inau­gu­ra­ram a Che­lo Co­ast Hou­se, na Avenida da Re­pú­bli­ca, em Ma­to­si­nhos.

Aqui, ven­dem-se bicicletas com de­sign ex­clu­si­vo de Mar­ce­lo – en­tre os 1600 e os 2300 eu­ros –, pran­chas e fa­tos de surf da mar­ca Pa­ta­go­nia e ou­tros aces­só­ri­os. Mas es­ta não é ape­nas uma loja on­de o cli­en­te en­tra, com­pra e sai. «Mais do que su­ces­so eco­nó­mi­co, que­re­mos ter su­ces­so hu­ma­no. Di­a­ri­a­men­te, nu­tres-te mais com pes­so­as do que com tu­do o res­to», ex­pli­ca Mar­ce­lo. O ca­riz so­ci­al des­te es­pa­ço re­fle­te-se na ofi­ci­na gra­tui­ta que dá aos ci­clis­tas as fer­ra­men­tas ne­ces­sá­ri­as pa­ra que

ar­ran­jem as bicicletas em mo­do DIY (do it your­self ). «Se for pre­ci­so, es­ta­mos aqui pa­ra aju­dar. A ofi­ci­na ser­ve pa­ra rom­per es­sa dis­tân­cia que exis­te en­tre nós e o cli­en­te.»

O es­ti­lo de vi­da sus­ten­tá­vel es­tá em ca­da can­to da ca­sa. «Acre­di­ta­mos no con­su­mo res­pon­sá­vel, na ideia de com­prar me­nos coi­sas com mai­or qua­li­da­de e nu­ma ali­men­ta­ção com pro­du­tos fres­cos e re­gi­o­nais», diz Ma­rie. As­sim é na co­zi­nha on­de os pe­tis­cos são pre­pa­ra­dos. Exis­te, in­clu­si­ve, uma par­ce­ria com a Fru­ta Feia – or­ga­ni­za­ção que lu­ta con­tra o des­per­dí­cio ali­men­tar –, for­ne­ce­do­ra de fru­ta e le­gu­mes.

A emen­ta é so­bre­tu­do ve­ge­ta­ri­a­na e in­clui san­duí­ches, tos­tas, smo­othi­es e milksha­kes. Há ape­ri­ti­vos ins­pi­ra­dos nas raí­zes do ca­sal, co­mo a fran­ce­sa ta­pe­na­de, um pu­ré de azei­to­na, al­ca­par­ras, azei­te, alho e an­cho­vas, e

la chi­le­na, uma tor­ra­da com aba­ca­te es­ma­ga­do e pimenta chi­le­na fu­ma­da. En­tre as op­ções gu­lo­sas es­tão o bo­lo de ce­nou­ra e o de ca­cau e fru­tos se­cos.

Os azuis e as ma­dei­ras cla­ras to­mam con­ta da de­co­ra­ção, tam­bém ela an­co­ra­da na eco­no­mia lo­cal. Os mó­veis fo­ram to­dos res­tau­ra­dos e as pa­le­tas trans­for­ma­ram-se em con­for­tá­veis so­fás com vis­ta pa­ra o mar. Com a che­ga­da do ve­rão, Ma­rie e Mar­ce­lo que­rem tra­zer pa­les­tras, workshops e noi­tes de ci­ne­ma à sua ca­sa – uma ca­sa que não quer ser só de sur­fis­tas nem de ci­clis­tas, mas da co­mu­ni­da­de.

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