UMA RUA NO CEN­TRO DE SE­TÚ­BAL

SE­TÚ­BAL En­tre o Mu­seu do Tra­ba­lho e o mais re­cen­te res­tau­ran­te lu­so-bra­si­lei­ro há ca­da vez mais o que ver, co­mer e com­prar nes­ta rua do cen­tro his­tó­ri­co, que após anos no es­que­ci­men­to ga­nha no­va vi­da. TEX­TO DE AN­DRÉ RO­SA

Jornal de Notícias - JN + Evasões - - EVASOES -

A Ar­ron­ches Jun­quei­ro es­te­ve es­que­ci­da du­ran­te anos. Ago­ra, tem no­vos ne­gó­ci­os e mui­ta cul­tu­ra.

Obo­ni­to por­tal de pe­dra no to­po da an­ti­ga Rua de São Se­bas­tião re­me­te pa­ra a er­mi­da que lhe deu no­me e que se si­tu­a­va no cen­tro do atu­al Lar­go dos De­fen­so­res da Re­pú­bli­ca, do­no de um mi­ra­dou­ro úni­co so­bre a ci­da­de. Foi a par­tir des­ta por­ta da mu­ra­lha medieval, cons­truí­da a par­tir de 1325, que a ci­da­de se ex­pan­diu.

A re­no­me­a­ção da rua acon­te­ceu mais tar­de, em ho­me­na­gem a An­tó­nio Ca­si­mi­ro Ar­ron­ches Jun­quei­ro (1868-1940), que ali nas­ceu na ca­sa de in­ver­no da fa­mí­lia, e que se des­ta­cou co­mo jor­na­lis­ta, po­e­ta, dra­ma­tur­go, bi­bli­o­te­cá­rio, ar­queó­lo­go e zoó­lo­go. Es­tu­di­o­so da fau­na e flo­ra da re­gião, tor­nou­se um dos vul­tos mais re­co­nhe­ci­dos da eli­te se­tu­ba­len­se.

Ou­tro­ra se­de da re­da­ção do tris­s­se­ma­ná­rio O Se­tu­ba­len­se, que deu lu­gar a um hos­tel, ho­je

a Rua Ar­ron­ches Jun­quei­ro vi­ve uma no­va di­nâ­mi­ca de ne­gó­ci­os, on­de es­pa­ços tra­di­ci­o­nais co­e­xis­tem com res­tau­ran­tes, lo­jas e ser­vi­ços mais con­tem­po­râ­ne­os. Se­ja a su­bir ou a des­cer, tem-se nes­ta lon­ga ar­té­ria a sen­sa­ção de que a vi­da de bair­ro ain­da é o que era, e sa­be aco­lher os no­vos di­na­mi­za­do­res da Bai­xa sa­di­na.

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Portugal

© PressReader. All rights reserved.