NOVIDADES NA HERDADE DO ESPORÃO

A tão an­te­ci­pa­da re­a­ber­tu­ra do res­tau­ran­te da Herdade do Esporão trou­xe novidades, que não se fi­cam pe­la co­zi­nha. Co­mo o no­vo la­gar de azei­tes, que já re­ce­be vi­si­tas, e a re­no­va­da sa­la de pro­vas com uma me­sa que é tu­do me­nos co­mum.

Jornal de Notícias - JN + Evasões - - EVASOES - TEX­TO DE MARLENE RENDEIRO FO­TO­GRA­FIA DE ESPORÃO/DR

O es­pa­ço alentejano tem no­va co­zi­nha, no­va sa­la de pro­vas e ou­tras pro­pos­tas além do eno­tu­ris­mo.

«Es­te ven­to do Nor­te de Áfri­ca traz áca­ros. Mas te­mos jo­a­ni­nhas que lhes cha­mam um ace­pi­pe.» Com a bi­ci­cle­ta pa­ra­da jun­to às vi­nhas, num dia ven­to­so, Jo­sé Ro­quet­te des­cre­ve nu­ma ex­pres­são aqui­lo que é a al­ma da Herdade do Esporão, que fun­dou em 1973 com Jo­a­quim Ban­dei­ra, e que tem o se­lo de eno­tu­ris­mo des­de o fi­nal dos anos 1990. O tra­ba­lho a ca­mi­nho do bi­o­ló­gi­co foi fei­to pra­ti­ca­men­te des­de o iní­cio e, es­te ano, cem por cen­to da vi­nha foi re­gis­ta­da co­mo or­gâ­ni­ca. «Tu­do re­quer mui­ta in­ves­ti­ga­ção, mas quem tem 21 ne­tos não po­de dei­xar de se pre­o­cu-

par com sus­ten­ta­bi­li­da­de», diz o res­pon­sá­vel da em­pre­sa de vi­nhos e azei­te.

A po­lí­ti­ca é trans­ver­sal a to­do o Esporão, in­clu­si­ve ao res­tau­ran­te que re­a­briu re­cen­te­men­te com uma no­va fi­lo­so­fia e uma pe­que­na re­no­va­ção es­té­ti­ca, que o dei­xou com mais vi­dra­ças pa­ra o ex­te­ri­or e mais vis­tas pa­ra o la­go da herdade. A aber­tu­ra era aguar­da­da com aten­ção, até pe­la fas­quia ele­va­da pe­lo úl­ti­mo chef, Pe­dro Pe­na Bas­tos, nu­ma al­tu­ra em que o Esporão se vol­tou pa­ra a alta co­zi­nha. A pre­o­cu­pa­ção com o pro­du­to con­ti­nua ago­ra com Car­los Tei­xei­ra, da an­te­ri­or equi­pa de Pe­na Bas­tos,

e com a du­pla Bru­no Ca­sei­ro e Fi­li­pa Gon­çal­ves, que con­ci­li­am o no­vo pro­je­to com o res­tau­ran­te Ca­va­la­ri­ça, na Com­por­ta.

Ela, chef pas­te­lei­ra, é tam­bém a res­pon­sá­vel pe­lo pão de fer­men­ta­ção len­ta que che­ga à me­sa com o azei­te da herdade, an­tes dos bró­co­los com mai­o­ne­se de rá­ba­no, da cou­ve fu­ma­da e de uma es­pé­cie de ta­gli­a­tel­le fei­to com cho­co pren­sa­do e acel­ga e ovo ra­la­dos. A sim­pli­ci­da­de faz par­te da no­va iden­ti­da­de do res­tau­ran­te, per­mi­tin­do tan­to es­co­lher à car­ta e con­ju­gar os vá­ri­os pra­tos co­mo op­tar por um me­nu de de­gus­ta­ção de três ou cin­co mo­men­tos.

Ou­tra das novidades na herdade pas­sa por ex­plo­rar a ver­ten­te de ole­o­tu­ris­mo com o re­cém-inau­gu­ra­do la­gar de azei­te, que se di­vi­de em dois edi­fí­ci­os, um dos quais em cor­ti­ça, des­ti­na­do ao ar­ma­ze­na­men­to. A ou­tra cons­tru­ção per­mi­te acom­pa­nhar to­do o pro­ces­so, a par­tir do mo­men­to em que se dá a re­ce­ção da azei­to­na até à mo­a­gem e ex­tra­ção, gra­ças aos ar­cos que dei­xam ver to­da a ma­qui­na­ria, por sua vez iden­ti­fi­ca­da. A pre­o­cu­pa­ção com o des­per­dí­cio es­tá tam­bém aqui pre­sen­te e é por is­so que as águas da la­va­gem são tra­ta­das e rein­tro­du­zi­das no sis­te­ma de re­ga, tal co­mo as fo­lhas são usa­das na com­pos­ta­gem. A ex­pli­ca­ção e vi­si­tas são fei­tas pe­la equi­pa de azei­te e, ain­da que não de­cor­ram du­ran­te as cam­pa­nhas (en­tre ou­tu­bro e ja­nei­ro), se­rá pos­sí­vel fa­zer a pro­va das va­ri­e­da­des ali pro­du­zi­das.

A re­or­ga­ni­za­ção da herdade pas­sa tam­bém por al­te­ra­ções nas ade­gas dos tintos e bran­cos. Va­le a pe­na des­cer à ca­ve dos vi­nhos, não só pa­ra co­nhe­cer a ar­qui­te­tu­ra do es­pa­ço, fei­to com os mes­mos mol­des das ga­le­ri­as do Me­tro de Lis­boa, mas tam­bém pa­ra a der­ra­dei­ra pro­va na zo­na da gar­ra­fei­ra his­tó­ri­ca. Há ago­ra uma no­va me­sa de pro­vas, que rou­ba to­das as aten­ções, pro­du­zi­da pe­lo ate­liê de ar­qui­te­tu­ra Skrei com adu­e­las de bar­ri­cas. Já se sa­be, reu­ti­li­za­ção é a pa­la­vra-cha­ve nes­ta herdade.

HERDADE DO ESPORÃO

Reguengos de Monsaraz Tel.: 266509280

Web: es­po­rao.com Res­tau­ran­te, das 12h30 às 15h00. En­cer­ra ao do­min­go e à se­gun­da.

Pre­ço: Res­tau­ran­te (a la car­te), 45 eu­ros. Vi­si­ta ao la­gar com pro­vas, a par­tir de 12,50 eu­ros. Mar­ca­ções re­ser­vas@es­po­rao.com

Os chefs (da esq. pa­ra a dir.) Bru­no Ca­sei­ro, Fi­li­pa Gon­çal­ves e Car­los Tei­xei­ra são os atu­ais res­pon­sá­veis pe­la co­zi­nha do res­tau­ran­te do Esporão.

A no­va me­sa de pro­vas do Esporão (em ci­ma), fei­ta com adu­e­las de bar­ri­cas, foi con­ce­bi­da pe­lo ate­liê de ar­qui­te­tu­ra Skrei.

TRILHOS ALÉM DAS VI­SI­TAS E PRO­VAS NOS LA­GA­RES DE AZEI­TE E VI­NHOS, O ESPORÃO TEM TAM­BÉM PER­CUR­SOS ASSINALADOS PA­RA FA­ZER DE BI­CI­CLE­TA, DE CHARRETE E, BRE­VE­MEN­TE, A PÉ.

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