O BRA­SIL CA­BE TO­DO NES­TE BOTECO

Es­te es­pa­ço ho­me­na­geia o boteco ca­ri­o­ca e por is­so não fal­tam a man­di­o­ca fri­ta, o pão de quei­jo e a pi­ca­nha, mas tam­bém há ou­tros pra­tos que re­fle­tem as in­fluên­ci­as de ou­tras cul­tu­ras na co­zi­nha bra­si­lei­ra. E mui­ta cachaça.

Jornal de Notícias - JN + Evasões - - RESTAURANTES - TEX­TO DE AN­DRÉ RO­SA FOTOGRAFIAS DE GUS­TA­VO BOM/GI

Na bei­ra do rio, em­bai­xo do Cris­to. A lo­ca­li­za­ção do Boteco da Dri, no Cais Gás (on­de exis­tiu o res­tau­ran­te Pes­ca­ria), não po­dia ca­sar me­lhor o am­bi­en­te tro­pi­cal do Rio de Ja­nei­ro com a fren­te ri­bei­ri­nha lis­bo­e­ta. Mas – ga­ran­te Re­na­to Cas­tro San­tos – es­te não é um res­tau­ran­te bra­si­lei­ro da­do aos cli­chés: co­mo boteco que é, tem na car­ta a pi­ca­nha, o pão de quei­jo e a man­di­o­ca fri­ta, sim, mas tam­bém ou­tros pra­tos do dia-a-dia dos ca­ri­o­cas.

É o ca­so da san­duí­che de per­nil ser­vi­da com quei­jo e aba­ca­xi e do pi­ca­di­nho ca­ri­o­ca que se jun­ta à fa­ro­fa e ao ar­roz. Pra­tos que acres­cen­tam no­vi­da­de e co­nhe­ci­men­to pa­ra qu­em pro­cu­ra os tra­di­ci­o­nais sa­bo­res bra­si­lei­ros, óti­mos pa­ra ini­ci­ar a re­fei­ção com ami­gos: man­di­o­ca fri­ta (ba­se da co­zi­nha in­dí­ge­na), pas­tel mix da Dri (pas­téis de car­ne, ca­ma­rão e quei­jo) e umas ba­ta­tas de quei­jo e ba­con ca­pa­zes de «pe­sar na cons­ci­ên­cia». As do­ses fo­ram to­das pen­sa­das pa­ra par­ti­lhar, tal co­mo acon­te­ce nos bo­te­cos do Rio de Ja­nei­ro. «Os bra­si­lei­ros pre­fe­rem es­tar num bar em vez de sair à noi­te e reú­nem ami­gos à vol­ta da me­sa pa­ra beber e co­mer num mo­men­to de con­ví­vio, la­zer e mú­si­ca», con­ta Re­na­to. De fun­do to­ca Seu Jor­ge, um dos mui­tos no­mes de uma play­list pen­sa­da es­pe­ci­fi­ca­men­te pa­ra o res­tau­ran­te.

O pro­je­to nas­ceu quan­do Re­na­to, ca­ri­o­ca de 32 anos e há dois em Portugal, se jun­tou a Da­ni­el Baz, um suí­ço-li­ba­nês de 26 anos que de­ci­diu in­ves­tir num pro­je­to em Lis­boa. A ele se de­ve, aliás, a pre­sen­ça do fe­la­fel de grão de bi­co, com es­par­gos e co­gu­me­los, co­mo op­ção ve­ge­ta­ri­a­na. Na co­zi­nha tra­ba­lha o chef Pe­dro Ha­zak, as­se­gu­ran­do que há sem­pre pra­tos a sair até às 03h00. O Bra­sil por in­tei­ro e a qual­quer ho­ra. l

BOTECO DA DRI Cais Gás, 19 (Cais do Sodré). Tel.: 213463588. Das 19h00 às 04h00. En­cer­ra à se­gun­da. Web: fa­ce­bo­ok.com/bo­te­co­da­dri . Pre­ço mé­dio: 20 eu­ros

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