POR­QUE É QUE OS MIÚ­DOS TÊM ME­DO DE PA­LHA­ÇOS?

Jornal de Notícias - JN + Noticias Magazine - - Esti- Los -

Ir ao cir­co com uma cri­an­ça é um jo­go de sor­te ou azar: os pa­lha­ços não são fi­gu­ras con­sen­su­ais en­tre os mais no­vos. Em 2008, um es­tu­do da Uni­ver­si­da­de de Shef­fi­eld, no Rei­no Uni­do, ava­li­ou as per­ce­ções de 250 cri­an­ças en­tre os qua­tro e os 16 anos em re­la­ção à de­co­ra­ção do espaço hos­pi­ta­lar e foi mais lon­ge: a ge­ne­ra­li­da­de dos miú­dos odeia ima­gens de pa­lha­ços. Ou­tro es­tu­do, es­te nos EUA e pu­bli­ca­do em 2017 no “Eu­ro­pe­an Jour­nal of Pe­di­a­trics”, mos­tra que en­tre as cri­an­ças hos­pi­ta­li­za­das há uma pre­va­lên­cia de 1,2% de in­fan­tes com mui­to me­do de pa­lha­ços, 85% dos quais me­ni­nas. Ti­pi­ca­men­te, to­dos te­mos ten­dên­cia pa­ra ter me­do de coi­sas que nos pa­re­çam fo­ra do normal, e pes­so­as com sa­pa­tos gi­gan­tes, ca­be­lo ro­xo, ca­ra pin­ta­da de bran­co e na­riz ver­me­lho na­da têm de co­mum. Além da es­tra­nhe­za da fi­gu­ra em si, fi­ca o des­con­for­to: o que é que que es­tá por bai­xo da­qui­lo tudo? Nas cri­an­ças mais pe­que­nas há ou­tra ex­pli­ca­ção pa­ra es­te re­ceio: en­tre os no­ve me­ses e o ano em meio es­tá-se no au­ge da cha­ma­da “re­a­ção ao estranho”, uma fa­se normal do pro­ces­so de de­sen­vol­vi­men­to em que se re­ve­la an­gús­tia quan­do ex­pos­ta a pes­so­as fo­ra do ha­bi­tu­al, re­jei­tan­do-as. Os pa­lha­ços e ou­tros mas­ca­ra­dos são o ex­po­en­te má­xi­mo da es­tra­nhe­za.

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