QUEEN BEE

No ano em que se ce­le­bra o 190.º ani­ver­sá­rio da mar­ca cri­a­da por Pi­er­re Fran­çois Pas­cal Gu­er­lain, re­vi­si­ta­mos os mo­men­tos e pro­du­tos-cha­ve que fa­zem des­ta mai­son fran­ce­sa um dos no­mes in­con­tor­ná­veis do uni­ver­so da be­le­za.

Máxima - - Beleza Império -

Ano de 1828. Ves­ti­dos bor­da­dos, es­par­ti­lhos, jói­as exu­be­ran­tes e, cla­ro, o in­con­fun­dí­vel pó-de-ar­roz. Fran­ça es­ta­va a bra­ços com uma re­vo­lu­ção, mas nem por is­so Pa­ris dei­xa­va de ser inspiração pa­ra to­das as ou­tras cor­tes da Eu­ro­pa. Con­tu­do, al­go es­ta­va por ex­plo­rar no mun­do fe­mi­ni­no. Per­ce­ben­do is­so, Pi­er­re Fran­çois Pas­cal Gu­er­lain abriu a sua pri­mei­ra per­fu­ma­ria, ten­do co­mo inspiração os aro­mas da lo­ja de es­pe­ci­a­ri­as do seu pai. Mas foi em 1853 que a Gu­er­lain deu o pri­mei­ro pas­so na di­rec­ção do im­pé­rio que co­nhe­ce­mos ho­je. Com uma infusão cí­tri­ca e no­tas de jas­mim, ro­sa e flor de la­ran­jei­ra, nas­ce a co­ló­nia Eau de Co­log­ne Im­pé­ri­a­le, em­be­le­za­da pe­la lu­xu­o­sa em­ba­la­gem em vi­dro, cra­va­da com abe­lhas. O seu no­me de­ve-se à Im­pe­ra­triz Eu­ge­nie, mu­lher do Im­pe­ra­dor Na­po­leão III, uma im­pul­si­o­na­do­ra da mo­da na épo­ca e à qual Pi­er­re Gu­er­lain de­di­ca a fra­grân­cia, va­len­do-lhe o tí­tu­lo de Per­fu­mis­ta Re­al. Em 1890, Ai­mé Gu­er­lain, fi­lho de Pi­er­re, ini­ci­ou um no­vo ca­pí­tu­lo com a in­ven­ção de Ne m’ou­bli­ez pas, o pri­mei­ro ba­tom em stick a ser cri­a­do. Po­de­mos afir­mar que o ba­tom é um sím­bo­lo in­con­tor­ná­vel da fe­mi­ni­li­da­de, pre­sen­te nas lu­tas tra­va­das pe­las mu­lhe­res e ce­le­bra­das pe­la Gu­er­lain. Con­tu­do, vi­ri­am a ser os bron­ze­a­do­res a con­quis­tar o es­ta­tu­to de ex-lí­bris, em es­pe­ci­al a li­nha Ter­ra­cot­ta, ins­pi­ra­da nu­ma vi­a­gem ao de­ser­to e apre­sen­ta­da em 1984. Em to­do o mun­do, a ca­da 20 se­gun­dos é ven­di­do um pó bron­ze­a­dor com o cu­nho Gu­er­lain, o que só com­pro­va a sua qua­li­da­de ini­gua­lá­vel. Mas se, com os anos, a mai­son fran­ce­sa se tor­nou um si­nó­ni­mo de be­le­za, is­so tam­bém se de­ve ao lan­ça­men­to da ga­ma Abeil­le Roya­le, com mel de Ou­es­sant e ge­leia re­al. As su­as pro­pri­e­da­des re­ge­ne­ra­do­ras fi­ze­ram com que o sé­rum Abeil­le Roya­le se tor­nas­se um best-sel­ler da mar­ca, de­se­ja­do por to­das as mu­lhe­res. Ho­je, 190 anos pas­sa­dos, a Gu­er­lain po­si­ci­o­na-se na li­nha da fren­te na per­fu­ma­ria, cos­mé­ti­ca e ma­qui­lha­gem. Os pro­du­tos da mar­ca fran­ce­sa, de ine­gá­vel qua­li­da­de, não fa­zem ape­nas com que as mu­lhe­res se sin­tam mais bo­ni­tas. Eles fa­zem-nas mais po­de­ro­sas, ca­pa­zes de do­mi­nar o mun­do. O po­der da be­le­za (tam­bém) pas­sa por aí.

A Eau de Co­log­ne Im­pé­ri­a­le, cri­a­da em 1853, o ba­tom Ne M’ou­bli­ez Pas, lan­ça­do em 1890, e o pó best-sel­ler Ter­ra­co­ta, apre­sen­ta­do em 1984, são três dos íco­nes da mar­ca.

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