JO­A­NA DE AR­MAS

JO­A­NA RI­BEI­RO che­gou a Itá­lia apai­xo­na­da por aque­le país, par­tiu co­mo a no­va em­bai­xa­do­ra Fal­co­ne­ri e de­ci­di­da a pôr os fa­tos de trei­no (em ca­xe­mi­ra!) na mo­da. A Má­xi­ma fa­lou em ex­clu­si­vo com a ac­triz.

Máxima - - Moda Em Notícia - Por Ca­ro­li­na Car­va­lho

As gran­des ja­ne­las do ae­ro­por­to mos­tra­vam o cair da noi­te. Pa­ra trás fi­ca­va um dia pas­sa­do em Itá­lia e de­di­ca­do à Fal­co­ne­ri. A mar­ca ita­li­a­na do Gru­po Cal­ze­do­nia, es­pe­ci­a­li­za­da em ma­lhas e que usa a ca­xe­mi­ra co­mo ma­té­ria-pri­ma prin­ci­pal, e que Jo­a­na Ri­bei­ro de­ci­diu abra­çar co­mo em­bai­xa­do­ra. Em Se­tem­bro, a Fal­co­ne­ri abriu a pri­mei­ra lo­ja em Por­tu­gal, si­tu­a­da em Lis­boa, mas an­tes a Má­xi­ma e a ac­triz en­con­tra­ram-se em Ve­ro­na pa­ra as­sis­tir ao des­fi­le da co­lec­ção Ou­to­no/ In­ver­no da mar­ca. Re­cos­ta­da na ca­dei­ra, de fren­te pa­ra o céu es­tre­la­do de uma noi­te quen­te de Se­tem­bro e en­tre as con­ver­sas cru­za­das de um ter­mi­nal de ae­ro­por­to, a ac­triz fa­la com um en­tu­si­as­mo con­ta­gi­an­te. De­pois de dois di­as em que as ho­ras de tra­ba­lho fo­ram qua­se tan­tas co­mo as ho­ras pas­sa­das em vi­a­gem, pou­co so­brou pa­ra dor­mir, mas o dis­cur­so po­de­ro­so que se es­con­de no sor­ri­so do­ce e na de­li­ca­da fi­gu­ra de Jo­a­na Ri­bei­ro não de­si­lu­diu e pro­vou por­que é que aos 26 anos tem uma car­rei­ra ecléc­ti­ca e bem-su­ce­di­da.

O que a trou­xe a Ve­ro­na?

Eu que­ria di­zer que foi a cul­tu­ra, os mo­nu­men­tos, os mu­seus e a co­mi­da, mas não hou­ve tem­po pa­ra is­so… O que me trou­xe a Ve­ro­na foi o des­fi­le da no­va co­lec­ção da Fal­co­ne­ri e a ca­xe­mi­ra. A ca­xe­mi­ra foi o que me trou­xe a Ve­ro­na.

Quan­do co­nhe­ceu a Fal­co­ne­ri?

Só co­nhe­ci a Fal­co­ne­ri quan­do me fa­la­ram da mar­ca. Por aca­so, nes­te mo­men­to es­tou a tra­ba­lhar com ita­li­a­nos e fa­lei-lhes da Fal­co­ne­ri e dis­se­ram que era es­pec­ta­cu­lar e que ti­nha coi­sas ma­ra­vi­lho­sas. An­tes de di­zer que sim a es­ta par­ce­ria, é cla­ro que fui per­ce­ber o que era a mar­ca, o que fa­zia, o con­cei­to. E gos­tei mui­to.

Co­mo é o seu tra­ba­lho en­quan­to em­bai­xa­do­ra da Fal­co­ne­ri?

Eu fa­ço uma pro­mo­ção à mar­ca por­que gos­to de­la e por­que, re­al­men­te, me iden­ti­fi­co com ela. Eu não me ve­jo co­mo uma in­flu­en­cer. Acho que sou uma fi­gu­ra pú­bli­ca por­que te­nho uma pro­fis­são que me ex­põe e a ver­da­de é que, ca­da vez mais, as re­des so­ci­ais são im­por­tan­tes e eu ve­jo a re­de so­ci­al co­mo uma ma­nei­ra de mos­trar aqui­lo de que eu gos­to e as coi­sas que pa­ra mim fa­zem sen­ti­do. Eu não me as­so­cio a qual­quer mar­ca. As mar­cas com as quais eu te­nho ou­tras as­so­ci­a­ções são mar­cas nas quais eu acre­di­to e de que gos­to e que eu com­pro. A Fal­co­ne­ri é mais um exem­plo. Ti­ve o cui­da­do de per­ce­ber o que era a mar­ca e de que va­lo­res fa­la. Tam­bém é uma mar­ca que me faz lem­brar a ca­sa, o con­for­to e é clás­si­ca e sim­ples. Eu gos­to de pe­ças de rou­pa que fi­quem bem com tu­do e que dêem pa­ra usar com ou­tras coi­sas di­fe­ren­tes. Não ado­ro pa­drões, por exem­plo… Eu gos­to des­tas co­res mais nu­de, dos tons pas­tel, das co­res neu­tras. São tu­do ele­men­tos que a Fal­co­ne­ri reú­ne e pa­ra mim fez sen­ti­do.

Além de uma pro­fis­são que a ex­põe, tem tam­bém de li­dar com as re­des so­ci­ais. Co­mo é que faz a ges­tão en­tre am­bas?

Eu não me ve­jo co­mo uma ce­le­bri­da­de. Ve­jo-me co­mo uma ac­triz. E, se que­ro con­ti­nu­ar a tra­ba­lhar, ti­ve de abrir a mi­nha re­de so­ci­al. É um as­sun­to so­bre o qual ti­ve vá­ri­as con­ver­sas com a mi­nha agen­te, du­ran­te dois anos, em que eu me re­cu­sei a abrir a mi­nha re­de so­ci­al [Ins­ta­gram]. En­tre­tan­to, con­tra­ce­nei num fil­me in­ter­na­ci­o­nal e a mi­nha agen­te dis­se-me: “Jo­a­na, on­de as pes­so­as mais ra­pi­da­men­te te vêem é no Ins­ta­gram.” E ain­da bem que o abri por­que [atra­vés de­le] te­nho pro­jec­tos pa­ra os quais re­ce­bi con­vi­tes, in­clu­si­ve em ci­ne­ma. Mas eu não sou in­flu­en­cer e que­ro afas­tar­me o mais pos­sí­vel des­se ró­tu­lo por­que não me re­ve­jo, mes­mo, co­mo tal. Já ti­ve pro­pos­tas des­se gé­ne­ro e acho que pa­ra mim não faz sen­ti­do. Não te­nho 300 mil se­gui­do­res e não fa­ço ques­tão de ter. Eu gos­to que as pes­so­as me si­gam por­que gos­tam do meu tra­ba­lho, da mi­nha ma­nei­ra de ver a vi­da e do meu es­ti­lo. Eu tra­ba­lho en­quan­to ac­triz e se for pre­ci­so es­ta­rei a fil­mar du­ran­te 12 ho­ras se­gui­das. Não te­nho tem­po pa­ra ge­rir uma re­de so­ci­al, nem que­ro, por­que o meu tra­ba­lho não é es­se.

O que achou do des­fi­le e da co­lec­ção Fal­co­ne­ri?

Ado­rei! Pri­mei­ro ado­rei que ti­ves­sem fei­to o des­fi­le co­mo se fos­se num ae­ro­por­to… Os aviões são sem­pre gé­li­dos e é sem­pre bom es­tar-se con­for­tá­vel. Eu vi­a­jo sem­pre de fa­to de trei­no. Gos­tei mui­to das co­res da co­lec­ção, das boi­nas, das ca­pas, das cal­ças de fa­to de trei­no com as ca­mi­sas de se­da e com ca­sa­cos de lã me­ri­no por ci­ma…

Em que pro­jec­tos es­tá a tra­ba­lhar ago­ra?

Nes­te mo­men­to, es­tou [a con­tra­ce­nar] no fil­me Fá­ti­ma, do Mar­co Pon­te­cor­vo, que vai con­tar de uma ma­nei­ra um bo­ca­di­nho di­fe­ren­te os mi­la­gres de Fá­ti­ma. O que eu gos­to nes­te fil­me e na vi­são do Mar­co é que não nos obri­ga a ti­rar uma con­clu­são. Não é um fil­me só pa­ra ateus ou só pa­ra cren­tes. É pa­ra to­dos. No fil­me fa­ço de Nos­sa Se­nho­ra de Fá­ti­ma. É um da­que­les papéis que só acon­te­ce uma vez na vi­da. À par­ti­da, o fil­me irá es­tre­ar no pró­xi­mo ano. Es­tou tam­bém a co­me­çar o meu pri­mei­ro pro­jec­to na TVI. Já fiz uma sé­rie, a Ma­dre Pau­la, e fiz qua­tro no­ve­las e es­te pro­jec­to não tem na­da a ver com uma coi­sa ou com ou­tra. É mui­to en­gra­ça­do por­que é [um] po­li­ci­al, no qual vou per­ten­cer à PJ [Po­lí­cia Ju­di­ciá­ria]. O pro­jec­to é es­pec­ta­cu­lar e vou tra­ba­lhar com ac­to­res com qu­em nun­ca tra­ba­lhei. Es­tan­do sem­pre no mes­mo ca­nal [te­le­vi­si­vo], há to­do um le­que de ou­tras pes­so­as, des­de téc­ni­cos a equi­pas de pro­du­ção e a ac­to­res, com qu­em nun­ca se tra­ba­lha. A ver­da­de é que não que­ro ser as­so­ci­a­da a ne­nhum ca­nal por­que que­ro ser uma ac­triz li­vre. Já tra­ba­lhei na SIC e na RTP e ago­ra vou tra­ba­lhar na TVI. Além dis­so, tam­bém que­ro fa­zer te­a­tro e ci­ne­ma e ou­tras coi­sas. E é is­so que nos faz cres­cer en­quan­to ac­to­res e en­quan­to pro­fis­si­o­nais.

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Portugal

© PressReader. All rights reserved.