GRAN­DE DAMA

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É o li­vro-tri­bu­to à ac­triz fran­ce­sa, por oca­sião do seu 75.º ani­ver­sá­rio, a 22 de Ou­tu­bro. Em CATHERINE DENEUVE FILM PAR FILM (Gal­li­mard), Isa­bel­le Gi­or­da­no tra­ça o per­cur­so ci­ne­ma­to­grá­fi­co da ac­triz que le­va já 60 anos de car­rei­ra. Catherine Deneuve es­tre­ou-se no gran­de ecrã ain­da du­ran­te a sua ado­les­cên­cia, sen­do que, aos 29 anos, já se po­dia or­gu­lhar de ter fil­ma­do com gran­des mes­tres co­mo Jac­ques Demy, Ro­man Po­lans­ki ou Luis Buñu­el, au­tor do clás­si­co Bel­le de Jour (A Be­la de Dia, 1967). Fil­me a fil­me, es­te li­vro con­ta o seu per­cur­so e ex­põe o seu ta­len­to, mas tam­bém evi­den­cia os mo­ti­vos pe­los quais, em tem­pos, foi ape­li­da­da pe­la im­pren­sa nor­te-ame­ri­ca­na co­mo a mais be­la mu­lher do mun­do. Em­bai­xa­do­ra de mar­cas co­mo a Louis Vuit­ton e mu­sa de cri­a­do­res co­mo Yves Saint Lau­rent, Catherine re­pre­sen­tou Ma­ri­an­ne, sím­bo­lo na­ci­o­nal fran­cês, en­tre 1985 e 1989. Aos 75 anos, man­tém a be­le­za clás­si­ca e o olhar se­re­no. Eter­na.

As Don­ze­las de Ro­che­fort, de 1966 Li­za, de 1972

A ME­NI­NA QUE SORRIA CON­TAS, DE CLEMANTINE WAMARIYA (OBJECTIVA) Vin­te e qua­tro anos pas­sa­ram so­bre o Ge­no­cí­dio do Ru­an­da, mas mui­to per­ma­ne­ce por con­tar. So­bre­tu­do as vi­vên­ci­as mais pes­so­ais, aque­las que a His­tó­ria Uni­ver­sal nun­ca con­se­gui­rá abar­car. Es­te li­vro é o tes­te­mu­nho de Clemantine, uma me­ni­na que, aos seis anos, se viu obri­ga­da a fu­gir, com a sua ir­mã de 15 anos, pas­san­do os seis anos se­guin­tes em fu­ga, por di­fe­ren­tes paí­ses. Aca­ba­ria por re­ce­ber o es­ta­tu­to de re­fu­gi­a­da e ser adop­ta­da por uma fa­mí­lia nor­te-ame­ri­ca­na. Es­tu­dou em Ya­le e ho­je é uma ac­ti­vis­ta de di­rei­tos hu­ma­nos.

PASSAGEM PA­RA O OCIDENTE, DE MOHSIN HAMID (SAÍ­DA DE EMER­GÊN­CIA) Amor em tem­pos de có­le­ra. O tí­tu­lo de uma ou­tra obra aju­da-nos a des­cre­ver es­te ro­man­ce so­bre re­fu­gi­a­dos. Dis­tin­gui­do com vá­ri­os pré­mi­os nor­te-ame­ri­ca­nos e fi­na­lis­ta do Man Bo­o­ker Pri­ze, con­ta a his­tó­ria de amor en­tre Na­dia e Sa­e­ed nu­ma ci­da­de mar­ca­da pe­la vi­o­lên­cia, mas tam­bém pe­la ma­gia. A exis­tên­cia de por­tais se­cre­tos que dão aces­so a ou­tros paí­ses con­duz-nos nu­ma vi­si­ta so­bre a re­a­li­da­de de qu­em fo­ge, mas tam­bém so­bre o po­der do amor.

O CA­SO SPARSHOLT, DE ALAN HOLLINGHURST (D. QUIXOTE)Há qu­em com­pa­re a es­cri­ta de Alan Hollinghurst aos ro­man­ces vi­to­ri­a­nos, tal é a for­ma in­trin­ca­da e de­ta­lha­da com que te­ce os am­bi­en­tes dos seus en­re­dos. Nes­te no­vo li­vro, cu­ja ac­ção de­cor­re em 1940, tra­ça o re­tra­to de um gru­po de ami­gos ao lon­go de três ge­ra­ções, a co­me­çar pe­los tem­pos de ju­ven­tu­de e in­cer­te­za vi­vi­dos nu­ma Ox­ford mar­ca­da pe­los efei­tos co­la­te­rais da guer­ra.

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