É mau fu­rar as bo­lhas?

Men's Health (Portugal) - - TROCA POR TROCA -

Ti­a­go Mar­tins, pe­lo Fa­ce­bo­ok

Só se for de­ma­si­a­do bru­to. Fu­rar as bo­lhas é co­mo re­ben­tar bor­bu­lhas: vai agir por sua con­ta e ris­co. Pa­ra a saú­de dos pés, o me­lhor é dei­xar as bo­lhas em paz. O pro­ble­ma de fu­rar uma bo­lha é a pos­si­bi­li­da­de de in­fe­ção, que se po­de tor­nar ain­da mais de­sa­gra­dá­vel, e pro­lon­gar a du­ra­ção des­sa bo­lha. Se es­tá de­ses­pe­ra­do por se li­vrar de­la, cer­ti­fi­que-se de que o faz de uma ma­nei­ra se­gu­ra: la­ve as mãos e a zo­na da bo­lha, es­te­ri­li­ze uma agu­lha com um pou­co de ál­co­ol etí­li­co ou até com a cha­ma de um is­quei­ro e es­pe­te a agu­lha num dos la­dos da bo­lha pa­ra não ar­ran­car a capa (pa­ra pro­te­ger a pe­le por bai­xo). Me­xa um pou­co pa­ra sair o lí­qui­do to­do e re­sis­ta à ten­ta­ção de que­rer ar­ran­car a co­ber­tu­ra pa­ra a pe­le não fi­car ex­pos­ta. A se­guir, pas­se po­ma­da e co­lo­que um pen­so por ci­ma. Vi­gie du­ran­te dois di­as. Se não me­lho­rar, vá ao mé­di­co.

DICA MH

Em pri­mei­ro lu­gar, não exis­te ne­nhu­ma ra­zão pa­ra as usar nas elevações, prin­ci­pal­men­te por­que o pul­so fi­ca sem­pre na po­si­ção na­tu­ral du­ran­te o mo­vi­men­to. No ca­so do pe­so mor­to, po­dem ser be­né­fi­cas se as usar nos jo­e­lhos, pois se qui­ser le­van­tar um pe­so con­si­de­rá­vel ou pre­ci­sa com­pen­sar uma le­são, as straps es­ta­bi­li­zam as ar­ti­cu­la­ções e aju­dam a ga­nhar mais for­ça à me­di­da que vai pro­gre­din­do nos ob­je­ti­vos e car­re­ga na car­ga. Além dis­so, as straps pro­por­ci­o­nam um im­pul­so elás­ti­co pa­ra pas­sar de uma po­si­ção em fle­xão pa­ra uma em que fi­ca em pé. As­sim, quan­do fi­zer aga­cha­men­tos, as straps es­ti­cam-se nos jo­e­lhos e de­pois “en­cur­tam” pa­ra aju­dar a re­gres­sar à po­si­ção er­gui­da.

Um dos nos­sos jor­na­lis­tas an­da afli­to das cos­tas e diz que vai fa­zer uma TAC. Po­rém, dois dos mé­di­cos que ele con­sul­tou di­zem o mes­mo so­bre es­ta de­ci­são: “Pou­co vai adi­an­tar”. Alguns tra­ta­men­tos co­muns e tes­tes de di­ag­nós­ti­co são mais ca­ros e mais ar­ris­ca­dos (fa­ce aos re­sul­ta­dos que apre­sen­tam) do que efi­ca­zes. Exem­plos? Anal­gé­si­cos nar­có­ti­cos pa­ra do­res de ca­be­ça, TAC ou res­so­nân­ci­as mag­né­ti­cas pa­ra do­res de cos­tas e cer­vi­cais e aná­li­ses ao san­gue ro­ti­nei­ras quan­do o mé­di­co não sus­pei­ta de ne­nhum pro­ble­ma. Cer­ca de 19% das vis­tas ao mé­di­co re­sul­ta em in­for­ma­ções de pou­co va­lor, por is­so evi­te con­sul­tas ca­ras e apos­te no mé­di­co de fa­mí­lia. É que os mé­di­cos que não co­nhe­cem os pa­ci­en­tes têm uma mai­or ten­dên­cia pa­ra pe­dir exa­mes co­mo res­so­nân­ci­as mag­né­ti­cas.

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