CROSSFIT VS FIT­NESS

SE­RÁ QUE O CROSSFIT É MES­MO ME­LHOR QUE O ETER­NO FIT­NESS? RESOLVEMOS DAR UMA VIS­TA DE OLHOS A ES­TA QUES­TÃO TÃO ATU­AL...

Men's Health (Portugal) - - Este Mês -

Re­ve­la­mos qual é o me­lhor trei­no pa­ra si.

O CROSSFIT ES­TÁ A AU­MEN­TAR CON­SI­DE­RA­VEL­MEN­TE o nú­me­ro de adep­tos em Por­tu­gal e são ca­da vez mais os apai­xo­na­dos pe­los ex­plo­si­vos WODs (Wor­kout Of the Day). Os pra­ti­can­tes afir­mam que es­te mé­to­do é me­lhor e es­tá mui­to à fren­te dos trei­nos con­ven­ci­o­nais do gi­ná­sio. Mas se­rá que o Crossfit es­tá as­sim tão aci­ma do “fit­ness tra­di­ci­o­nal”?

Al­ta in­ten­si­da­de, pou­cas pausas

O Crossfit im­pli­ca a re­a­li­za­ção de uma gran­de quan­ti­da­de de exer­cí­ci­os e mo­vi­men­tos fun­ci­o­nais re­a­li­za­dos a al­ta in­ten­si­da­de e com pe­río­dos de descanso re­la­ti­va­men­te bai­xos. Al­guns exem­plos são os bur­pe­es, aga­cha­men­tos, pe­so mor­to, ele­va­ções... Es­tes mo­vi­men­tos su­põem exer­cí­ci­os de agi­li­da­de e ve­lo­ci­da­de, tra­ba­lho in­ter­va­la­do, trei­no com car­gas e exer­cí­ci­os pli­o­mé­tri­cos. Es­ta mo­da­li­da­de do fit­ness cria atle­tas mui­to po­li­va­len­tes, uma vez que se ba­seia na me­lho­ria de 10 ca­pa­ci­da­des des­por­ti­vas: equi­lí­brio, po­tên­cia, agi­li­da­de, pre­ci­são, co­or­de­na­ção, ve­lo­ci­da­de, fle­xi­bi­li­da­de, re­sis­tên­cia car­di­o­vas­cu­lar e pul­mo­nar, re­sis­tên­cia ge­ral e for­ça. Is­to de­ve-se ao fac­to de es­ta dis­ci­pli­na des­por­ti­va in­cor­po­rar ele­men­tos da ca­lis­te­nia, gi­nás­ti­ca ar­tís­ti­ca, mo­vi­men­tos pli­o­mé­tri­cos e hal­te­ro­fi­lia, en­tre ou­tros.

Crossfit ou fit­ness?

Es­tá vis­to que o Crossfit con­se­guiu me­lho­res mar­cas no pe­so mor­to re­la­ti­va­men­te ao trei­no con­ven­ci­o­nal do gi­ná­sio, mas não se re­gis­ta­ram di­fe­ren­ças sig­ni­fi­ca­ti­vas na ca­pa­ci­da­de ae­ró­bia, re­sis­tên­cia mus­cu­lar, re­du­ção da gor­du­ra cor­po­ral e po­tên­cia. Por ou­tro la­do, o trei­no con­ven­ci­o­nal con­se­guiu me­lho­ri­as mais pro­nun­ci­a­das na agi­li­da­de. Ten­do em con­ta que am­bos os mé­to­dos de trei­no vão ga­ran­tir uma sé­rie de re­sul­ta­dos se­me­lhan­tes, de­ve­mos con­si­de­rar ou­tros dois as­pe­tos: o tem­po e a ade­são.

Os trei­nos

Os trei­nos de Crossfit, em ter­mos ge­rais, são mais cur­tos e su­põem uma pou­pan­ça de tem­po con­si­de­ra­vel­men­te mai­or em com­pa­ra­ção com o trei­no con­ven­ci­o­nal. As­sim sen­do, de­sa­pa­re­cem as des­cul­pas co­mo “Não te­nho tem­po”. A ade­são é mai­or no Crossfit, pro­va­vel­men­te pe­la gran­de va­ri­e­da­de dos exer­cí­ci­os. Is­to sig­ni­fi­ca que, no ca­so de es­co­lher o Crossfit, te­rá mui­to me­nos pro­ba­bi­li­da­des de de­sis­tir dos trei­nos a lon­go pra­zo. E além dis­so, a sua von­ta­de de evo­luir se­rá mui­to mai­or.

Re­su­min­do

Se é um ho­mem ocu­pa­do, po­de co­me­çar a ponderar o Crossfit, mas em qual­quer dos ca­sos de­ve con­si­de­rar qual o mé­to­do de trei­no que lhe dá mais pra­zer e qual lhe dá as sen­sa­ções e re­sul­ta­dos que pro­cu­ra. O im­por­tan­te é trei­nar com pra­zer!

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