Qu­em es­tá a agu­çar o lá­pis azul da cen­su­ra?

Metro Portugal (Lisbon) - - LAZER - JO­SÉ AMA­RAL, V. N. GAIA

Te­nho an­da­do a co­gi­tar so­bre a li­ber­da­de de ex­pres­são. E fi­co mui­to per­ple­xo pe­lo fac­to de, após já lon­gos 41 anos em que o lá­pis azul da cen­su­ra ces­sou fun­ções mu­ti­la­do­ras das mais va­ri­a­das opi­niões, as nor­mas le­gais e de­mo­cra­ti­ca­men­te es­ta­be­le­ci­das ain­da não se­jam cum­pri­das em to­da a sua ple­ni­tu­de, ou, en­tão, de­li­be­ra­da­men­te en­fer­mam de gra­ves la­cu­nas apli­ca­ti­vas. As­sim, sem se be­lis­car a ido­nei­da­de do que se es­cre­ve ou fa­la, com de­co­ro e ur­ba­ni­da­de, tu­do de­ve­rá ser da­do a co­nhe­cer den­tro de tais pa­râ­me­tros le­gais es­ta­be­le­ci­dos, doa a qu­em do­er. Ou pas­sa­das qua­tro dé­ca­das, os dou­tos crâ­ni­os das Leis de Im­pren­sa e afins, em vez de as pre­ci­sa­rem em tais ter­mos le­gais, mais fa­cil­men­te se dão ao des­fru­te de agu­çar o lá­pis azul, de­sen­ter­ran­do-o?

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