TI­A­GO BETTENCOURT

A en­tre­vis­ta an­tes da es­treia no Co­li­seu dos Re­crei­os

Metro Portugal (Lisbon) - - PRIMEIRA PÁGINA - BRU­NO MAR­TINS

Es­tes con­cer­tos mar­cam a sua es­treia ofi­ci­al no pal­co dos co­li­seus. Mas re­cor­do-me de há uns dois ou três anos ter fei­to um es­pe­tá­cu­lo mui­to es­pe­ci­al no Co­li­seu dos Re­crei­os, em Lis­boa. Pos­so di­zer que es­ta é uma “se­gun­da” es­treia na sa­la lis­bo­e­ta?

Po­des, mas não con­cor­do. Por­que foi uma coi­sa di­fe­ren­te (ri­sos). Foi com a pla­teia no pal­co, co­mo ce­ná­rio do con­cer­to, nu­ma es­pé­cie de pro­je­ção do que gos­tá­va­mos de es­tar a fa­zer. Mas foi mui­to es­pe­ci­al, mes­mo. As pes­so­as ado­ra­ram e ain­da me per­gun­tam quan­do fa­ze­mos ou­tra vez. Mas foi ou­tra acro­ba­cia.

Na al­tu­ra che­gou a pen­sar que aqui­lo era tu­do mui­to gi­ro, mas bom mes­mo era ter o pú­bli­co na pla­teia on­de vai es­tar ago­ra?

Es­ta­va mui­to en­tu­si­as­ma­do. Aque­le ce­ná­rio era mes­mo in­crí­vel. Mas sim, pen­sei: “Ain­da hei-de cá vir!” Mas is­so acon­te­ce ca­da vez que vou ao Co­li­seu (ri­sos) e ve­jo a sa­la cheia.

Quan­do vai ao Co­li­seu en­quan­to es­pe­ta­dor, o que é que cos­tu­ma pen­sar, so­bre­tu­do das ban­das que por lá se es­trei­am? Que são mo­men­tos mar­can­tes e de­fi­ni­do­res na car­rei­ra dos ar­tis­tas?

De­pen­de dos ar­tis­tas (ri­sos). Há al­guns que fi­co mui­to con­ten­te, ou­tros ve­jo co­mo fe­nó­me­nos de mo­da e que não mar­cam pro­pri­a­men­te uma car­rei­ra, mas an­tes um mo­men­to. A cer­ta al­tu­ra qua­se que se ba­na­li­za en­cher o Co­li­seu. O mun­do da mú­si­ca vi­ve mui­to mais an­ti­gas e con­cen­trar-me no dis­co no­vo. Qu­e­ro fa­zer um pas­seio pe­las mú­si­cas es­pe­ci­ais, as de que me fa­lam nos fins dos con­cer­tos ou quan­do vêm ter co­mi­go na rua.

Es­tes dois con­cer­tos apa­re­cem nu­ma al­tu­ra ide­al da sua car­rei­ra? Ou já po­de­ri­am ter acon­te­ci­do há mais tem­po?

Não te­nho bem a no­ção. Até por­que a ideia foi do meu agen­te (ri­sos). Se não fos­se ele, tam­bém não me ia ati­rar pa­ra os co­li­seus, por­que tam­bém não me acho a úl­ti­ma Co­ca-Co­la do de­ser­to por­tu­guês. Acho que te­nho fei­to um tra­ba­lho só­li­do, va­ga­ro­so e com mui­to tem­po pa­ra que não se­ja ape­nas ba­se­a­da em hits, mas em re­co­nhe­ci­men­to de ta­len­to.

Tem si­do uma car­rei­ra fei­ta tam­bém de cum­pli­ci­da­des. Vai ter al­guns des­ses ami­gos em pal­co?

No Por­to ti­ve­mos o Pe­dro Abru­nho­sa, a Már­cia e o Fred Pin­to Ferreira. E em Lis­boa es­ta­rá ou­tra vez a Már­cia e o Pau­lo Gon­zo. São pes­so­as que ad­mi­ro mui­to. Não são só ami­gos pró­xi­mos, mas ar­tis­tas que ad­mi­ro e que se tor­na­ram ami­gos há pou­co tem­po e que vão apa­re­cer pa­ra uma noi­te gi­ra.

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