Se­te de­ze­nas de mor­tos em nau­frá­gi­os e na fai­na no mar em dez anos

Pes­ca.

Metro Portugal (Lisbon) - - PRIMEIRA PÁGINA -

Au­to­ri­da­de re­ve­la que en­tre 2005 e 2014 mor­re­ram 70 pes­so­as e mais de 12.000 fi­ca­ram fe­ri­das. Mai­o­ria mor­reu quan­do as em­bar­ca­ções nau­fra­ga­ram e há dez mor­tos por cau­sas in­de­fi­ni­das. Tra­ba­lho no se­tor “é um dos que apre­sen­tam mai­o­res ín­di­ces de si­nis­tra­li­da­de”

De acor­do com o guia “Se­gu­ran­ça e Saúde no Tra­ba­lho no Se­tor da Pes­ca – Ris­cos Pro­fis­si­o­nais e Me­di­das Pre­ven­ti­vas nas Di­fe­ren­tes Artes de Pes­ca”, a mai­o­ria das ví­ti­mas mor­tais acon­te­ceu em nau­frá­gi­os (41), du­ran­te a fai­na de pes­ca re­gis­ta­ram-se 19 mor­tes, ha­ven­do ain­da a re­gis­tar 10 mor­tos de cau­sas não es­pe­ci­fi­ca­das. Já os di­as de tra­ba­lho per­di­dos to­ta­li­zam qua­se 290 mil, ou se­ja, ca­da um dos cer­ca de 12 mil fe­ri­dos es­te­ve sem tra­ba­lhar, em mé­dia, 24 di­as por aci­den­tes la­bo­rais.

A ACT afir­ma que o exer­cí­cio la­bo­ral no se­tor da pes­ca “é um dos que apre­sen­tam mai­o­res ín­di­ces de si­nis­tra­li­da­de, de­vi­do às ca­ra­te­rís­ti­cas

VÍ­TOR MOTA

No mes­mo pe­río­do (de 2005 e 2014), re­gis­ta­ram-se, no to­tal, 11.960 fe­ri­dos, sen­do que 94% dos fe­ri­dos em aci­den­tes de tra­ba­lho ocor­re­ram du­ran­te a fai­na de pes­ca.

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